
quarta-feira, agosto 31, 2005

Da fusão de génios
Jeff Buckley por Dave Mckean. Suspire-se um Hallelujah. Pelo menos um deles ainda caminha por cá.
terça-feira, agosto 30, 2005

Passatempos
O tempo passa e as rubricas atropelam-se. Com o advento da foto-digital-à-mão-de-semear e em tempo de pré autárquicas que já deu mote às Crónicas Alfacinhas, começa hoje a publicação de imagens sob o título "Lisboa em baixa resolução", com coisas bonitas e outras também não. Idiossincrasias à lisboeta. A suivre.
O senhor Passarinho controla um quarteto fantástico de vendedores de haxixe na praça D. Pedro IV, vulgo Rossio. A tradição manda que aos machos desta família de romas se dêem alcunhas de aves. Assim, além do Passarinho, podemos encontrar os manos Galito e Rola. Supõe-se que o upgrade para aves de rapina surja com o primeiro carregamento de drogas duras.
semanas e semanas de desditas de acende e apaga fogos, espécies que secam o solo e carros que assam que nem tordos, gente em fuga para a frente e para trás, repórteres audazes e directos na grelha. Cansados da bitola, os povos do share enfadam-se e exigem que se mude a catástrofe. Venha a Katrina, furacão de sonoridade eslava, vaga russa a destempo da queda do muro que arrasa os "amaricanos". Na capital do jazz e linguajares afrancesados dança-se o swing, ciclone style. Nova gente em fuga desta vez em terra civilizada, de mississipi em fundo e trompetes a soar de alarme, muito share, muito GRP, que o anunciador gosta, seja salsicheiro ou cabeleireiro de pista vermelha alcatifada, sopa de pacote ou sumo em pó. Com os elementos em fúria e as atenções em alta para quando um tremorzinho de terra? Faz agora 250 anos e já há muito tempo que a malta quer encher noticiários, dez estádios não chegaram e a expo é só betão, nem vê-la. Para quando os 15 de fama? Minutos, quer-se dizer.

Correspondências
por alguma razão a mensagem de boas vindas do meu telemóvel é Freak Show. Tropeço constantemente em situações no mínimo "particulares". Blogosfera incluída.
segunda-feira, agosto 29, 2005
domingo, agosto 28, 2005

Tinha graça se não fosse trágico. E apesar de tudo, estes tiques continuam a desiludir-me.
Avante!, 18/08/2005
A Assembleia Municipal da cidade de Jeleznoggorsk (Sibéria) decidiu ?satisfazer parcialmente o pedido de antigos combatentes, de comunistas e ultranacionalistas?, instalando um monumento a Stáline num museu da cidade e não num parque como exigiam os veteranos.
Segundo a agência Lusa (...), mais estátuas de Stáline deverão ser erigidas noutras cidades da região.
Os debates sobre o papel de Stáline e os pedidos para que lhe sejam dedicados monumentos tornaram-se mais frequentes por ocasião do 60º aniversário da vitória sobre os nazis. ?Apesar da oposição das autoridades, o povo começou a juntar dinheiro, foram feitas encomendas? de estátuas?. ?Não se pode parar esta vaga de fundo ?, explicou Medvedev, reconhecendo que ?Stáline? é uma personalidade, o mundo inteiro reconhece Stáline, bem como os dirigentes do país?.
Alguns dias antes das comemorações da vitórias, os comunistas da região colocaram um busto de Stáline perto da sua sede, mas a polícia obrigou-os a retirá-lo.
No entanto, em Mirny, na Sibéria Oriental, uma estátua do líder soviético foi solenemente inaugurada em Maio.
No mesmo mês, deputados da região centro enviaram uma carta ao Kremlin, pedindo que fosse restabelecida ?a justiça sobre o papel histórico do chefe supremo das forças armadas soviéticas? e que se obstasse à ?calunia e falsificação da história?.
sexta-feira, agosto 26, 2005

Da inferioridade conceptual
um caramelo esfalfa-se para construir durante quase dois anos um local iconoclasta, com uma certa lógica de comunicação diferenciada, no espírito da publicitária "unique selling proposition".
Debalde. Um pouco de navegação à bolina e esbarro com um local esmagador, que me humilha - "O Blog das Amigas".
Depois desta revelação só me apetece meter a viola no saco.
quinta-feira, agosto 25, 2005
quarta-feira, agosto 24, 2005
terça-feira, agosto 23, 2005
segunda-feira, agosto 22, 2005
sexta-feira, agosto 19, 2005


