segunda-feira, julho 18, 2005

Das actualizações

Ah e tal porque já estava na altura e voilà: letra minúscula, mercuriocromo, tempus perdidus e zoosatelite na barra contrária à esquerda, que é para não dizer direita.
Publicidade institucional

agridoce - o blogue que pensa que a mise en scène se faz no cabeleireiro Lena & Mitó

Espaço publicitário

A Barata salda. A Barata, livraria cujo nome engana vai vender a preço de saldo nos próximos dias. Segue o comunicado que recebi via email:

"Grande Festa do livro na Barata
Pela primeira vez está a decorrer nas Livrarias Barata,
uma grande
festa de descontos em TODOS OS LIVROS que se encontram
na livrarias.

É só procurar a data da etiqueta da Barata que se encontra
colada
no livro e verificar o desconto correspondente, sendo que,
se a data for:

anterior a 2000 - o desconto será de 50%
entre 2000 e 2001 - o desconto será de 30%
entre 2002 e 2003 - o desconto será de 20%
entre 2004 e 2005 - o desconto será de 10%
É uma oportunidade única abrangendo todos os livros,
desde o Infantil ao Romance, passando pelo Livro
Técnico ou o Livro de Arte.

NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE!
Faça uma cadeia connosco e informe os seus amigos
desta nossa iniciativa.
Ajuda-nos a divulgar e os seus amigos vão ficar
satisfeitos por saberem também desta oportunidade.

Barata avenida de roma * Barata campo de ourique

Endereço: Avenida de Roma, 11 A
Horários: Seg a Sáb: 9h - 23h, Dom: 10h-14h/14h30-20h
Telefone: 218 428 352
Fax: 218 428 366
E-Mail: barata@livrariabarata.pt>
barata@livrariabarata.pt
Acessos: Autocarros: 7, 20, 22, 35, 56 |
Metro: Roma (Linha Verde)"

Quando a esmola é grande...........................
enfim, há que passar por lá.
Maoismo sobre rodas

"Loeb dá mais um salto em frente"

DN, 18 julho
Quem oferece uns tampões ao Paulo China?

"Quinta do Lago queixa-se do barulho dos aviões".

Público, 18 julho

Uma película agridoce

depois de umas semanas de preguiça cinéfila misturadas com o cansaço, às quais se juntaram as duas semanas de repouso, longe de ecrãs e demais equipamentos, regressei às lides. Apanhei na curva um filme que estreou há largas semanas mas que ainda se aguenta no Alvaláxia. Um filme de travo agridoce, adjectivo que faz as minhas delícias, como se pode ver no cabeçalho deste pasquim. Um retrato de uma certa América inadaptada, estórias do "misfits" que povoam o sistema com as suas desestruturações, familiares e pessoais. New Orleans em pano de fundo, cidade com alma que costuma andar arredada dos enredos mais ou menos blockbusters. Pelo meio a arrebatadora Scarlett. Travolta em grande forma. Puxa um bocadinho à lágrima, mas isso também as cebolas. E não compara a Scarlett a um tubérculo.

Crónicas alfacinhas IV

O Sr R. foi em trabalho ao Casalinho da Ajuda. Tipo desenvolto, lingua fácil e multi-actividades, animal de bairro com amizades transversais, das classes A à D. Pai de dois mocetões - Ruben Ilídio e Eduíno Vladimiro de sua graça, ao Sr R. vai chegando o tempo de repousar de uma vida de trabalhos. Todavia, o acaso cuspiu-lhe na cara sob a forma de uma saraivada de soco e bofetão. Tudo porque no Casalinho da Ajuda o Sr R. resolveu proteger as faces intactas do "Engenheiro" que o acompanhava na visita. O membro da classe operática tentou cobrir a fuga do homem de berço. A moral da estória deixou-lhe um olho à belenenses, cujo estádio até não fica muito longe.

domingo, julho 17, 2005


Degredo de fim-de-semana


sexta-feira, julho 15, 2005

Dos terrorismos
Alegria, alegria, está aí o fim-de-semana



[ não desmerecendo outras pérolas do design musical, acho que esta merece uma análise semiótica aprofundada, há uma riqueza de linguagem inegável ]
Ela tem voz. Ela tem classe. Ela tem um grande disco pós-Moloko. Omissão impossível para Roisin Murphy

Publicidade institucional

agridoce, o blogue que nunca "linkou" o Pacheco Pereira
O cínico para o bombista

Fia-te nas 77 virgens e não corras...
Não queria estar a personalizar mas...o senhor por acaso não é aquele grande filho da puta?

quinta-feira, julho 14, 2005

Crónicas alfacinhas III

em muitos locais da cidade o tempo e o raciocínio passam devagar. Empastelam-se, também pela força dos homens. Sobretudo aqueles que passam o dia no café "Burrito" a mascar haxixe, antes de irem apanhar os filhotes à escola. Não é Fez nem Agadir. É Lisboa, onde também lotes de desocupados mascam do belo. De geração em geração.
Ah pois, ainda vamos no volume 1
14 de Julho



a minha cara-metade faz hoje 30 anos. A revolução francesa faz 216. É de saudar esta diferença de idades, não fosse dar-se o caso de ela um dia chegar a casa e querer brincar às guilhotinas.

