Rima da semana
Se votar Servir Maximinos
Magalhães dá-lhe chouriço
Cada um dá o que é seu
Ninguém tem nada com isso
Público, 23 setembro (sem link)
sexta-feira, setembro 23, 2005
quinta-feira, setembro 22, 2005
Crónicas alfacinhas # não sei quantos
[o blogue feito pelos seus leitores]
A D. Teresa tem 72 anos e a única familia que tem é um neto. Não vive com ela prefere a companheira de quarto, de vida e de metadona. A D. Teresa vive com 200 euros por mês que reparte da seguinte forma: 40 para uma medicação sem a qual não vive, 40 para pagar o centro de idosos, 25 para a renda da casa, 15 para o telefone (que para um idoso é um bem de primeira necessidade), 25 para água, luz e gás. Até aqui vão 145 euros. Por medo que Ricardo, o neto, roube para o vício do tabaco dá-lhe por semana cerca de 10 euros. Aí vão 185 euros. E com os restantes 15 euros? Dá para comprar o passe. O médico e a fisioterapia, bem como alguns bens alimentícios providencia a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A D. Teresa existe. É uma senhora profundamente só que após ter estado viúva 20 anos, casou há 3 anos atrás. Esteve casada 18 meses e divorciou-se, sem medo de voltar a passar necessidades e tudo porque o marido (com uma reforma de 400 euros) lhe atirou com a chaves durante uma discussão. O dinheiro não lhe comprou a liberdade.
Ana Teixeira
[o blogue feito pelos seus leitores]
A D. Teresa tem 72 anos e a única familia que tem é um neto. Não vive com ela prefere a companheira de quarto, de vida e de metadona. A D. Teresa vive com 200 euros por mês que reparte da seguinte forma: 40 para uma medicação sem a qual não vive, 40 para pagar o centro de idosos, 25 para a renda da casa, 15 para o telefone (que para um idoso é um bem de primeira necessidade), 25 para água, luz e gás. Até aqui vão 145 euros. Por medo que Ricardo, o neto, roube para o vício do tabaco dá-lhe por semana cerca de 10 euros. Aí vão 185 euros. E com os restantes 15 euros? Dá para comprar o passe. O médico e a fisioterapia, bem como alguns bens alimentícios providencia a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A D. Teresa existe. É uma senhora profundamente só que após ter estado viúva 20 anos, casou há 3 anos atrás. Esteve casada 18 meses e divorciou-se, sem medo de voltar a passar necessidades e tudo porque o marido (com uma reforma de 400 euros) lhe atirou com a chaves durante uma discussão. O dinheiro não lhe comprou a liberdade.
Ana Teixeira
quarta-feira, setembro 21, 2005

Da Experimenta
por falar em sumidades intelectuais e demais francesismos, quatro dias depois ainda tenho vontade de dizer ao Philippe Starck "va te faire encouler". Obrigado por teres dado um mau espectáculo de stand up comedy a uma plateia cheia de gente interessada em algo mais que fanfarronices etilizadas. Eu saí a meio. Voilà.
terça-feira, setembro 20, 2005
segunda-feira, setembro 19, 2005
Em substituição do há muito encerrado Campo Pequeno...
..."Carmona e Carrilho voltam ao combate na TV"
DN online
..."Carmona e Carrilho voltam ao combate na TV"
DN online
domingo, setembro 18, 2005

Burrices
ontem a minha cidade - shame on me - foi palco de mais uma manifestação abertamente fascista devidamente enquadrada e autorizada pelo governo civil, atropelando-se mais uma vez a Constituição que, diga-se, anda muito maltratada. Se fosse um documento respeitado e decente não daria vontade de rir ler boas vontades como "Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação". Há-de haver uma adenda futura que contemple a figura dos empréstimos a 50 anos, acho eu. Bom, mas voltando à vaca fria. Desta vez o pretexto para os neonazis e demais transtornados da guerra colonial sairem à rua foi o pretenso protagonismo dos gays na nossa sociedade. Como álibi usaram um programa boçal que se estreou por estes dias. Depois da diatribe contra os imigrantes e da homenagem a Rudolf Hess salta-lhes a mola com os "maricas". À guisa de justificação afirmam que 80% dos pedófilos são homossexuais. Que vem num estudo, dizem eles. Na Internet, asseguram. Deve ser o mesmo estudo que afiança que 97% dos fascistas portugueses sofre de disfunção eréctil ou que 83% dos admiradores de Salazar nunca beberam leite materno. A atitude da polis tem sido assobiar para o ar e esperar que passe. Entretanto vai-se aceitando como natural o hino cantado com saudação nazi a acompanhar. Assim se vai ganhando notoriedade no pior de todos os sistemas, com excepção de todos os outros.
Quanto ao programa que serviu de pretexto, concordo que o povo se devia manifestar contra ele, uma vez que a boçalidade no ecrã parece não ter fim. Estereotipar de uma forma absurda e caricatural os homossexuais não me parece um bom caminho para a propalada abertura das mentalidades. É de uma pobreza confrangedora e cava mais fundo os preconceitos. Se houver um protesto neste sentido convidem-me que eu apareço. Já basta de ver a caixa mágica bater no fundo. E quanto mais bate no fundo mais ele desce, como se sabe. Pronto, agora buga todos para casa ler o Mein Kampf e ver um filme tótil do chuck norris.
quinta-feira, setembro 15, 2005

Ainda há heróis portugueses
A tempo de satisfazer necessidades prosaicas de Luiz Pacheco como sejam comer e ter um tecto - no caso um lar de idosos - é lançado hoje o seu Diário Remendado. Justiça absoluta feita a um verdadeiro desalinhado. Acerca da gente de escrita fácil que pulula nos dias que correm Pacheco disse há poucas semanas "É a fórmula. É a receita. Ó pá mas eu tinha de ouvir isso de escrever mais "comunidades" e gramar. Ó Pacheco escreve mais comunidades! Apetecia responder-lhes: Ó sua besta! Vá foder outro!".
Nem mais.
quarta-feira, setembro 14, 2005
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