segunda-feira, novembro 14, 2005

Promessas de um blogger fanfarrão

agora de manhã não me ajeito mas logo à noite linko-te toda.

domingo, novembro 13, 2005


Lisboa em baixa resolução # 42 [renascimento]

este será o único post desta série com um comentário adicional - quando ontem vi o edifício do antigo oculista Hilário Alves sem tapume à frente senti alguma emoção. 17 impensáveis anos depois, parece que se fecha o ciclo de um incêndio que devastou uma boa parte da alma de Lisboa. Em boa hora, apesar de tudo.

Programa de domingo

Ralph, Rachel e Fernando, trio de ataque em registo jardineiro responsável por uma óptima colheita. Com um travo azedo a aspirina na boca.

sábado, novembro 12, 2005

Outras músicas

saem os Marretas entra Seu Jorge, com um trecho de "Tive Razão". Bom proveito.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Lisboa em baixa resolução # 41 [obrigatório brilhar]

Wishful thinking político e um pouco de cinismo

ao assinalar os trinta anos de independência é desejável que Angola comece a pisar os caminhos da estabilidade. Ainda que só com uma perna.

Música & Design

animação para o fim-de-semana
Verdade de La Palisse

se o milagre de São Martinho fosse coisa dos nossos dias, o santo não cortava a capa ao meio para dar ao pobrezinho, quando muito dava-lhe o contacto da Cofidis para ele pedir um empréstimo.
Amores imperfeitos # 29

Ruca sempre foi a puxar para o rude, mesmo em menino sempre preferiu os cantos de fodas aos contos de fadas.
Da urgência das tascas de chuto

"Álcool mata por dia pelo menos 20 portugueses"

Público, 11/11, sem link
Pormenores que faltam ao agridoce para ser um blogue respeitável # 3

um post com um fotograma de cinema. Ou uma foto com 50 anos, mostrando uma diva anónima. Por baixo uma legenda que diga "hoje acordei assim" ou qualquer coisa em inglês, telegráfica.
Dos trajectos casa-trabalho




descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura
vai formosa e não segura
parece-me a Kim Gordon

quinta-feira, novembro 10, 2005

Amores imperfeitos # 28

Sandro diz que um dia gostava de dominar a língua como Eça, Carina pergunta, dengosa, se eça é a sua (dela).
Lisboa em baixa resolução # 40 [video killed the radio listener]


No posto de escuta

um álbum maldito de que eu gosto muito. Tem uma das minhas canções favoritas dos Xutos, "Futuro que era brilhante".

Quando for grande gostava de ser assim

uma pérola de humor e desassombro revelada num discurso fúnebre. Aquando da morte do único Monty Python que já "ceased to be" John Cleese ficou encarregue do discurso de despedida e disse de sua justiça o que se segue, provando que não se tratava apenas de fazer humor. É uma atitude perante a nossa enigmática existência. A saber:

"Graham Chapman, co-author of the 'Parrot Sketch,' is no more.

He has ceased to be, bereft of life, he rests in peace, he has kicked the bucket, hopped the twig, bit the dust, snuffed it, breathed his last, and gone to meet the Great Head of Light Entertainment in the sky, and I guess that we're all thinking how sad it is that a man of such talent, such capability and kindness, of such intelligence should now be so suddenly spirited away at the age of only forty-eight, before he'd achieved many of the things of which he was capable, and before he'd had enough fun.

Well, I feel that I should say, "Nonsense. Good riddance to him, the freeloading bastard! I hope he fries. " And the reason I think I should say this is, he would never forgive me if I didn't, if I threw away this opportunity to shock you all on his behalf. Anything for him but mindless good taste. I could hear him whispering in my ear last night as I was writing this: "Alright, Cleese, you're very proud of being the first person to ever say 'shit' on television. If this service is really for me, just for starters, I want you to be the first person ever at a British memorial service to say 'fuck'!"

You see, the trouble is, I can't. If he were here with me now I would probably have the courage, because he always emboldened me. But the truth is, I lack his balls, his splendid defiance. And so I'll have to content myself instead with saying 'Betty Mardsen...' But bolder and less inhibited spirits than me follow today. Jones and Idle, Gilliam and Palin. Heaven knows what the next hour will bring in Graham's name. Trousers dropping, blasphemers on pogo sticks, spectacular displays of high-speed farting, synchronised incest. One of the four is planning to stuff a dead ocelot and a 1922 Remington typewriter up his own arse to the sound of the second movement of Elgar's cello concerto. And that's in the first half. Because you see, Gray would have wanted it this way. Really. Anything for him but mindless good taste.

And that's what I'll always remember about him- apart, of course, from his Olympian extravagance. He was the prince of bad taste. He loved to shock. In fact, Gray, more than anyone I knew, embodied and symbolised all that was most offensive and juvenile in Monty Python. And his delight in shocking people led him on to greater and greater feats. I like to think of him as the pioneering beacon that beat the path along which fainter spirits could follow.

Some memories. I remember writing the undertaker speech with him, and him suggesting the punch line, 'All right, we'll eat her, but if you feel bad about it afterwards, we'll dig a grave and you can throw up into it.' I remember discovering in 1969, when we wrote every day at the flat where Connie Booth and I lived, that he'd recently discovered the game of printing four-letter words on neat little squares of paper, and then quietly placing them at strategic points around our flat, forcing Connie and me into frantic last minute paper chases whenever we were expecting important guests.

