segunda-feira, abril 24, 2006

Problemas informáticos

é 24 de Abril e o blogger tem-se recusado a publicar os meus posts, exercendo algum tipo de censura prévia. Até faz sentido, amanhã tudo será diferente.
Literatos imperfeitos # 7

quando ouve dizer que o poeta é um fingidor Ruca pensa que quem diz isso nunca conheceu o Vitó, que arranja sempre uma baixa médica para se baldar à repartição.
Lisboa em baixa resolução # 115 [gostar de mães 1]

domingo, abril 23, 2006

Home sweet home

Com um cumprimento ao Zé Mário, anuncio que não sou escriba, não sou conservador nem sou de direita mas tenho um fraquinho pelo anjo pornográfico Nelson Rodrigues. Este exemplar que aqui se apresenta ainda não o degustei, embora já o tenha comprado há mais de ano e meio. Vegetava durante estes licenciosos meses em casa do meu amigo Kaiser Soze, a quem o emprestei sem antes o ter desfolhado, como quem cede uma garfada do seu prato antes de sequer prová-lo. Erro crasso, este bom filho que a casa torna encontra agora uma longa lista de prioridades à sua frente, pelo que a sua leitura será atirada para as calendas. É livro de destino aziago, está visto. Como o das relações amorosas que nele se exploram, de x-acto e verbo em punho.

Eles não precisam de mais publicidade, muito menos num pasquim de idiossincrasias de deboche, mas que é a dita é merecida, é-o de facto. A programação completa está aqui, qual esmola grande de que o pobre desconfia porque 3 euros aqui, 3 euros ali e lá se vai o salário em mise en scnenes (piscar de olho a Luis Miguel Oliveira e Augusto M. Seabra).

Ontem fui esmagado pela poesia do corta e cola de Edgar Pêra em homenagem ao mestre Paredes, de profissão arquivador de radiografias [Movimentos Perpétuos - Cine-tributo a Carlos Paredes] e fiquei mesmo desconcertado pelo culto e idolatria de Morrissey e dos Smiths (??!) na comunidade hispânica do sul da Califórnia [Is it really strange?], um mimo pop em registo freak.

O programa soma e segue, hoje cheira-me À Flor da Pele de Catarina Mourão.

sexta-feira, abril 21, 2006

Lisboa em baixa resolução # 114 [bólide]


Há que fazer uns minutos de silêncio

por tantos cadáveres na barra dos links. Que tristeza franciscana.
Politólogos imperfeitos # 12

quando ouve dizer que há falta de quórum Carina nunca vai à natação. Tem medo que haja demasiadas micoses na água da piscina.

No posto de escuta

em estágio para aquele dia especial que põe o João Braga de luto. E isso só pode ser bom sinal.
Amizades imperfeitas # 18

Jessica tem exaltado a sua costela de Beauvoir e recomendou a Carina "O segundo sexo", Carina disse que não porque isso de experimentar ser ferssureira nunca lhe cheirou a coisa boa.

quinta-feira, abril 20, 2006

Espaço Pub

na caixa de email um aviso de lançamento de mais um livro da muito recomendável Tinta da China, enviado pela editora Bárbara Bulhosa, para quem por coincidência já trabalhei em tempos idos de livros e shopping centers. Segue o verbo acerca do "novo" Cândido ou o Optimismo:

"A presente tradução, baseada na reprodução de um original da primeira edição guardado na Biblioteca Nacional de França, procura reabilitar o texto na sua versão inicial, preservando ao máximo as características típicas do discurso de Voltaire nos seus "contos filosóficos": frescura, liberdade de forma e imaginação. A ideia é que, apesar de traduzido, o leitor possa ler Voltaire e não os seus editores e fixadores de texto dos quase 250 anos que entretanto passaram."

A apresentação será feita pelo incontornável Rui Tavares no dia 23, pelas 18h30 na FNAC ao Chiado. Sim o mesmo Rui Tavares que enfrenta a liberal-demagógica Helena Matos nas páginas de sábado do Público. Deve ser cousa boa.

mÚSICA & dESIGN

os 3 mosqueteiros sempre foram 4


Da História reescrita

houvesse no Senado romano o absentismo que há na nossa Assembleia da República e possivelmente Júlio César teria governado muitos e bons anos, sem ser transformado numa almofada de alfinetes.

