Promessas de um blogger fanfarrão
agora de manhã não me ajeito mas logo à noite linko-te toda.
segunda-feira, novembro 14, 2005
domingo, novembro 13, 2005

Lisboa em baixa resolução # 42 [renascimento]
este será o único post desta série com um comentário adicional - quando ontem vi o edifício do antigo oculista Hilário Alves sem tapume à frente senti alguma emoção. 17 impensáveis anos depois, parece que se fecha o ciclo de um incêndio que devastou uma boa parte da alma de Lisboa. Em boa hora, apesar de tudo.

Programa de domingo
Ralph, Rachel e Fernando, trio de ataque em registo jardineiro responsável por uma óptima colheita. Com um travo azedo a aspirina na boca.
sábado, novembro 12, 2005
sexta-feira, novembro 11, 2005
quinta-feira, novembro 10, 2005

Quando for grande gostava de ser assim
uma pérola de humor e desassombro revelada num discurso fúnebre. Aquando da morte do único Monty Python que já "ceased to be" John Cleese ficou encarregue do discurso de despedida e disse de sua justiça o que se segue, provando que não se tratava apenas de fazer humor. É uma atitude perante a nossa enigmática existência. A saber:
"Graham Chapman, co-author of the 'Parrot Sketch,' is no more.
He has ceased to be, bereft of life, he rests in peace, he has kicked the bucket, hopped the twig, bit the dust, snuffed it, breathed his last, and gone to meet the Great Head of Light Entertainment in the sky, and I guess that we're all thinking how sad it is that a man of such talent, such capability and kindness, of such intelligence should now be so suddenly spirited away at the age of only forty-eight, before he'd achieved many of the things of which he was capable, and before he'd had enough fun.
Well, I feel that I should say, "Nonsense. Good riddance to him, the freeloading bastard! I hope he fries. " And the reason I think I should say this is, he would never forgive me if I didn't, if I threw away this opportunity to shock you all on his behalf. Anything for him but mindless good taste. I could hear him whispering in my ear last night as I was writing this: "Alright, Cleese, you're very proud of being the first person to ever say 'shit' on television. If this service is really for me, just for starters, I want you to be the first person ever at a British memorial service to say 'fuck'!"
You see, the trouble is, I can't. If he were here with me now I would probably have the courage, because he always emboldened me. But the truth is, I lack his balls, his splendid defiance. And so I'll have to content myself instead with saying 'Betty Mardsen...' But bolder and less inhibited spirits than me follow today. Jones and Idle, Gilliam and Palin. Heaven knows what the next hour will bring in Graham's name. Trousers dropping, blasphemers on pogo sticks, spectacular displays of high-speed farting, synchronised incest. One of the four is planning to stuff a dead ocelot and a 1922 Remington typewriter up his own arse to the sound of the second movement of Elgar's cello concerto. And that's in the first half. Because you see, Gray would have wanted it this way. Really. Anything for him but mindless good taste.
And that's what I'll always remember about him- apart, of course, from his Olympian extravagance. He was the prince of bad taste. He loved to shock. In fact, Gray, more than anyone I knew, embodied and symbolised all that was most offensive and juvenile in Monty Python. And his delight in shocking people led him on to greater and greater feats. I like to think of him as the pioneering beacon that beat the path along which fainter spirits could follow.
Some memories. I remember writing the undertaker speech with him, and him suggesting the punch line, 'All right, we'll eat her, but if you feel bad about it afterwards, we'll dig a grave and you can throw up into it.' I remember discovering in 1969, when we wrote every day at the flat where Connie Booth and I lived, that he'd recently discovered the game of printing four-letter words on neat little squares of paper, and then quietly placing them at strategic points around our flat, forcing Connie and me into frantic last minute paper chases whenever we were expecting important guests.
I remember him at BBC parties crawling around on all fours, rubbing himself affectionately against the legs of gray-suited executives, and delicately nibbling the more appetizing female calves. Mrs. Eric Morecambe remembers that too.
I remember his being invited to speak at the Oxford union, and entering the chamber dressed as a carrot---a full length orange tapering costume with a large, bright green sprig as a hat----and then, when his turn came to speak, refusing to do so. He just stood there, literally speechless, for twenty minutes, smiling beatifically. The only time in world history that a totally silent man has succeeded in inciting a riot.
I remember Graham receiving a Sun newspaper TV award from Reggie Maudling. Who else! And taking the trophy falling to the ground and crawling all the way back to his table, screaming loudly, as loudly as he could. And if you remember Gray, that was very loud indeed.
It is magnificent, isn't it? You see, the thing about shock... is not that it upsets some people, I think; I think that it gives others a momentary joy of liberation, as we realised in that instant that the social rules that constrict our lives so terribly are not actually very important. Well, Gray can't do that for us anymore. He's gone. He is an ex-Chapman. All we have of him now is our memories. But it will be some time before they fade."
A primeira parte do discurso fúnebre registada em vídeo está aqui. Cuidado com a visita, aparentemente o site em questão oferece outras gamas de produtos mais libidinosas.
Uma grande dica do meu amigo Kaisersoze.

