segunda-feira, novembro 21, 2005


Benefícios de uma infecção num dente e de um domingo particularmente chuvoso

assistir à maratona da série 24 na RTP2 e encher a pança de vírus e dilemas morais, não necessariamente por esta ordem.
Lisboa em baixa resolução # 48 [Luz]

domingo, novembro 20, 2005


Gente com classe

uma pérola de "jornalismo" produzida pela social-inimputável Pimpinha Jardim e publicada no cada vez menos recomendável O Independente. Vou fazer como no Euronews, trasncrevo e digo Sem Comentários.

"Todos a bordo!
O cruzeiro a África foi uma locura. Pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas, como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com mais um BeOne on Board.
Sexta-feira, embarque às 17h00, seguido dos devidos preparativos para o jantar de gala a bordo; mais tarde, já com as roupas trocadas, o festão decorreu em duas discotecas e quase ninguém dormiu, tal era a vontade de não perder pitada.
Sábado chegámos a Tânger por volta das 14h00, desembarcámo-nos e dirigimo-nos à Medina e ao mercado, com a ajuda de um guia que tentou levar-nos a todo o lado menos aonde queríamos. O que quer que eu tente descrever não é nada comparado com a realidade. Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador. Por várias vezes tentaram aldrabar-nos, chegando a limites inauditos como o de nos pedirem três mil euros por uma garrafa de água! Apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim e sendo eu loira não me senti nada segura ou confortável com a cidade... Resumindo, acabei por não comprar quase nada e voltei ao barco mais cedo do que era suposto. Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor.
A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada, e desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9h00, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14h00. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança. Já cá fora, esperava-nos um grupo de policias, com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais, e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!De volta a casa, a única coisa que queria mesmo era a minha cama, onde caí redonda e só acordei na segunda para ir para as aulas. Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes; já estamos todos fartos dos lançamentos, cocktails e festas em terra!"

sábado, novembro 19, 2005


Sondagem agridoce

depois de 10 dias de consulta, a sondagem agridoce relativa aos conflitos em França tem um vencedor declarado - Valentina Torres, com 48% dos votos. Imputa-se assim uma responsabilidade de peso a alguém que se calhar pensa que Clichy-sous-Bois é o nome do amaciador do marido.

Os resultados deste inquérito dizem muito sobre o autor do blogue, sobre os seus visitantes e, de entre esses, sobre quem participa neste tipo de questionários inconsequentes. Para a semana há mais, portanto.
Pormenores que faltam ao agridoce para ser um blogue respeitável # 4

uma barra de links com jornais estrangeiros.

Ressurreição

o meu amigo Romero imbuiu-se de cristandade e ressuscitou o seu Contradictorium. Ilustração e BD são as palavras fortes da casa, diz ele. A seguir com atenção gráfica.

sexta-feira, novembro 18, 2005


Lisboa em baixa resolução # 47 [auto-retrato e fio branco]



De Cavaco como ícone # 2

imediatamente antes de fundar a Escola de Sagres.

Música & Design

Horror sem nome
Amores imperfeitos # 33

Sandro pergunta-se da natureza do amor de Otelo por Desdémona, Carina só se lembra de vê-lo roçar-se na Julie Sargeant.


Dos trajectos casa-trabalho

ter a cabeça num molho de brócolos, despejá-los para quatro pistas, pô-los no mercado e deliciar uma audiência tolerante à esquizofrenia.
Minho em baixa resolução # 3 [retenção na fonte]

Amores imperfeitos criam raízes

duas pérolas do azia inspiradas na minha gazeta do degredo:

"sandro adora balzac e não passa sem o que chama o seu olho clínico. carina passava-se se ao sair para a rua não tivesse o eyeliner da clinique."