I remember him at BBC parties crawling around on all fours, rubbing himself affectionately against the legs of gray-suited executives, and delicately nibbling the more appetizing female calves. Mrs. Eric Morecambe remembers that too.

I remember his being invited to speak at the Oxford union, and entering the chamber dressed as a carrot---a full length orange tapering costume with a large, bright green sprig as a hat----and then, when his turn came to speak, refusing to do so. He just stood there, literally speechless, for twenty minutes, smiling beatifically. The only time in world history that a totally silent man has succeeded in inciting a riot.

I remember Graham receiving a Sun newspaper TV award from Reggie Maudling. Who else! And taking the trophy falling to the ground and crawling all the way back to his table, screaming loudly, as loudly as he could. And if you remember Gray, that was very loud indeed.

It is magnificent, isn't it? You see, the thing about shock... is not that it upsets some people, I think; I think that it gives others a momentary joy of liberation, as we realised in that instant that the social rules that constrict our lives so terribly are not actually very important. Well, Gray can't do that for us anymore. He's gone. He is an ex-Chapman. All we have of him now is our memories. But it will be some time before they fade."


A primeira parte do discurso fúnebre registada em vídeo está aqui. Cuidado com a visita, aparentemente o site em questão oferece outras gamas de produtos mais libidinosas.

Uma grande dica do meu amigo Kaisersoze.

Quiz musical

atenção interessados, rapidez no gatilho. Vale o rabisco aqui de cima.

"Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado."

No posto de escuta

clássicos da terra dos geisers

Relações Portugal-Brasil

a bem da reciprocidade, praticada nas diversas áreas de relação entre o rectângulo e o país irmão, aqui fica o testemunho de uma alma gémea do fundador do Quarteto 1111. Uma imagem continua a valer mil palavras e esta foi desencantada pelo meu amigo Romero.
O blogue feito pelos seus leitores

O Grupo de Amigos de Olivença foi pioneiro na utilização da minha caixa do correio e respeitando a deontologia do pasquim aqui publico mais uma missiva. Até porque passados dois anos os oliventinos hardcore são quase os únicos a povoar o email. Cá vai, então:

"PORTUGAL, OLIVENÇA E A DINÂMICA PENINSULAR

Ciclo de Palestras sobre o Relacionamento Peninsular e a Questão de Olivença
24 de Novembro de 2005, às 18:30 horas, na Casa do Alentejo

«Olivença: Continuidade Cultural e Mudança Social»
Pela Professora Doutora Ana Paula Fitas(Doutorada em Estudos Portugueses - Cultura Portuguesa do Século XX, pelaUniversidade Nova de Lisboa, autora da primeira tese de doutoramento sobreOlivença, docente do ensino superior e investigadora na área das CiênciasSociais)
Será moderador Dr. Francisco Bélard(Jornalista do semanário EXPRESSO)

Contamos consigo!
Lx., 10-11-05.SI/GAO

Sabes que estás dependente do blogger quando...

...chegar a casa e não ter net significa uma profunda psicose.
Ninguém ajuda o Governo II :: Primeiro revés para a "Marca Portugal"

"Inseminação só com esperma estrangeiro"

Capa do Destak, 10/11 sem link
Ninguém ajuda o Governo I :: Primeiro revés para o Choque Tecnológico

"Oliviero Toscani apresenta Hardware + Software = Burros"

Público, 9/11 sem link

quarta-feira, novembro 09, 2005


Música & Design

da sedução a cavalo
Amores imperfeitos # 27

Sandro, o melómano, diz que já não passa sem o Seu Jorge, Carina não sabia que Sandro tinha um Jorge dele e acha isso um bocado amaricado.
Telas que me caem no goto XXII


Diego Velasquez, "Los Borrachos"
Dos trajectos casa-trabalho

duelo de aspirantes à atenção de Vieira, Birmingham vs Londres:

Editors

The Rakes

terça-feira, novembro 08, 2005

Lisboa em baixa resolução # 39 [passagens]


Música & Design

Há galhofa na Coreia do Norte
Do contraditório

qualquer actividade política ou iniciativa de propaganda partidária e/ou pessoal que aconteça cá no burgo é imediatamente alvo da apreciação dos críticos e bem-falantes da nossa praça, ainda que os escolhidos para botar faladura lembrem aquelas rifas do "sai sempre", tão pouca é a rotatividade. No entanto, há uma área do exercício de Poder em que não se toca e que goza do estatuto de impunidade adquirida e não-contestação, com direito a directos de tv, a entrevistas mais ou menos esotéricas a celebridades ou simplesmente a tempo de antena para os iluminados da congregação, que até opinam sobre magrebinos e cocktails molotov. Trata-se evidentemente do poder religioso, alicerçado por estes dias numa mega-iniciativa de proselitismo que até paira em tamanho gigante na rotunda do marquês, mesmo sem túnel ou escapatórias várias. Congresso Internacional para a Nova Evangelização, eufemismo para presença totalitária nos media, nomeadamente na tv de todos os portugueses, quer eles questionem ou não as intervenções divinas e respectivas azinheiras. Para quando um ateu de serviço em estilo dominical que faça o contraditório com o homem de fé, grande humanista, analista político, comentador de ténis e triturador de livros Marcelo Rebelo de Sousa? Ou um simples agnóstico que chalaceie de manhã com o padre Borga? Ou um cristão absentista.....ou alguém que pelo menos não vá há muitos anos à missa? Pelo menos alguém, porra!