Da barra dos links
enquanto chove, não chove, linko. Sai um azeite e azia para a barra do canto. Aqui quase parece que o azeite é bebida espirituosa.
terça-feira, julho 26, 2005
Dos lugares bizarros

caro leitor, está com tempo de ócio e tem a curiosidade mórbida mais ou menos aguçada? Aqui está um site para si, para desenjoar do escatológico agridoce. Procure a sua celebridade favorita e veja o lugar onde está enterrada. Ou eventualmente verifique se o seu ídolo foi cremado. Utilidade? Não descortino, mas ajuda a matar o tempo. Literalmente.

caro leitor, está com tempo de ócio e tem a curiosidade mórbida mais ou menos aguçada? Aqui está um site para si, para desenjoar do escatológico agridoce. Procure a sua celebridade favorita e veja o lugar onde está enterrada. Ou eventualmente verifique se o seu ídolo foi cremado. Utilidade? Não descortino, mas ajuda a matar o tempo. Literalmente.
Da usurpação
Ontem no Local Lisboa do Público veio publicada a minha arenga sobre as permutas, o Bloco e o Dr. Sá. Para mal dos meus pecados publicaram o texto assinado por um inexistente Carlos Jorge. O que destruiu a citação do Gato Fedorento e me atirou para o anonimato. São grandes os escolhos do caminho da fama.
Ontem no Local Lisboa do Público veio publicada a minha arenga sobre as permutas, o Bloco e o Dr. Sá. Para mal dos meus pecados publicaram o texto assinado por um inexistente Carlos Jorge. O que destruiu a citação do Gato Fedorento e me atirou para o anonimato. São grandes os escolhos do caminho da fama.
Crónicas alfacinhas VIII [o agridoce feito pelos seus leitores]
Visita de estudo ao Museu da Cidade. Enquanto as crianças vagueiam pelos jardins do museu da cidade a responsável do museu faz um apelo às crianças, para terem cuidado com os pavões que circulam pelos jardins: 'Sabe, é que a semana passada esteve aqui uma outra colónia de férias de uma outra junta de freguesia e os miúdos mataram 4 pavões ao pontapé'.
[Tiago Caeiro]
Visita de estudo ao Museu da Cidade. Enquanto as crianças vagueiam pelos jardins do museu da cidade a responsável do museu faz um apelo às crianças, para terem cuidado com os pavões que circulam pelos jardins: 'Sabe, é que a semana passada esteve aqui uma outra colónia de férias de uma outra junta de freguesia e os miúdos mataram 4 pavões ao pontapé'.
[Tiago Caeiro]
Crónicas alfacinhas VII [o agridoce feito pelos seus leitores]
"Inês, residente em Alcântara, criança de origens humildes e a detentora de uma autêntica reserva ecológica de piolhos e lêndeas, chega todos dias de manha bem cedo ao local de partida das camionetas que a levarão à praia. Faz-se acompanhar pelo encarregado de educação, que após deixar a criança começa imediatamente a trabalhar. É arrumador de carros e não hesita em exercer a sua actividade a poucos metros do local de partida das camionetas."
[Tiago Caeiro]
"Inês, residente em Alcântara, criança de origens humildes e a detentora de uma autêntica reserva ecológica de piolhos e lêndeas, chega todos dias de manha bem cedo ao local de partida das camionetas que a levarão à praia. Faz-se acompanhar pelo encarregado de educação, que após deixar a criança começa imediatamente a trabalhar. É arrumador de carros e não hesita em exercer a sua actividade a poucos metros do local de partida das camionetas."
[Tiago Caeiro]
segunda-feira, julho 25, 2005
Crónicas alfacinhas VI
D. Glória é alfacinha de gema com nacionalidade espanhola, passe-se a contradição. Adquiriu a nova nacionalidade que lhe pinta de azul o bilhete de identidade ao casar com um galego abastado. Moradora lá do bairro desde o tempo anterior às casas-de-banho, D. Glória sofreu com seu galego. Não por maus tratos mas sim pela sua sofreguidão e apetites. Na noite de núpcias, na voz de D. Glória "ele rebentou-me toda, nem me conseguia sentar. No dia seguinte fomos para a Galiza de comboio e fui o tempo todo em pé. Ai, a minha vagina". Entretanto enviuvou, dêem-se graças, e tem um ar mais relaxado quando está no sofá do seu rés-do-chão a papar a televisão.