Quiz musical
atenção interessados, rapidez no gatilho. Vale o rabisco aqui de cima.
"Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado."
O blogue feito pelos seus leitores
O Grupo de Amigos de Olivença foi pioneiro na utilização da minha caixa do correio e respeitando a deontologia do pasquim aqui publico mais uma missiva. Até porque passados dois anos os oliventinos hardcore são quase os únicos a povoar o email. Cá vai, então:
"PORTUGAL, OLIVENÇA E A DINÂMICA PENINSULAR
Ciclo de Palestras sobre o Relacionamento Peninsular e a Questão de Olivença
24 de Novembro de 2005, às 18:30 horas, na Casa do Alentejo
«Olivença: Continuidade Cultural e Mudança Social»
Pela Professora Doutora Ana Paula Fitas(Doutorada em Estudos Portugueses - Cultura Portuguesa do Século XX, pelaUniversidade Nova de Lisboa, autora da primeira tese de doutoramento sobreOlivença, docente do ensino superior e investigadora na área das CiênciasSociais)
Será moderador Dr. Francisco Bélard(Jornalista do semanário EXPRESSO)
Contamos consigo!
Lx., 10-11-05.SI/GAO
O Grupo de Amigos de Olivença foi pioneiro na utilização da minha caixa do correio e respeitando a deontologia do pasquim aqui publico mais uma missiva. Até porque passados dois anos os oliventinos hardcore são quase os únicos a povoar o email. Cá vai, então:
"PORTUGAL, OLIVENÇA E A DINÂMICA PENINSULAR
Ciclo de Palestras sobre o Relacionamento Peninsular e a Questão de Olivença
24 de Novembro de 2005, às 18:30 horas, na Casa do Alentejo
«Olivença: Continuidade Cultural e Mudança Social»
Pela Professora Doutora Ana Paula Fitas(Doutorada em Estudos Portugueses - Cultura Portuguesa do Século XX, pelaUniversidade Nova de Lisboa, autora da primeira tese de doutoramento sobreOlivença, docente do ensino superior e investigadora na área das CiênciasSociais)
Será moderador Dr. Francisco Bélard(Jornalista do semanário EXPRESSO)
Contamos consigo!
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quarta-feira, novembro 09, 2005
terça-feira, novembro 08, 2005
Do contraditório
qualquer actividade política ou iniciativa de propaganda partidária e/ou pessoal que aconteça cá no burgo é imediatamente alvo da apreciação dos críticos e bem-falantes da nossa praça, ainda que os escolhidos para botar faladura lembrem aquelas rifas do "sai sempre", tão pouca é a rotatividade. No entanto, há uma área do exercício de Poder em que não se toca e que goza do estatuto de impunidade adquirida e não-contestação, com direito a directos de tv, a entrevistas mais ou menos esotéricas a celebridades ou simplesmente a tempo de antena para os iluminados da congregação, que até opinam sobre magrebinos e cocktails molotov. Trata-se evidentemente do poder religioso, alicerçado por estes dias numa mega-iniciativa de proselitismo que até paira em tamanho gigante na rotunda do marquês, mesmo sem túnel ou escapatórias várias. Congresso Internacional para a Nova Evangelização, eufemismo para presença totalitária nos media, nomeadamente na tv de todos os portugueses, quer eles questionem ou não as intervenções divinas e respectivas azinheiras. Para quando um ateu de serviço em estilo dominical que faça o contraditório com o homem de fé, grande humanista, analista político, comentador de ténis e triturador de livros Marcelo Rebelo de Sousa? Ou um simples agnóstico que chalaceie de manhã com o padre Borga? Ou um cristão absentista.....ou alguém que pelo menos não vá há muitos anos à missa? Pelo menos alguém, porra!
qualquer actividade política ou iniciativa de propaganda partidária e/ou pessoal que aconteça cá no burgo é imediatamente alvo da apreciação dos críticos e bem-falantes da nossa praça, ainda que os escolhidos para botar faladura lembrem aquelas rifas do "sai sempre", tão pouca é a rotatividade. No entanto, há uma área do exercício de Poder em que não se toca e que goza do estatuto de impunidade adquirida e não-contestação, com direito a directos de tv, a entrevistas mais ou menos esotéricas a celebridades ou simplesmente a tempo de antena para os iluminados da congregação, que até opinam sobre magrebinos e cocktails molotov. Trata-se evidentemente do poder religioso, alicerçado por estes dias numa mega-iniciativa de proselitismo que até paira em tamanho gigante na rotunda do marquês, mesmo sem túnel ou escapatórias várias. Congresso Internacional para a Nova Evangelização, eufemismo para presença totalitária nos media, nomeadamente na tv de todos os portugueses, quer eles questionem ou não as intervenções divinas e respectivas azinheiras. Para quando um ateu de serviço em estilo dominical que faça o contraditório com o homem de fé, grande humanista, analista político, comentador de ténis e triturador de livros Marcelo Rebelo de Sousa? Ou um simples agnóstico que chalaceie de manhã com o padre Borga? Ou um cristão absentista.....ou alguém que pelo menos não vá há muitos anos à missa? Pelo menos alguém, porra!
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