sexta-feira, junho 24, 2005

Anúncio à mão-cheia de tarados que insiste em visitar este blogue

O agridoce vai parar durante duas semanas, a cause de umas férias do seu único e exclusivo dono. O estalisnismo deste blogue é absoluto e em o chefe não estando não haverá mais postas de pescada durante os próximos dias. O blogue pára e em princípio volta. A ver vamos, como diz o ceguinho, a reflexão far-se-á sob um sol inclemente e recuperador. Até jazz.
Confissões de um taxista IX [epílogo]

"Aqui ao pé da sua casa é que está a melhor casa de Lisboa. O Elefante Branco. Claro que aquilo não é para mim, não é prá minha carteira. Mas costumo transportar uma tipa de lá que ganha 3 mil contos limpos por mês. Cada foda, 100 contos. E os gajos pagam, aquilo deve ser muito bom. Acredite em mim, pachacha dá dinheiro. Muito dinheiro. Se eu fosse gaja, com o que eu gosto de foder, ficava rico num instante. Fazia tudo. Era a mulher puta de Lisboa, não tenha dúvidas".

Paguei e saí.
Em contagem decrescente para uma pausa bastante desejada
Filosofia de café

"não quero saber de dietas. Quando morrer vou ficar magrinha, agora não me privo de nada."
Confissões de um taxista VIII

"eu digo-lhe uma coisa, um gajo para andar nesta vida ou está muito bem casado ou então arruina-se todo. Eu sou divorciado, claro, tenho um puto...ando na vida do táxi há dez anos e é complicado. Agora vivo com uma brasileira, está lá por casa. Quer dizer, no fundo tenho foda à borla. Mas como ela me fode de outras maneiras, fode-me o dinheiro, é justo. É como uma troca, vá lá."
A menina é filha de um Tigre Tamil. E fez um disco com garras. Para arranhar as entranhas...M.I.A.

quinta-feira, junho 23, 2005

definitivamente ando assombrado por esta rapaziada. Ainda por cima canadianos, que falta de glamour.
Confissões de um taxista VII

"Lá em África, na zona em que eu vivia, havia duas putas, com uma palhota uma ao lado da outra. O mais giro era quando vinha a tropa. Chegavam ao monte, em cima das berlingas e estacionavam lá para se aviarem. Eu e um amigo meu ficávamos à coca a ver os tropas a irem lá. Uma vez esse meu amigo até se foi pôr no telhado da palhota para espreitar o magala com a preta, aquilo cedeu - era de colmo ou lá o que era quela merda - e o gajo veio parar cá abaixo. Foi demais, caiu em cima do magala quando ele estava a foder a preta!! Os gajos faziam fila cá fora, aos 20 ou 30, imagine o que era aquilo. As pretas nem se levantavam da esteira, era sempre a aviar. O primeiro ainda apanhava aquilo bonzinho, agora o último...devia lá ficar a nadar."
Discos muito, mas mesmo muito especiais

quarta-feira, junho 22, 2005

Confissões de um taxista VI

"eu digo-lhe uma coisa, um gajo se não é bem casado dá cabo da vida num instante. Ando com o táxi há 10 anos e sou divorciado. As gajas atiram-se a nós pá. No outro dia apanhei uma brasileira em Queluz que foi logo direita ao assunto 'preciso que me leve a Lisboa mas não pago com dinheiro'. Logo assim, sem mais. Eu, como agora moro em Queluz levei-a lá para casa e foi demais. Uma foda como já não tinha há muito tempo, incrível a gaja, um avião, ainda por cima assim inesperado. Depois levei-a de borla a Lisboa, claro. Ficou-me a foda por 20 euros. Quer dizer...descontando os meus 7 de percentagem, ficou-me por 13. Nada mau, a gaja era espectacular. Até lhe dei o meu telemóvel, para ela ligar quando precisasse de táxi. Só que a gaja nunca ligou, uma pena...grande foda."
A este ritmo não sobra nada para arrastar

"Quase 80 por cento de Portugal continental em seca extrema ou severa"
Agasalhando o palhacinho

Confissões de um taxista V

"Um gajo apanha coisas incríveis. No outro dia apanhei uma preta que queria ir de Massamá para Lisboa. Ali para a discoteca 'Mussulo', não sei se conhece. Não? Pois, é uma discoteca de pretos. Chegamos lá e a corrida era 15 euros. A gaja vira-se e diz 'escute sr. motorista, eu tenho dinheiro na carteira para pagar mas preciso do dinheiro trocado para gastar na discoteca. Podia pagar-lhe com um broche'. Eh pá eu não 'tava praí virado e disse 'a senhora tem de pagar a corrida, não quero saber de mais nada. Deve-me 15 euros'. E a gaja 'já lhe disse que lhe faço um broche'. Eu 'tava a ver aquilo mal parado e vi que estavam dois polícias à porta da discoteca. Dei uma buzinadela e os gajos vieram ao pé do carro. 'O que é que se passa?' E eu 'Sr guarda esta senhora - veja lá que eu ainda a estava a tratar por senhora - deve-me 15 euros da corrida e diz que quer pagar com um broche'. O gajo enfia a cabeça no táxi e diz 'a senhora tem de pagar o que deve, pague lá os 15 euros'. E a gaja 'Sr polícia, então fazemos assim: eu faço um broche primeiro ao Sr polícia e depois o Sr diz ao Sr motorista se eu não faço bem feitinho!!'
Começar o dia com rock que abre a pestana

terça-feira, junho 21, 2005

Verdade de La Palisse

Se o Dalí fosse canibal não dispensava o seu jantar de Gala.
Um soundsystem no meu sound system
Confissões de um taxista IV