D. Glória é alfacinha de gema com nacionalidade espanhola, passe-se a contradição. Adquiriu a nova nacionalidade que lhe pinta de azul o bilhete de identidade ao casar com um galego abastado. Moradora lá do bairro desde o tempo anterior às casas-de-banho, D. Glória sofreu com seu galego. Não por maus tratos mas sim pela sua sofreguidão e apetites. Na noite de núpcias, na voz de D. Glória "ele rebentou-me toda, nem me conseguia sentar. No dia seguinte fomos para a Galiza de comboio e fui o tempo todo em pé. Ai, a minha vagina". Entretanto enviuvou, dêem-se graças, e tem um ar mais relaxado quando está no sofá do seu rés-do-chão a papar a televisão.
domingo, julho 24, 2005

Eles estão lá, joder!
A trama não é de arrasar, num país em que é difícil fazer comédias de situação sem ser comparado a Almodovar. É porém 'una pelicula' desassombrada, com gags de linguagem bem sacados. Melhor do que isso - mostra o patamar civilizacional em que os nossos vizinhos se encontram. O casamento gay tem inflamado e dividido opiniões e a questão já chegou às telas. Com atitude. E a Marisa Paredes é sempre digna de espreitar. Olé!
sábado, julho 23, 2005
quinta-feira, julho 21, 2005
Crónicas alfacinhas V
um homem lê um livro encostado à parede de um prédio. Dois carros colidem violentamente na avenida 5 de Outubro. Um deles despista-se e deita abaixo um semáforo. O semáforo descreve uma trajectória caprichosa e atinge o leitor no crâneo. Morte imediata. Há sítios em Lisboa onde não de deve parar. A literatura mata.
um homem lê um livro encostado à parede de um prédio. Dois carros colidem violentamente na avenida 5 de Outubro. Um deles despista-se e deita abaixo um semáforo. O semáforo descreve uma trajectória caprichosa e atinge o leitor no crâneo. Morte imediata. Há sítios em Lisboa onde não de deve parar. A literatura mata.
Saída de Campos e Cunha desilude do Minho a Timor
"Seis feridos em motim em estabelecimento prisional de Leiria"
Público on-line
"Seis feridos em motim em estabelecimento prisional de Leiria"
Público on-line
Crónicas alfacinhas IV
vida de bairro é pródiga em show freak. A mãe cigana e cega mora com os quatro filhos. Três deles cegos, entre os quais Homero, o alcoólico com tendências suicidas. A única cria que vê é surda. É o Joaquim, que além de mouco é doente mental. Não tem tento. Aliás, nenhum deles o tem. Mas (sobre)vivem em Lisboa, a magnífica.
vida de bairro é pródiga em show freak. A mãe cigana e cega mora com os quatro filhos. Três deles cegos, entre os quais Homero, o alcoólico com tendências suicidas. A única cria que vê é surda. É o Joaquim, que além de mouco é doente mental. Não tem tento. Aliás, nenhum deles o tem. Mas (sobre)vivem em Lisboa, a magnífica.
quarta-feira, julho 20, 2005
Nova rubrica
Embriagado por tempos de estio e cervejas geladas lanço uma nova rubrica - bem-vindos ao pardieiro dos Poemas de Verão.
Poema de Verão I
estio
frio
não penetra
os ossos
em tempos de
ó cio
lambretas zumbem
na parada
a marilyn
enganada
por ventos
do bueiro
estaline era
um tipo
porreiro
de bigodes
já ninguém se gaba
pelo e folha
nova
fui ver
era a Eva,
Herzigova
Embriagado por tempos de estio e cervejas geladas lanço uma nova rubrica - bem-vindos ao pardieiro dos Poemas de Verão.
