Amores imperfeitos # 2
Estrangular não adianta. Os vizinhos acabam sempre por ouvir e interpretam o arfar de forma enviesada.
terça-feira, agosto 16, 2005
domingo, agosto 14, 2005
"Stuck here out of gas
Out here on the Gaza Strip
From driving in too fast
Let's ride the Tiger down river Euphrates..."
Logo à meia-noite pode fazer-se um pouquinho de História
Out here on the Gaza Strip
From driving in too fast
Let's ride the Tiger down river Euphrates..."
Logo à meia-noite pode fazer-se um pouquinho de História
sexta-feira, agosto 12, 2005

Dos lugares bizarros
Para os indefectíveis de um bom enjoo a bordo, um local que esmiuça as maravilhas dos sacos de vómito. Só para candidatos a "connaisseurs".
quinta-feira, agosto 11, 2005
Dos links
a barra dilata, como uma bola de aço sujeita à lamparina de alcoól da escola preparatória. Palmas para Acis & Galatea e She Bangs The Drums
a barra dilata, como uma bola de aço sujeita à lamparina de alcoól da escola preparatória. Palmas para Acis & Galatea e She Bangs The Drums
quarta-feira, agosto 10, 2005
Dos balanços
a algumas horas de deixar para trás a década dos "vintes" pus-me a pensar em balanços e episódios que povoaram a minha última década. Aconteceram coisas variadas, ao estilo salada de frutas, com mais fruta nacional do que exótica. Ora vejamos:
- comecei a trabalhar e durante anos saboreei o maravilhoso mundo do recibo verde, que me fez decorar o número de contribuinte
- terminei uma licenciatura e dividi-me em formações várias à posteriori, a resvalar para a os lápis e pincéis e a deixar para trás os OTS, os brandings e os targets
- fui Jovem Criador um par de vezes, à espera de uns amanhãs que cantem
- encontrei a minha dama de ferro, parede mestra do meu universo caótico e apaixonado
- comprei uma casa para a qual fui viver em pecado, coroando um processo de descatolização
- perdi um ente muito querido, o que me endureceu a visão da vida
- fui a festas e funerais, com prevalência para as primeiras
- vi concertos inesquecíveis e troquei umas palavras com uns jovens da Islândia muito, muito melancólicos
- THE PIXIES ao vivo em Lisboa ou "como ter um comportamento infantil aos vinte e muitos anos de idade"
- li centenas de livros e fui arrebatado pelo Boris Vian, pelo Richard Zimmler e pelo Pérez-Reverte, entre outros letrados
- vi umas dezenas de filmes e conclui, entre outras menoridades, que o Scorsese já devia ter parado a carreira
- vi O Ódio, um dos filmes da minha vida, depois de comer uns raviolis em lata no parque de estacionamento contíguo ao cinema, o que é manifestamente indigesto
- fui saneado de um emprego por razões políticas, 29 anos depois do 25 de Abril
- trabalhei num centro comercial de subúrbio
- fiz teatro amador com grande pica, chegando a representar num jardim de seminário, valha-me deus
- servi copos e aturei etílicos inofensivos num bar de Santos
- embrenhei-me no mundo dos computadores, entre softwares vectoriais, pesquisas na net, downloads e edição de blogues
- estive em 8 países, onde testemunhei o lado Dr Jeckyll e Mr Hyde da raça humana - vi a capela sistina no mesmo continente onde fui esmagado por auschwitz
- ganhei um carinho especial por Londres, a cosmopolita
- ouvi música de forma compulsiva, acordado ou a dormir, correndo o risco de juntar a surdez à minha ancestral miopia
- fiz grandes amizades e engoli algumas [ poucas ] desilusões
- sonhei que havia vida para além do défice
- gastei horas em blogues e não vislumbro melhoras.
venham os próximos dez e com uma pedra de gelo, se fachavor. Afinal não se passou assim tanta coisa e preciso de encher o saco de memórias para ter vários volumes de estórias passadas, assim como o Soares ou o Cavaco.
