Infectious Grooves # 6
"Karmacoma" [Massive Attack]
sexta-feira, agosto 12, 2005
quinta-feira, agosto 11, 2005
Dos links
a barra dilata, como uma bola de aço sujeita à lamparina de alcoól da escola preparatória. Palmas para Acis & Galatea e She Bangs The Drums
a barra dilata, como uma bola de aço sujeita à lamparina de alcoól da escola preparatória. Palmas para Acis & Galatea e She Bangs The Drums
quarta-feira, agosto 10, 2005
Dos balanços
a algumas horas de deixar para trás a década dos "vintes" pus-me a pensar em balanços e episódios que povoaram a minha última década. Aconteceram coisas variadas, ao estilo salada de frutas, com mais fruta nacional do que exótica. Ora vejamos:
- comecei a trabalhar e durante anos saboreei o maravilhoso mundo do recibo verde, que me fez decorar o número de contribuinte
- terminei uma licenciatura e dividi-me em formações várias à posteriori, a resvalar para a os lápis e pincéis e a deixar para trás os OTS, os brandings e os targets
- fui Jovem Criador um par de vezes, à espera de uns amanhãs que cantem
- encontrei a minha dama de ferro, parede mestra do meu universo caótico e apaixonado
- comprei uma casa para a qual fui viver em pecado, coroando um processo de descatolização
- perdi um ente muito querido, o que me endureceu a visão da vida
- fui a festas e funerais, com prevalência para as primeiras
- vi concertos inesquecíveis e troquei umas palavras com uns jovens da Islândia muito, muito melancólicos
- THE PIXIES ao vivo em Lisboa ou "como ter um comportamento infantil aos vinte e muitos anos de idade"
- li centenas de livros e fui arrebatado pelo Boris Vian, pelo Richard Zimmler e pelo Pérez-Reverte, entre outros letrados
- vi umas dezenas de filmes e conclui, entre outras menoridades, que o Scorsese já devia ter parado a carreira
- vi O Ódio, um dos filmes da minha vida, depois de comer uns raviolis em lata no parque de estacionamento contíguo ao cinema, o que é manifestamente indigesto
- fui saneado de um emprego por razões políticas, 29 anos depois do 25 de Abril
- trabalhei num centro comercial de subúrbio
- fiz teatro amador com grande pica, chegando a representar num jardim de seminário, valha-me deus
- servi copos e aturei etílicos inofensivos num bar de Santos
- embrenhei-me no mundo dos computadores, entre softwares vectoriais, pesquisas na net, downloads e edição de blogues
- estive em 8 países, onde testemunhei o lado Dr Jeckyll e Mr Hyde da raça humana - vi a capela sistina no mesmo continente onde fui esmagado por auschwitz
- ganhei um carinho especial por Londres, a cosmopolita
- ouvi música de forma compulsiva, acordado ou a dormir, correndo o risco de juntar a surdez à minha ancestral miopia
- fiz grandes amizades e engoli algumas [ poucas ] desilusões
- sonhei que havia vida para além do défice
- gastei horas em blogues e não vislumbro melhoras.
venham os próximos dez e com uma pedra de gelo, se fachavor. Afinal não se passou assim tanta coisa e preciso de encher o saco de memórias para ter vários volumes de estórias passadas, assim como o Soares ou o Cavaco.
a algumas horas de deixar para trás a década dos "vintes" pus-me a pensar em balanços e episódios que povoaram a minha última década. Aconteceram coisas variadas, ao estilo salada de frutas, com mais fruta nacional do que exótica. Ora vejamos:
- comecei a trabalhar e durante anos saboreei o maravilhoso mundo do recibo verde, que me fez decorar o número de contribuinte
- terminei uma licenciatura e dividi-me em formações várias à posteriori, a resvalar para a os lápis e pincéis e a deixar para trás os OTS, os brandings e os targets
- fui Jovem Criador um par de vezes, à espera de uns amanhãs que cantem
- encontrei a minha dama de ferro, parede mestra do meu universo caótico e apaixonado
- comprei uma casa para a qual fui viver em pecado, coroando um processo de descatolização
- perdi um ente muito querido, o que me endureceu a visão da vida
- fui a festas e funerais, com prevalência para as primeiras
- vi concertos inesquecíveis e troquei umas palavras com uns jovens da Islândia muito, muito melancólicos
- THE PIXIES ao vivo em Lisboa ou "como ter um comportamento infantil aos vinte e muitos anos de idade"
- li centenas de livros e fui arrebatado pelo Boris Vian, pelo Richard Zimmler e pelo Pérez-Reverte, entre outros letrados
- vi umas dezenas de filmes e conclui, entre outras menoridades, que o Scorsese já devia ter parado a carreira
- vi O Ódio, um dos filmes da minha vida, depois de comer uns raviolis em lata no parque de estacionamento contíguo ao cinema, o que é manifestamente indigesto
- fui saneado de um emprego por razões políticas, 29 anos depois do 25 de Abril
- trabalhei num centro comercial de subúrbio
- fiz teatro amador com grande pica, chegando a representar num jardim de seminário, valha-me deus
- servi copos e aturei etílicos inofensivos num bar de Santos
- embrenhei-me no mundo dos computadores, entre softwares vectoriais, pesquisas na net, downloads e edição de blogues
- estive em 8 países, onde testemunhei o lado Dr Jeckyll e Mr Hyde da raça humana - vi a capela sistina no mesmo continente onde fui esmagado por auschwitz
- ganhei um carinho especial por Londres, a cosmopolita
- ouvi música de forma compulsiva, acordado ou a dormir, correndo o risco de juntar a surdez à minha ancestral miopia
- fiz grandes amizades e engoli algumas [ poucas ] desilusões
- sonhei que havia vida para além do défice
- gastei horas em blogues e não vislumbro melhoras.