Dos trajectos casa-trabalho, blasfemando
a perfeição metronómica da bateria de Steve Shelley é a prova cabal de que algum deus existe.

quarta-feira, abril 19, 2006


Bonecos animados imperfeitos

se eu fosse um personagem do South Park teria mais ou menos este aspecto. E você?
Amores imperfeitos # 72

Sandro adora o mestre Truffaut e foi ver uma reposição dos "400 Golpes", Carina recusou-se a ir porque isso lhe lembra os testes das alergias.
Gente errada nas profissões erradas :: o designer poeta

largaste-me na placa
de corte
o teu coração
não deixou bleed
nem sequer
3 milímetros

a nossa felicidade
longe,
em blur

pudera fazer-te um
control Z
ou maçã
neste amor Mac

partir, ser feliz
com uma plotter.

Das fogueiras e outros lumes

faz hoje 500 anos que se assistiu à chacina de judeus em Lisboa, episódio da nossa História parcamente retratado no espaço público. Só tomei conhecimento deste "incidente" com a leitura há uns anos atrás d'O Último Cabalista de Lisboa, best-seller à sua escala do agora também português Richard Zimler. Foi um abanão mental, um dedo numa ferida que desconhecia. Para assinalar a data o Nuno Guerreiro, blogger clássico da nossa esfera, que eu não conheço de parte nenhuma, lançou a ideia de hoje rumar ao Rossio para acender uma vela in memoriam dos cerca de quatro mil consumidos no ódio dos gentios. Essa mesma ideia, que me parece absolutamente legítima, provocou reboliço, trocas de mimos entre blogues, acusações de manipulação, o diabo a sete. Se forem a um ou outro blogue famoso encontrarão as pistas do debate. Como disse, desconheço o Nuno, não sei se tem uma agenda política, um palm top ou um mero filofax, se é um judeu com segundas, terceiras ou quartas intenções. Simplesmente acho que teve uma óptima ideia e eu vou estar lá, a partir das 19h, tal como consta nos apelos.
Houve quem argumentasse "o que tenho eu a ver com aquilo que os lisboetas fizeram há 500 anos?" Suponho que sejam os mesmos que ignoram o Natal porque não têm nada a ver com um judeu com a mania das lideranças, nascido há 2000 anos, ou aqueles que trabalham invariavelmente no 10 de junho porque não se revêem num zarolho que escreveu umas larachas sobre ninfas e Vénus, em nome não se sabe bem de quem, do meu não foi concerteza.

Desafortunadamente, hoje também é o dia em que assinalo a morte do meu morto "mais importante", assim se pudesse atribuir uma escala de importância a quem nos foge por entre os dedos. A vela também servirá para ele, onde quer que esteja.

Este post é uma mera pausa, o disparate regressa ao agridoce dentro de momentos.

terça-feira, abril 18, 2006

Lisboa em baixa resolução # 113 [factos de treino]


No posto de escuta

tarefas para homens revolucionários: ser preto. fazer grandes discos. na mouche.
Máximas para um Portugal vampiresco, colado aos ecrãs

Live fast, die young, work for Media Capital.
Desperate housewives

Carina não gosta de ser chamada homofóbica mas insiste em lavar a roupa toda com Skip e não entende por que é que embirram com isso.


mÚSICA & dESIGN

dose dupla de roque e amiga
Uma vida inteira de blogger à espera de um email deste gabarito

CORMETAL

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Continua dura a minha luta pela normalidade.

segunda-feira, abril 17, 2006

Lisboa em baixa resolução # 112 [coisa nossa]

Amores imperfeitos # 71

Sandro anda deliciado com "Kafka à beira-mar", Carina nunca pensou ver livros sobre camones de férias em Quarteira.

Dos produtos em que ninguém pega, qual Audi de Santana Lopes, por falta de higiene ou outras razões misteriosas

oferece-se ilustração-prémio não reclamada pelo leitor Tenente Blueberry. Destina-se a quem descrever de forma mais atilada o que foi para si este domingo de ressurreição.

Dos trajectos casa-trabalho

ser jovem, ser slacker e ainda assim marcar o mundo das músicas.
Singularidades de um blogger que já foi loiro, sensivelmente até aos 4 anos

- então Vieira, que tal o fim-de-semana?
- Oh...... foda-se.

sábado, abril 15, 2006


2006 :: película # 10

adoro pormenores que me fazem saborear um filme. No caso, a incredulidade de William Hurt face à tentativa gorada de assassinato do próprio irmão. Um clássico de humor negro.