quarta-feira, julho 13, 2005

Dreamer de mesa

O meu sonho culinário era ser assim - um bife com tomates. Don't be afraid.
Crónicas alfacinhas II

Américo já não vai à venda, está jubilado pela idade e estatuto. Já não corta o cabelo porque está de luto. Nem a barba que, comprida, abriga umas lêndeas. Não falo do cabelo, à Chalana. Falo da barba. E das suas lêndeas. Américo está no saco da imensa 3ª idade que povoa Lisboa, que Santana e Carmona não encheram de jovens. Possui bengala com uma ponti-mola que se abre batendo a dita no chão. Hoje Américo está à janela a limpar e a olear o revólver. É dia de faxina nos instrumentos de trabalho.
Conversa de café

"Pois esses da casa pia, o carlos cruz e o dinis e esses, são gente com manias, com uma doença, é uma mania. Eu conheci um brasileiro, o Ary, que tinha um apartamento em Casacais e convidou-me para ir lá conhecer a casa. Já tinha confiança comigo, está a ver? Eu fui lá, com a minha tia, e ele era muito simpático, na altura chamava-lhe avô Ary, já tinha 60 e tal anos. E a gente estava lá no apartamento e viu que ele tinha lá um móvel cheio de cuecas de mulheres. Era uma mania. Levava-as lá para casa e guardava as cuecas. Era uma mania."
Ui, ui, caliente

terça-feira, julho 12, 2005

Crónicas Alfacinhas I

Dia morno, 2ª feira igual a tantas outras em bairro de alta pluviosidade social. Mesmo sem zaragata de monta, um popular largou um proverbial cagalhão à porta do gabinete dos (semi) poderes públicos que gerem o dito. O dito bairro, claro. Em Lisboa. Uma valente bosta. Humana. Os mais espirituosos que por lá fazem quotidioano e ganha-pão olham e riem. Tudo normal no país real.
Do portuguesismo

momento que ilustra a alma e o sentir português - a definição de "desenrascanço" pela democraticíssima Wikipédia
Dos lamentáveis alarmismos

vale a pena ir aqui para ler - e ver - uma linda estória mal contada. De rir para não chorar, Portugal século XXI
Rubricas

férias para trás, novas rubricas de exigem. Em tempo de lançamento para as autárquicas estórias mil de Lisboa vão povoar este pasquim. Verídicas, como convém. Outros lados do espelho na capital. A partir de hoje começam as "crónicas alfacinhas".
Blogoesféricos

nem tudo foram más notícias nos últimos tempos. O prolífico Zé Mário, autêntico homem-polvo da blogosfera lançou mais um tentáculo às mentes interessadas e criou o letra minúscula. Mais um apeadeiro a não falhar na linha de escrita do moço.
Regresso à vida civil em jeito de verão libidinoso

segunda-feira, julho 11, 2005

Bailaricos

O iluminador Daniel Worm recordou que o Ballet Gulbenkian teve como primeira sala de ensaio uma leitaria no Rego. Agora percebo que a administração da Fundação tenha tratado os bailarinos como papel higiénico - há antecedentes de recto.
FODA-SE CÁRÁLHO QUE FILHA DA PUTICE (desculpe-se o vernáculo do recém-chegado à civilização)

Um gajo ausenta-se duas míseras semanas e conta desgraças mil. O IVA trepou para os 21, ou seja, chegou à maioridade anglo-saxónica e empurrou o povo de Elvas para as compras em Badajoz, Londres que ainda há pouco visitei andou sacudida por mochilas de caril demasiado spicy, o Barnabé deu-se de finados, sem apelo nem agravo e ainda nem sequer entendi o que aconteceu, o Alberto João virou a gramática para os chineses e não se vislumbram melhoras [ para quando a independência?], a Shakira actou no Live 8, como se a fome em África não fosse castigo suficiente, o furacão Dennis varreu o povo do Haiti, da Jamaica e de Cuba, que isso dos embargos não diz nada aos desastres naturais, vai tudo a eito, o jogo do Ronald McDonald lembrou a inutilidade do estádio de Loulé com as suas bancadas cheias...de vento, os fogos lambem as casas de norte a sul do país, pois que isso de lamber as florestas já foi chão que deu chamas, em Lisboa há um viaduto fechado ao cimo da José Malhoa com sinais evidentes de ruína eminente, vá lá ainda não culparam a malta da mesquita, a Elsa "Plásticas" Raposo entra no mundo da política e se calhar vai amealhar votos, enfim.....................o panorama é de antologia.

Estou de volta, ai estou, estou.

domingo, julho 10, 2005

Numa palavra: revigorado



e por hoje mais nada que depois de tanto dia sem ver um monitor convém não abusar. Amanhã retomam-se os dichotes e os quid pro quos.