venham os próximos dez e com uma pedra de gelo, se fachavor. Afinal não se passou assim tanta coisa e preciso de encher o saco de memórias para ter vários volumes de estórias passadas, assim como o Soares ou o Cavaco.
Crónicas alfacinhas XI
as crianças passeiam e galhofam no jardim do Linha de Água. Uma catrefa de putos romani persegue os patos com acuidade. O jardineiro reclama alto e bom som. Recorda um dia da semana passada em que igual revoada infantil deixou um pato entregue ao Criador e outro coxo. As crianças cá do burgo teimam em não lidar bem com a bicharada.
as crianças passeiam e galhofam no jardim do Linha de Água. Uma catrefa de putos romani persegue os patos com acuidade. O jardineiro reclama alto e bom som. Recorda um dia da semana passada em que igual revoada infantil deixou um pato entregue ao Criador e outro coxo. As crianças cá do burgo teimam em não lidar bem com a bicharada.
O blogue feito pelos seus leitores
"Os náufragos da silly season
No segundo dia Agosto, uma vaga de doze metros atingiu o litoral do Algarve. Morreram treze ministros, vinte e cinco secretários de estado, dezasseis administrações de empresas públicas ou participadas, um presidente da républica e um número indeterminado de deputados. A sociedade civil também ficou de luto. As festas da Caras, da VIP, da Nova Gente e dos Globos de Ouro foram tragadas pelo oceano. A praia dos Tomates e a praia do Vau foram dizimadas com particular crueldade. Em Setembro, a Terceira República chegou ao fim. Em Outubro, os indicadores económicos manifestaram uma surpreendente recuperação. A despesa pública diminuiu. As exportações duplicaram. O desemprego desapareceu. Em dois anos, o rendimento médio das familias ultrapassou o Espanhol. Em cinco anos, o PIB português atingiu o da Holanda e o da Bélgica, combinados. Ainda hoje não há uma explicação consensual para este fenómeno. Talvez por isso lhe chamem o milagre português".
Luis J.
"Os náufragos da silly season
No segundo dia Agosto, uma vaga de doze metros atingiu o litoral do Algarve. Morreram treze ministros, vinte e cinco secretários de estado, dezasseis administrações de empresas públicas ou participadas, um presidente da républica e um número indeterminado de deputados. A sociedade civil também ficou de luto. As festas da Caras, da VIP, da Nova Gente e dos Globos de Ouro foram tragadas pelo oceano. A praia dos Tomates e a praia do Vau foram dizimadas com particular crueldade. Em Setembro, a Terceira República chegou ao fim. Em Outubro, os indicadores económicos manifestaram uma surpreendente recuperação. A despesa pública diminuiu. As exportações duplicaram. O desemprego desapareceu. Em dois anos, o rendimento médio das familias ultrapassou o Espanhol. Em cinco anos, o PIB português atingiu o da Holanda e o da Bélgica, combinados. Ainda hoje não há uma explicação consensual para este fenómeno. Talvez por isso lhe chamem o milagre português".
Luis J.
terça-feira, agosto 09, 2005

Domesticidades
"é sempre a mesma coisa, só tralha por todo o lado, nem a porcaria das tuas coisas consegues arrumar" ruminava-lhe ela dia sim, dia sim. Ele reflectia uns segundos, comparava a toalha de banho molhada em cima da cama com o estúdio de Francis Bacon e respondia "vais ver, querida, quando eu for um grande artista".
sexta-feira, agosto 05, 2005
quinta-feira, agosto 04, 2005

Dos amores imperfeitos
mesmo sem citar os McLuhans, os Barthes ou os Moscovicis, os Ecos ou a escola de Palo Alto, entram pelos olhos dentro da populaça os ditames das modas e do absolutismo juvenil, sinónimo de sucesso e contemporaneidade, gente fresca e laroca que povoa telenovelas, anúncios de telemóveis e peças de teatro light, programas de caça-talentos ou simples discotecas in.
Eu continuo a preferir outra cepa, a dos talentosos, mesmo que não tenham laivos de passerelle. Danem-se os meninos da Optimus, vivam Frida e Diego. E outros feios que marcam.
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