Poema de Verão I
estio
frio
não penetra
os ossos
em tempos de
ó cio
lambretas zumbem
na parada
a marilyn
enganada
por ventos
do bueiro
estaline era
um tipo
porreiro
de bigodes
já ninguém se gaba
pelo e folha
nova
fui ver
era a Eva,
Herzigova
O meu candidato é uma jóia de moço
No arranque da semana o candidato Embargador José Sá Fernandes publicou um artigo no jornal Público em que questiona o escândalo da permuta. Parque pela Feira, Ghery e EPUL, Entrecampos entredentes e por portas de cavalo, com direitos e preferências de modo a favorecer todos e ninguém. Corrupção, modo de usar. Intentona lesa-património e caos urbanístico. Concordo com o Dr Sá e vivamente. Porém, todavia, contudo o partido que apoia em bloco o candidato independente, que vai do Barreto ao Esteves Cardoso, passando pelos irmãos Louçãs, dizia eu, por voz do povo que tem boa memória, esse partido pois que deu-lhe na veneta e aprovou em Assembleia Municipal a dita permuta Parque-Feira. Para aprovar a negociata o Bloco de Esquerda exigiu aprovar uma recomendação à CML, com o sentido de salvaguardar cérceas, pualzes e outros detalhes. Consulto o dicionário que diz: "recomendação - acto ou efeito de recomendar; aviso exortação, conselho". Acredite-se no Santa Claus, São Jerónimo ou Pai Natal, consoante a proveniência e a CML acataria essas ditas exortações. Garantida a boa vontade e a paz para todos os homens, aprove-se a permuta e assim reza a acta de 02 de Março de 2005 da Assembleia Municipal:
"Seguidamente o Senhor Presidente submeteu à votação a proposta 36/2005, tendo a Assembleia deliberado aprová-la, por maioria, com os votos favoráveis do PSD, PS, CDS/PP, PPM, BE e Deputado Municipal Independente Rodrigo Gonçalves e votos contra de PCP e PEV."
O Dr Sá tem sanha de marcar pontos e foi mais eficaz que muita oposição dita institucional neste mandato. Acontece que parece rodeado por gente que come muito camembert e picante da Ilha. E parece que já lhos deram a provar. Terão pensado "aprove-se mas com cautela". Agora não se arroguem o papel de permutas ofendidas.
Lá diz o outro do Gato Fedorento - cuidado com as companhias Carlos Jorge.
PS: Esclareça-se que o "Pedro Vieira" que aparece nos apoios outdoor do Dr Sá não sou eu. Bem sei que é um bonito nome mas escusam de me telefonar a saber se sou eu, como já sucedeu. Há-de ser outra celebridade mais brilhante. Helàs.
No arranque da semana o candidato Embargador José Sá Fernandes publicou um artigo no jornal Público em que questiona o escândalo da permuta. Parque pela Feira, Ghery e EPUL, Entrecampos entredentes e por portas de cavalo, com direitos e preferências de modo a favorecer todos e ninguém. Corrupção, modo de usar. Intentona lesa-património e caos urbanístico. Concordo com o Dr Sá e vivamente. Porém, todavia, contudo o partido que apoia em bloco o candidato independente, que vai do Barreto ao Esteves Cardoso, passando pelos irmãos Louçãs, dizia eu, por voz do povo que tem boa memória, esse partido pois que deu-lhe na veneta e aprovou em Assembleia Municipal a dita permuta Parque-Feira. Para aprovar a negociata o Bloco de Esquerda exigiu aprovar uma recomendação à CML, com o sentido de salvaguardar cérceas, pualzes e outros detalhes. Consulto o dicionário que diz: "recomendação - acto ou efeito de recomendar; aviso exortação, conselho". Acredite-se no Santa Claus, São Jerónimo ou Pai Natal, consoante a proveniência e a CML acataria essas ditas exortações. Garantida a boa vontade e a paz para todos os homens, aprove-se a permuta e assim reza a acta de 02 de Março de 2005 da Assembleia Municipal:
"Seguidamente o Senhor Presidente submeteu à votação a proposta 36/2005, tendo a Assembleia deliberado aprová-la, por maioria, com os votos favoráveis do PSD, PS, CDS/PP, PPM, BE e Deputado Municipal Independente Rodrigo Gonçalves e votos contra de PCP e PEV."
O Dr Sá tem sanha de marcar pontos e foi mais eficaz que muita oposição dita institucional neste mandato. Acontece que parece rodeado por gente que come muito camembert e picante da Ilha. E parece que já lhos deram a provar. Terão pensado "aprove-se mas com cautela". Agora não se arroguem o papel de permutas ofendidas.
Lá diz o outro do Gato Fedorento - cuidado com as companhias Carlos Jorge.
PS: Esclareça-se que o "Pedro Vieira" que aparece nos apoios outdoor do Dr Sá não sou eu. Bem sei que é um bonito nome mas escusam de me telefonar a saber se sou eu, como já sucedeu. Há-de ser outra celebridade mais brilhante. Helàs.
terça-feira, julho 19, 2005
Subscrever:
Mensagens (Atom)