a algumas horas de deixar para trás a década dos "vintes" pus-me a pensar em balanços e episódios que povoaram a minha última década. Aconteceram coisas variadas, ao estilo salada de frutas, com mais fruta nacional do que exótica. Ora vejamos:
- comecei a trabalhar e durante anos saboreei o maravilhoso mundo do recibo verde, que me fez decorar o número de contribuinte
- terminei uma licenciatura e dividi-me em formações várias à posteriori, a resvalar para a os lápis e pincéis e a deixar para trás os OTS, os brandings e os targets
- fui Jovem Criador um par de vezes, à espera de uns amanhãs que cantem
- encontrei a minha dama de ferro, parede mestra do meu universo caótico e apaixonado
- comprei uma casa para a qual fui viver em pecado, coroando um processo de descatolização
- perdi um ente muito querido, o que me endureceu a visão da vida
- fui a festas e funerais, com prevalência para as primeiras
- vi concertos inesquecíveis e troquei umas palavras com uns jovens da Islândia muito, muito melancólicos
- THE PIXIES ao vivo em Lisboa ou "como ter um comportamento infantil aos vinte e muitos anos de idade"
- li centenas de livros e fui arrebatado pelo Boris Vian, pelo Richard Zimmler e pelo Pérez-Reverte, entre outros letrados
- vi umas dezenas de filmes e conclui, entre outras menoridades, que o Scorsese já devia ter parado a carreira
- vi O Ódio, um dos filmes da minha vida, depois de comer uns raviolis em lata no parque de estacionamento contíguo ao cinema, o que é manifestamente indigesto
- fui saneado de um emprego por razões políticas, 29 anos depois do 25 de Abril
- trabalhei num centro comercial de subúrbio
- fiz teatro amador com grande pica, chegando a representar num jardim de seminário, valha-me deus
- servi copos e aturei etílicos inofensivos num bar de Santos
- embrenhei-me no mundo dos computadores, entre softwares vectoriais, pesquisas na net, downloads e edição de blogues
- estive em 8 países, onde testemunhei o lado Dr Jeckyll e Mr Hyde da raça humana - vi a capela sistina no mesmo continente onde fui esmagado por auschwitz
- ganhei um carinho especial por Londres, a cosmopolita
- ouvi música de forma compulsiva, acordado ou a dormir, correndo o risco de juntar a surdez à minha ancestral miopia
- fiz grandes amizades e engoli algumas [ poucas ] desilusões
- sonhei que havia vida para além do défice
- gastei horas em blogues e não vislumbro melhoras.
venham os próximos dez e com uma pedra de gelo, se fachavor. Afinal não se passou assim tanta coisa e preciso de encher o saco de memórias para ter vários volumes de estórias passadas, assim como o Soares ou o Cavaco.
Crónicas alfacinhas XI
as crianças passeiam e galhofam no jardim do Linha de Água. Uma catrefa de putos romani persegue os patos com acuidade. O jardineiro reclama alto e bom som. Recorda um dia da semana passada em que igual revoada infantil deixou um pato entregue ao Criador e outro coxo. As crianças cá do burgo teimam em não lidar bem com a bicharada.
as crianças passeiam e galhofam no jardim do Linha de Água. Uma catrefa de putos romani persegue os patos com acuidade. O jardineiro reclama alto e bom som. Recorda um dia da semana passada em que igual revoada infantil deixou um pato entregue ao Criador e outro coxo. As crianças cá do burgo teimam em não lidar bem com a bicharada.
O blogue feito pelos seus leitores
"Os náufragos da silly season
No segundo dia Agosto, uma vaga de doze metros atingiu o litoral do Algarve. Morreram treze ministros, vinte e cinco secretários de estado, dezasseis administrações de empresas públicas ou participadas, um presidente da républica e um número indeterminado de deputados. A sociedade civil também ficou de luto. As festas da Caras, da VIP, da Nova Gente e dos Globos de Ouro foram tragadas pelo oceano. A praia dos Tomates e a praia do Vau foram dizimadas com particular crueldade. Em Setembro, a Terceira República chegou ao fim. Em Outubro, os indicadores económicos manifestaram uma surpreendente recuperação. A despesa pública diminuiu. As exportações duplicaram. O desemprego desapareceu. Em dois anos, o rendimento médio das familias ultrapassou o Espanhol. Em cinco anos, o PIB português atingiu o da Holanda e o da Bélgica, combinados. Ainda hoje não há uma explicação consensual para este fenómeno. Talvez por isso lhe chamem o milagre português".
Luis J.
"Os náufragos da silly season
No segundo dia Agosto, uma vaga de doze metros atingiu o litoral do Algarve. Morreram treze ministros, vinte e cinco secretários de estado, dezasseis administrações de empresas públicas ou participadas, um presidente da républica e um número indeterminado de deputados. A sociedade civil também ficou de luto. As festas da Caras, da VIP, da Nova Gente e dos Globos de Ouro foram tragadas pelo oceano. A praia dos Tomates e a praia do Vau foram dizimadas com particular crueldade. Em Setembro, a Terceira República chegou ao fim. Em Outubro, os indicadores económicos manifestaram uma surpreendente recuperação. A despesa pública diminuiu. As exportações duplicaram. O desemprego desapareceu. Em dois anos, o rendimento médio das familias ultrapassou o Espanhol. Em cinco anos, o PIB português atingiu o da Holanda e o da Bélgica, combinados. Ainda hoje não há uma explicação consensual para este fenómeno. Talvez por isso lhe chamem o milagre português".
Luis J.
terça-feira, agosto 09, 2005

Domesticidades
"é sempre a mesma coisa, só tralha por todo o lado, nem a porcaria das tuas coisas consegues arrumar" ruminava-lhe ela dia sim, dia sim. Ele reflectia uns segundos, comparava a toalha de banho molhada em cima da cama com o estúdio de Francis Bacon e respondia "vais ver, querida, quando eu for um grande artista".
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