terça-feira, março 15, 2005

Há mesmo coincidências

Bem sei que o "Metro" é matutino de distribuição gratuita, alvo indiscriminado e verbo fácil. Mas seria absolutamente necessário ter como cronista Margarida Rebelo Pinto? A crónica de hoje versa sobre a peça "A Partilha", em cartaz no teatro Tivoli, e sobre ela a autora do cerebral Sei Lá! diz:
"o texto, que por vezes roça o drama, é coeso, enxuto e cheio de humor. Sente-se o pulso firme do encenador (Joaquim Monchique) que em momento algum deixou que as actrizes fossem fora de pé e exagerassem. O resultado é belíssimo, divertido, equilibrado e muito bem conseguido."
Os mistérios da memória são mesmo insondáveis e ao ler esta súmula de Rebelo Pinto lembrei-me de um intervalo de recreio de há muitos anos atrás, em que uma colega de escola brandia a revista Ragazza que, acerca de um disco dos Roxette dizia o seguinte: "o novo disco dos Roxette é tão maravilhoso que quase parece incrível". O jornalismo de opinião crítica continua a fazer escola.