sábado, julho 30, 2005

Poemas de verão

verdes folhas
cinzas, mangas
de balão
hélio
gases
bombas
no chão

IRA, raiva
cruzes
canhoto
mão esquerda
rebuplicana
ao abandono

fui ver
era o Vox,
Bono

sexta-feira, julho 29, 2005


No posto de escuta, prestes a entrar em órbita de fim-de-semana


Sugestões para um Verão agridoce
A dúvida



Se Soares é fish, Cavaco é chips?
Publicidade institucional

agridoce, o blogue que confunde a parábola do filho pródigo com a parola do filho tóxico.

quinta-feira, julho 28, 2005

Dreamer de frutas cristalizadas

O sonho do Dr Cavaco era comer uma campanha de sushi e tofu, que não lhe embuche o discurso como o bolo-rei.
Dreamer nas bochechas

O sonho do Dr Soares era fazer o caminho para a (re)eleição sem passar por Banano nas Fuças, à moda da marinha grande.

quarta-feira, julho 27, 2005

Dos lugares bizarros II



sítios bonitos para se visitar, quando se embarca nas sugestões de um maníaco como o mastermind deste blogue, que é como quem diz, moi même. O captain ozone espera pela visita dos incautos, ele veio para nos salvar o ambiente. Excepto o mental, claro.
Poemas de Verão

Dia sim dia não
sol chuva
névoa na serra
eléctrica
lenhadores
salpicam
a métrica

prescindo disso
diz valdano
conto ovelhas
de lã
virgem,
leão,
balança
não me decido

fui ver
Era o Nery Pumpido

Evangelho musical sobre rodas só no seu agridoce

terça-feira, julho 26, 2005

Da barra dos links

enquanto chove, não chove, linko. Sai um azeite e azia para a barra do canto. Aqui quase parece que o azeite é bebida espirituosa.
Dos lugares bizarros




caro leitor, está com tempo de ócio e tem a curiosidade mórbida mais ou menos aguçada? Aqui está um site para si, para desenjoar do escatológico agridoce. Procure a sua celebridade favorita e veja o lugar onde está enterrada. Ou eventualmente verifique se o seu ídolo foi cremado. Utilidade? Não descortino, mas ajuda a matar o tempo. Literalmente.
Literatura frontal

"Eu não sou um marginal, porra. Sou um senhor."

O incomparável Luiz Pacheco a 'A Capital', domingo passado
Da usurpação

Ontem no Local Lisboa do Público veio publicada a minha arenga sobre as permutas, o Bloco e o Dr. Sá. Para mal dos meus pecados publicaram o texto assinado por um inexistente Carlos Jorge. O que destruiu a citação do Gato Fedorento e me atirou para o anonimato. São grandes os escolhos do caminho da fama.
Crónicas alfacinhas VIII [o agridoce feito pelos seus leitores]

Visita de estudo ao Museu da Cidade. Enquanto as crianças vagueiam pelos jardins do museu da cidade a responsável do museu faz um apelo às crianças, para terem cuidado com os pavões que circulam pelos jardins: 'Sabe, é que a semana passada esteve aqui uma outra colónia de férias de uma outra junta de freguesia e os miúdos mataram 4 pavões ao pontapé'.

[Tiago Caeiro]
Crónicas alfacinhas VII [o agridoce feito pelos seus leitores]

"Inês, residente em Alcântara, criança de origens humildes e a detentora de uma autêntica reserva ecológica de piolhos e lêndeas, chega todos dias de manha bem cedo ao local de partida das camionetas que a levarão à praia. Faz-se acompanhar pelo encarregado de educação, que após deixar a criança começa imediatamente a trabalhar. É arrumador de carros e não hesita em exercer a sua actividade a poucos metros do local de partida das camionetas."

[Tiago Caeiro]

segunda-feira, julho 25, 2005

Sim, senhor presidente





Primeiro assunto a debater na campanha das presidenciais - que IVA devem ter as fraldas para adultos?
Post agridoce nº 1199

é só um número, sem mais.
Crónicas alfacinhas VI

D. Glória é alfacinha de gema com nacionalidade espanhola, passe-se a contradição. Adquiriu a nova nacionalidade que lhe pinta de azul o bilhete de identidade ao casar com um galego abastado. Moradora lá do bairro desde o tempo anterior às casas-de-banho, D. Glória sofreu com seu galego. Não por maus tratos mas sim pela sua sofreguidão e apetites. Na noite de núpcias, na voz de D. Glória "ele rebentou-me toda, nem me conseguia sentar. No dia seguinte fomos para a Galiza de comboio e fui o tempo todo em pé. Ai, a minha vagina". Entretanto enviuvou, dêem-se graças, e tem um ar mais relaxado quando está no sofá do seu rés-do-chão a papar a televisão.
Das actualizações

o iconoclasta hotel sossego, o clássico bombyx mori e o recém-chegado malfadado. Tudo a enfeitar a barra dos links deste pardieiro, o que não lhes garante necessariamente grande prestígio. Azar das coisas públicas.

Me tarzan, you jane
Poemas de verão

segunda feira
mau maria
a voltar
ao trabalho

o trem no carril
sem praia do barril
é pobre
de mão estendida
nas fuças
do Feytor

campo grande
sova de brio
sem preservativo

Fui ver
era um mendigo

domingo, julho 24, 2005


Eles estão lá, joder!

A trama não é de arrasar, num país em que é difícil fazer comédias de situação sem ser comparado a Almodovar. É porém 'una pelicula' desassombrada, com gags de linguagem bem sacados. Melhor do que isso - mostra o patamar civilizacional em que os nossos vizinhos se encontram. O casamento gay tem inflamado e dividido opiniões e a questão já chegou às telas. Com atitude. E a Marisa Paredes é sempre digna de espreitar. Olé!

sábado, julho 23, 2005

Sin City na tela



fui, vi e gostei. fiquei com vontade de comprar os volumes que me faltam, pois que só possuo dois. Não desfiz uma dúvida - o Mickey Rourke estava ou não caracterizado?
Publicidade institucional e Geometria

agridoce, o blogue onde cota e afastamento significam a decisão de pôr os pais num lar.

sexta-feira, julho 22, 2005


O tempo escasseia mas o heavy metal campeia!!!

quinta-feira, julho 21, 2005

Crónicas alfacinhas V

um homem lê um livro encostado à parede de um prédio. Dois carros colidem violentamente na avenida 5 de Outubro. Um deles despista-se e deita abaixo um semáforo. O semáforo descreve uma trajectória caprichosa e atinge o leitor no crâneo. Morte imediata. Há sítios em Lisboa onde não de deve parar. A literatura mata.
Da literatura de topo

"Buscas notas nas guitarras
quem de nós é que mais chora?
quando a minha mão agarras
já não estou, ai, fui-me embora."

Marcha da nova era, letra de Tiago Torres da SIlva para Rita Ribeiro

Saíu Campos e Cunha, ficou Cunha da Ota

Ninguém como os metaleiros para aterrorizar. Ou para chorar a rir.