Notas de uma preocupação
Portugal, país de engraçadinhos, boçais e génios, mitos vivos reciclados, mitos urbanos não confirmados, arrivistas e líderes de opinião. Futeboleiros, beatos e santinhos. Mas também país de cromos, epíteto que não serve a qualquer badameco que pinte a manta [ou um mero guardanapo] na tv. Nem todos marcam a sabedoria de vão de escada, mas também de praça pública, com máximas como "não negue à partida uma ciência que desconhece", popularizada por Alcina Lameiras e é dela que quero tratar. Fontes fidedignas asseguraram-me que este mito fundador da astrologia massificada ensandeceu. Fecha mal a gaveta. Torrou o fusível, peça em desuso nos modernos quadros eléctricos, ai o que será das gerações futuras que sabem tudo de playstation mas nunca ataram um fio de cobre, mas isso são outros quinhentos. Alcina fritou. Period. A pioneira da publicidade quiromante passeia-se pelo Rossio, acompanhada de um boneco "estilo" bébé chamado Samuel. Segunda marta chaves, que pediu o anonimato, Alcina pedia há dias a um motard estacionado na praça que a deixasse fotografar o boneco Samuel sentado no veículo, como quem galhofa com o filhote. Já ricardo machado, que também pediu anonimato, viu Alcina a mudar a fralda ao boneco Samuel em cima de um dos bancos do Rossio, sob o olhar intrigado de turistas, utentes africanos da loja da PT, vendedores de haxixe e outros convivas do costume.
Há uma dúvida que me assalta. Terá Alcina previsto o seu infortúnio? Nunca de soube se Zandinga terá antecipado que iria morrer na banheira, qual jim morrison português, mas mais profético e carismático. Seja como for, Alcina agoniza. E tenho para mim que um país que não protege os seusquirólogos e cartomantes é um país sem futuro.
sexta-feira, maio 26, 2006
quinta-feira, maio 25, 2006
gazeta da blogosfera
o lugar comum acabou. de chofre. candidata-se ao lugar de blogue james dean à portuguesa, incomparável cocktail de talento com queda para o abismo. em consequência o franco atirador voltou a disparar, excelente notícia para os apreciadores de snipers, sobretudo aqueles que nunca tiveram de ir às compras ao mercado de sarajevo. de regresso às lides está o panzer dos posts em terras do galo de barcelos, daniel oliveira. desta feita num blogue que nunca existiu, aka o arrastão. prevêm-se caixas de comentários atulhadas, o que só lhe fica bem. no agridoce não há notícias de fecho, refundação ou mudança de conceito. isso é próprio dos talentosos inconformistas, eu sou mais da casta dos caras de pau.
o lugar comum acabou. de chofre. candidata-se ao lugar de blogue james dean à portuguesa, incomparável cocktail de talento com queda para o abismo. em consequência o franco atirador voltou a disparar, excelente notícia para os apreciadores de snipers, sobretudo aqueles que nunca tiveram de ir às compras ao mercado de sarajevo. de regresso às lides está o panzer dos posts em terras do galo de barcelos, daniel oliveira. desta feita num blogue que nunca existiu, aka o arrastão. prevêm-se caixas de comentários atulhadas, o que só lhe fica bem. no agridoce não há notícias de fecho, refundação ou mudança de conceito. isso é próprio dos talentosos inconformistas, eu sou mais da casta dos caras de pau.
quarta-feira, maio 24, 2006
Das diferenças que fazem a diferença # 11
intelectual que se preze tomou contacto com espaços paisagísticos emblemáticos por essa Europa fora. Como sempre acompanhados pelas suas tias/madrinhas/avós puderam deambular pelo imenso dédalo dos jardins de Versailles na charmosíssima ambiência de Paris. Pisaram com volúpia e botinhas ortopédicas as folhas caducas arrumadas em montinhos multicolores, ciosamente arrumados nos cantos dos jardins do vienense Schönbrunn, enquanto as parentes debatem a temporada da Ópera com os dentes empastados em apfelstrudel. Pode ter-se dado o caso até de terem deambulado de forma errática pelo Hyde Park ou pelos Kensington Gardens, despidos da aura romântica dos exemplos anteriores, como é próprio da anglofonia, mas vincadamente cosmopolitas, arrebatadores.