uma excelente campanha de publicidade com celebridades descoberta no Cibertúlia. A quem se interesse pela dinâmica do comércio justo não é preciso ir tão longe. A Cores do Globo já actua com propriedade cá no burgo e está visitável aqui. Para os indefectíveis dos condimentos justos afianço que há por lá um excelente caril.
vive de e para a música e durante o dia de ontem escutou melodias várias:
Nouvelle Vague (parcial)
Broken Social Scene (completo)
Foo Fighters (parcial)
Diplo (parcial)
Sonic Youth (completo)
Miles Davis (completo)
Massive Attack (completo)
Pixies (completo)
Herbert (parcial)
Duke Ellington (parcial)
acusaram-no de eclectismo. Percebeu que da próxima vez que fosse ao ginásio tinha de levar chinelos.
quinta-feira, agosto 18, 2005
quarta-feira, agosto 17, 2005
A senhora X passeia-se indolentemente pelo bairro. Não usa as próprias pernas pois está condicionada à cadeira de rodas. Apesar da contrariedade recusa ser a "coitadinha" e enveredou pelo empreendorismo. Do alto da sua cadeira é uma das maiores traficantes de droga da vizinhança. E sempre dentro da lei geral, tal como atesta o colete de sinalização fluorescente que transporta no seu veículo locomotor.

Do-activismo-dançante-soprado-aos-ouvidos-logo-pela-matina
Once upon a time up on this mic
MC's be really workin' on what they write
With the sound delight we rock all night
And yes we're gonna party for the right to fight
We're international like Matt Takei
Rock the mic from Munich out to Taipei
Still around the way is where we'll stay
Say what we mean, mean what we say
Trajectories from the past are taking their toll and
What we do now is future moulding
Columbine bowling, childhood stolen
We need a bit more gun controlling
Right, Right, Now, Now
What is goin' on?
We, We, Gotta, Gotta
Get it goin' on
Be, Be, Fore, Fore
It's Too Far Gone
We gotta work together, it's been too long
When I get on you scream "Hoo Tight!"
Rockin' this flow I could go all night
I'm not here to fight, or incite
I'm like the beach in the Bahamas make you feel alright
I'm getting kind of tired of the situation
The US attacking other nations
And narration, on every station
False election's got me losing my patience
I'm a funky-ass Jew and I'm on my way
And yes I got to say fuck the KKK
And oh yeah hey, how about today?
If you want to set it off then let me hear you say
Right, Right, Now, Now
What is goin' on?
We, We, Gotta, Gotta
Get it goin' on
Be, Be, Fore, Fore
It's Too Far Gone
We gotta work together, it's been too long
I went to get a loan and they asked my race
I wrote down human inside the space
It's a disgrace how they try to debase
It ain't the bank's damn business how my lineage trace
Now let me drop a verse that's terse and concise
I'm an iron chef when I slice and dice
With the rhyme precise, the word is nice
So please pass me the Reunite on ice
Well let's go to work and not beserk
'Cause when the time comes the body goes to dirt
Try to smooth it out like Levert
Keep the mind alert and not revert
Right, Right, Now, Now
What is goin' on?
We, We, Gotta, Gotta
Get it goin' on
Be, Be, Fore, Fore
It's Too Far Gone
We gotta work together, it's been too long
terça-feira, agosto 16, 2005
domingo, agosto 14, 2005
Out here on the Gaza Strip
From driving in too fast
Let's ride the Tiger down river Euphrates..."
Logo à meia-noite pode fazer-se um pouquinho de História
sexta-feira, agosto 12, 2005

