quarta-feira, julho 13, 2005

Crónicas alfacinhas II

Américo já não vai à venda, está jubilado pela idade e estatuto. Já não corta o cabelo porque está de luto. Nem a barba que, comprida, abriga umas lêndeas. Não falo do cabelo, à Chalana. Falo da barba. E das suas lêndeas. Américo está no saco da imensa 3ª idade que povoa Lisboa, que Santana e Carmona não encheram de jovens. Possui bengala com uma ponti-mola que se abre batendo a dita no chão. Hoje Américo está à janela a limpar e a olear o revólver. É dia de faxina nos instrumentos de trabalho.