No meu caso, tentava dar sentido ao meu primeiro ano de vida quando a minha irmã, em passeio pela Mata de Benfica, conduziu o carrinho que me transportava de forma algo displicente, de modo que despenquei pela ladeira abaixo sem freio mas com boas rodas, até capotar à entrada do "parque", junto ao chafariz das boas vindas. Sem lesões de maior identificadas, hoje cresci e tenho este blogue. Todas as coisas têm uma explicação.
intelectual que se preze tomou contacto com espaços paisagísticos emblemáticos por essa Europa fora. Como sempre acompanhados pelas suas tias/madrinhas/avós puderam deambular pelo imenso dédalo dos jardins de Versailles na charmosíssima ambiência de Paris. Pisaram com volúpia e botinhas ortopédicas as folhas caducas arrumadas em montinhos multicolores, ciosamente arrumados nos cantos dos jardins do vienense Schönbrunn, enquanto as parentes debatem a temporada da Ópera com os dentes empastados em apfelstrudel. Pode ter-se dado o caso até de terem deambulado de forma errática pelo Hyde Park ou pelos Kensington Gardens, despidos da aura romântica dos exemplos anteriores, como é próprio da anglofonia, mas vincadamente cosmopolitas, arrebatadores.
No meu caso, tentava dar sentido ao meu primeiro ano de vida quando a minha irmã, em passeio pela Mata de Benfica, conduziu o carrinho que me transportava de forma algo displicente, de modo que despenquei pela ladeira abaixo sem freio mas com boas rodas, até capotar à entrada do "parque", junto ao chafariz das boas vindas. Sem lesões de maior identificadas, hoje cresci e tenho este blogue. Todas as coisas têm uma explicação.
terça-feira, maio 23, 2006

Do ordenamento do território enquanto colírio
ninguém me tira da cabeça que os mupis da Impetus Woman que andam por aí em mobiliário urbano são uma espécie de programa Polis dos pobrezinhos.
Uma ilustração por dia não sabe o bem que lhe fazia # 8na ressaca das pérolas lançadas por este magnífico painel não custa dizê-lo: a bola vai dominar a polis. Ainda bem, para falar do défice e outras misérias játemos 4 anos inteiros que intervalam os mundiais, como disse o outro.
segunda-feira, maio 22, 2006
Prós e contras a ferver, abrenúncio
não simpatizo especialmente com o personagem Carrilho e com o seu ressabiamento eleitoral. Mas ao ouvir o (ir)responsável da SIC Notícias à peixeirada - "oh emídio tu és amigo da jornalista que fez a reportagem, até foste ao casamento dela há dois anos" - ponho-me a pensar sobre o jornalismo sem classe. E nem tudo o que o filósofo diz serão dislates.
não simpatizo especialmente com o personagem Carrilho e com o seu ressabiamento eleitoral. Mas ao ouvir o (ir)responsável da SIC Notícias à peixeirada - "oh emídio tu és amigo da jornalista que fez a reportagem, até foste ao casamento dela há dois anos" - ponho-me a pensar sobre o jornalismo sem classe. E nem tudo o que o filósofo diz serão dislates.
domingo, maio 21, 2006
Trepando pelo sitemeter acima ao domingo
umas bengaladas escarninhas no blogue manchas e a baiuca sobe de popularidade. Mental note: picar de forma enviesada um cabeçalho do Vergílio Ferreira obriga-nos sempre a enfiar o barrete da incoerência. Mas com mais visitantes e receitas de publicidade. Salvé caro Luis.
umas bengaladas escarninhas no blogue manchas e a baiuca sobe de popularidade. Mental note: picar de forma enviesada um cabeçalho do Vergílio Ferreira obriga-nos sempre a enfiar o barrete da incoerência. Mas com mais visitantes e receitas de publicidade. Salvé caro Luis.
sábado, maio 20, 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
quinta-feira, maio 18, 2006
Momento twilight zone do dia
janto pacatamente com a minha mãe no aconchego do lar de infância. Da tv irrompe uma banda de heavy metal com visual kitsch gore que representa a Finlândia na pré-eliminatória [??] do Festival da Canção. De repente o facto de o gato estar a comer a ração seca do cão passa a integrar a normalidade. Ao som daqueles acordes o cão vai roendo uma bola de borracha.
janto pacatamente com a minha mãe no aconchego do lar de infância. Da tv irrompe uma banda de heavy metal com visual kitsch gore que representa a Finlândia na pré-eliminatória [??] do Festival da Canção. De repente o facto de o gato estar a comer a ração seca do cão passa a integrar a normalidade. Ao som daqueles acordes o cão vai roendo uma bola de borracha.
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