"quando lhe comecei a falar do j?accuse do émile zola, disse que esse não conhecia, mas que o jacuzzi do holmes place era mesmo muito bom."

nada como citações recíprocas, qualquer dia temos uma corporação tipo funcionários judiciais ou assim. Ou assado.
Lisboa em baixa resolução # 46 [cata-listas]

quinta-feira, novembro 17, 2005


Música & Design

animal brincando aos Popeyes

Cinéfilo glosando Marilyn Monroe

mesmo nos vaticanos o pecado mora ao lado

Come on baby, light my fire

a propósito da tendência iluminadora e fosforizante da Terra da Abundância, gostava de ler um editorial de José Manuel Fernandes a propósito do horror dos ditadores e do benefício de receber ataques químicos em nome da democracia e do combate aos arsenais perigosos. Ou umas patacoadas do Delgado ou do seriíssimo intelectual Pacheco.
A RAI podia dar-lhes uma ajuda na argumentação. Ou talvez não.

"U.S. forces have used them very sparingly in Fallujah, for illumination purposes. They were fired into the air to illuminate enemy positions at night, not at enemy fighters", diz o Pentágono.
E eu digo, engana-me que eu gosto.
Para uma compreensão dos problemas da Polis

- Como vê a onda de violência que assola Paris?

- Nunca pensei que fosse possível tal acontecimento...

Tony Carreira ao Destak, 17/11

Dos trajectos casa-trabalho

eu que ando numa fase nostálgico-rebarbativa com o meu crescimento rock n' roll

quarta-feira, novembro 16, 2005

Amores imperfeitos # 32

Sandro o cinéfilo vai oferecer a Ruca o 'Citizen Kane', Carina acha bem porque ele sempre gostou de relógios de pulso.
Lisboa em baixa resolução # 45 [gente do meu bairro]



Desporto e integração social


Música & Design

cuidados mentais com clave de sol
Das regras do comportamento civilizado # 1

a ovelha avisada só atravessa a linha na pastagem de nível.

Dos trajectos casa-trabalho

Um tipo é jovem e gosta do rock. Tem 16 anos em 1991 quando lhe gravam uma k7 com uma bomba acabada de sair. A partir daí as labaredas da fé na Santíssima Trindade baixo-bateria-guitarra nunca mais esmoreceram.

terça-feira, novembro 15, 2005

Lisboa em baixa resolução # 44 [vizinhança metal]


Amores imperfeitos # 31

Sandro delira com a cultura clássica e a Pitonisa de Delfos, Carina delira com os supermercados e o queijo Nisa do Elos.

No posto de escuta

uma vida de arame farpado, acompanhada à guitarra e outros penduricalhos.

Música & Design


bem-dito orgão, sobretudo ali o rosa, sobre o canto inferior esquerdo. Revelador
Serviço Público

chegou a seguinte mensagem postal ao correio agridoce:

"Blog Release

No próximo dia 30 de Novembro (quarta-feira), pelas 18h30, o «É a Cultura, Estúpido!» vai ?ressuscitar? Fernando Pessoa no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, precisamente no dia em que passam 70 anos sobre a morte do mais importante poeta português do século XX. Em discussão estará não apenas o futuro das edições de Pessoa (agora que caíram no domínio público e deixaram de estar abrangidas pela lei dos direitos autorais), mas também a forma como o legado pessoano será recebido pelas próximas gerações. Abordaremos ainda o futuro da própria ideia de literatura e o lugar que esta poderá ocupar na cada vez mais vasta panóplia da oferta cultural. Numa sessão moderada por José Mário Silva, com Pedro Mexia no papel de ?agente provocador?, contaremos com o apoio da Casa Fernando Pessoa. Estarão presentes José Afonso Furtado (director da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian, além de especialista em questões da Edição no mundo digital e novos suportes para o livro), Richard Zenith (tradutor, investigador e editor de Fernando Pessoa), Manuela Parreira da Silva (professora da Universidade Nova de Lisboa e elemento da equipa que tem estudado e editado o espólio pessoano) e Fernando Cabral Martins (prof. universitário, ensaísta, pessoano e um dos responsáveis pela pós-graduação em Edição de Texto da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).

Entretanto, está on line o blog «É a cultura, estúpido!», onde se adiantam informações de última hora e se aceitam contributos para os encontros mensais no Jardim de Inverno do São Luiz.
www.cultura-estupido.blogspot.com"


Há coisas que também se saboreiam online, lá está.