Dos lugares bizarros
Para os indefectíveis de um bom enjoo a bordo, um local que esmiuça as maravilhas dos sacos de vómito. Só para candidatos a "connaisseurs".
quinta-feira, agosto 11, 2005
a barra dilata, como uma bola de aço sujeita à lamparina de alcoól da escola preparatória. Palmas para Acis & Galatea e She Bangs The Drums
quarta-feira, agosto 10, 2005
a algumas horas de deixar para trás a década dos "vintes" pus-me a pensar em balanços e episódios que povoaram a minha última década. Aconteceram coisas variadas, ao estilo salada de frutas, com mais fruta nacional do que exótica. Ora vejamos:
- comecei a trabalhar e durante anos saboreei o maravilhoso mundo do recibo verde, que me fez decorar o número de contribuinte
- terminei uma licenciatura e dividi-me em formações várias à posteriori, a resvalar para a os lápis e pincéis e a deixar para trás os OTS, os brandings e os targets
- fui Jovem Criador um par de vezes, à espera de uns amanhãs que cantem
- encontrei a minha dama de ferro, parede mestra do meu universo caótico e apaixonado
- comprei uma casa para a qual fui viver em pecado, coroando um processo de descatolização
- perdi um ente muito querido, o que me endureceu a visão da vida
- fui a festas e funerais, com prevalência para as primeiras
- vi concertos inesquecíveis e troquei umas palavras com uns jovens da Islândia muito, muito melancólicos
- THE PIXIES ao vivo em Lisboa ou "como ter um comportamento infantil aos vinte e muitos anos de idade"
- li centenas de livros e fui arrebatado pelo Boris Vian, pelo Richard Zimmler e pelo Pérez-Reverte, entre outros letrados
- vi umas dezenas de filmes e conclui, entre outras menoridades, que o Scorsese já devia ter parado a carreira
- vi O Ódio, um dos filmes da minha vida, depois de comer uns raviolis em lata no parque de estacionamento contíguo ao cinema, o que é manifestamente indigesto
- fui saneado de um emprego por razões políticas, 29 anos depois do 25 de Abril
- trabalhei num centro comercial de subúrbio
- fiz teatro amador com grande pica, chegando a representar num jardim de seminário, valha-me deus
- servi copos e aturei etílicos inofensivos num bar de Santos
- embrenhei-me no mundo dos computadores, entre softwares vectoriais, pesquisas na net, downloads e edição de blogues
- estive em 8 países, onde testemunhei o lado Dr Jeckyll e Mr Hyde da raça humana - vi a capela sistina no mesmo continente onde fui esmagado por auschwitz
- ganhei um carinho especial por Londres, a cosmopolita
- ouvi música de forma compulsiva, acordado ou a dormir, correndo o risco de juntar a surdez à minha ancestral miopia
- fiz grandes amizades e engoli algumas [ poucas ] desilusões
- sonhei que havia vida para além do défice
- gastei horas em blogues e não vislumbro melhoras.
venham os próximos dez e com uma pedra de gelo, se fachavor. Afinal não se passou assim tanta coisa e preciso de encher o saco de memórias para ter vários volumes de estórias passadas, assim como o Soares ou o Cavaco.
as crianças passeiam e galhofam no jardim do Linha de Água. Uma catrefa de putos romani persegue os patos com acuidade. O jardineiro reclama alto e bom som. Recorda um dia da semana passada em que igual revoada infantil deixou um pato entregue ao Criador e outro coxo. As crianças cá do burgo teimam em não lidar bem com a bicharada.
"Os náufragos da silly season
No segundo dia Agosto, uma vaga de doze metros atingiu o litoral do Algarve. Morreram treze ministros, vinte e cinco secretários de estado, dezasseis administrações de empresas públicas ou participadas, um presidente da républica e um número indeterminado de deputados. A sociedade civil também ficou de luto. As festas da Caras, da VIP, da Nova Gente e dos Globos de Ouro foram tragadas pelo oceano. A praia dos Tomates e a praia do Vau foram dizimadas com particular crueldade. Em Setembro, a Terceira República chegou ao fim. Em Outubro, os indicadores económicos manifestaram uma surpreendente recuperação. A despesa pública diminuiu. As exportações duplicaram. O desemprego desapareceu. Em dois anos, o rendimento médio das familias ultrapassou o Espanhol. Em cinco anos, o PIB português atingiu o da Holanda e o da Bélgica, combinados. Ainda hoje não há uma explicação consensual para este fenómeno. Talvez por isso lhe chamem o milagre português".
Luis J.
terça-feira, agosto 09, 2005

Domesticidades
"é sempre a mesma coisa, só tralha por todo o lado, nem a porcaria das tuas coisas consegues arrumar" ruminava-lhe ela dia sim, dia sim. Ele reflectia uns segundos, comparava a toalha de banho molhada em cima da cama com o estúdio de Francis Bacon e respondia "vais ver, querida, quando eu for um grande artista".
sexta-feira, agosto 05, 2005
quinta-feira, agosto 04, 2005

Dos amores imperfeitos
mesmo sem citar os McLuhans, os Barthes ou os Moscovicis, os Ecos ou a escola de Palo Alto, entram pelos olhos dentro da populaça os ditames das modas e do absolutismo juvenil, sinónimo de sucesso e contemporaneidade, gente fresca e laroca que povoa telenovelas, anúncios de telemóveis e peças de teatro light, programas de caça-talentos ou simples discotecas in.
Eu continuo a preferir outra cepa, a dos talentosos, mesmo que não tenham laivos de passerelle. Danem-se os meninos da Optimus, vivam Frida e Diego. E outros feios que marcam.
quarta-feira, agosto 03, 2005
terça-feira, agosto 02, 2005
Disseram-lhe que lesse o blogue Casmurro. Que era genial, reafirmaram. E com veemência. Foi ver, não entendeu. A fonética Groucho e o bigode afirmativo lembram-lhe mais o Goucha e os programas de outros tempos. Chico e Harpo lembram-lhe Chico Buarque. Marx perdeu-se-lhe numa prateleira de casa. Lembrou-se que a Alcina Lameiras prega o "não negue à partida uma ciência que desconhece". Encolheu os ombros e chafurdou no imberbe agridoce, como sempre.
"Nino e Bacai Sanhá reivindicam vitória nas presidenciais"
DN, 2 Agosto
segunda-feira, agosto 01, 2005
duas japonesas ou similares pasmam perante a algaraviada e horários de má cosulta na plataforma da CP em sete rios. O jovem que é prestável acerca-se e oferece ajuda. Sim, é aqui que passa o comboio para Sintra. Sim, vem já a seguir. Pelo meio a simpática oriental saraivou-lhe as faces com gafanhotos e perdigotos vários, enquanto mordiscava um queque do quiosque Sical. Há culturas muito expressivas no falar.




