"esse meu amigo tinha uma gaja que queria que ele fosse chulo dela. Uma vez fomos encontrá-la e ela estava com uma amiga, também puta, que sabia da história. Assim sem mais nem menos virou-se pró meu amigo e disse 'gajo que quisesse ser meu chulo tinha de me lamber a cona quando eu estivesse menstruada'. A gaja disse mesmo isto, é verdade!! Mas o gajo não se ficou e respondeu logo 'e gaja que quisesse ser minha puta tinha de me lamber o cu quando eu estivesse de diarreia'. Já viu? O gajo tinha logo resposta."
É só galhofa camaradas!

Confissões de um taxista III

"Vim para Lisboa há 30 anos, tinha 18. A primiera vez que fui às putas de cá foi com um amigo meu, mais velho, um putanheiro do caralho. Fomos jantar à Portuguália, o sítio era ali ao pé. Agora é um escritório de advogados, veja lá. Lá fomos e eu ia um bocado desprevenido, nem sequer ia para a foda. Mas o gajo lá se entreteu com uma e eu fiquei na sala, com as gajas...até que a patroa disse 'escolhe uma que o teu amigo pagou 300 paus para tu te divertires'. Lá fui com uma, de mão dada...eu até tremia. No quarto despi-me e deixei ficar as cuecas. Sentei-me na cama, cheio de medo e ela 'então não te despes todo?'. Lá me despi e a gaja fez-me um broche. Hiii, cum caneco, nunca me tinham feito aquilo, comecei com umas cócegas que só me dava vontade de rir, mas com o entusiasmo vim-me logo. Depois fiquei lá, os 300 paus eram cona-cu-e-broche por isso estive lá praí uma hora. Até que a dona veio bater à porta a dizer 'vamos lá a despachar que isto não é nenhum hotel' ".
Neighborhood # 2 (Laika)

O que fazer quando uma canção nos persegue até à exaustão?

segunda-feira, junho 20, 2005

Confissões de um taxista II

"Eu de pretas nunca gostei muito, sabe? Só fodi com duas na vida...se bem que perdi os três com uma preta lá em África, numa palhota. A gaja só me disse '20 paus na mão, pachacha na esteira'. A sério, pá. A gaja queria o dinheiro na mão porque dizia que os gajos iam lá, davam uma e depois piravam-se sem pagar. Então lá me estreei com ela mas nunca gostei muito de pretas, isso não."
Tiago Hermes Monteiro

Ainda tenho cara de miúdo, ninguém me dá grande importância na minha terra, não destrono os treinos do futebol das primeiras páginas desportivas, não faço anúncios à GALP que para dar espectáculo está lá o Gomes e não poso para revistas "pinky". Corro e sou fiável estilo relógio de zurique, e depois de um golpe de teatro quase sul-americano levei a verde-rubra ao pódio. Acelera homem, o futuro é teu.

Iniciar a semana a chalacear
Confissões de um taxista I

"Eeeh, esta música [aumenta o volume], há tantos anos que não ouvia esta música. Praí há 30 anos...tanas fodas que eu mandei a ouvir esta música".
Crónicas da Zoologia

publicidade mínima às criaturas de penteado escorreito e saudade de viriato(zinho), foi o que pensei. Não me alargo no assunto e armado em copista medieval, época do pensamento em que se situa a rapaziada da manif martim moniz-rossio, transcrevo um post do barnabé Rui Tavares. Ele diz tudo, eu não acrescentaria nada. Senão já se dá demasiada importância à coisa.

"O orgulho que resta à nódoa

Um dos imbecis que está agora no Martim Moniz a manifestar-se contra os imigrantes diz que tem "orgulho em ser branco".

Claro que sim: quando não se pode ter orgulho em ser inteligente, em ter talento, em ter aumentado a sua cultura e educação, em ser boa pessoa, em ter-se aperfeiçoado, em ter ajudado pessoas, em ter feito o mundo melhor ou em ter sido um exemplo para os outros. Quando não se pode ter orgulho em ser apreciado por pessoas de proveniências e culturas diferentes, em ter estado num país estrangeiro, ter feito amigos e ter deixado saudades. Quando não se pode ter orgulho em saber cozinhar, falar, dançar, tocar um instrumento, pintar, amar e ser amado por uma pessoa que admiramos, trabalhar no duro, ter boa caligrafia, aprender um idioma, ser autor de um invento, conhecer a história do seu país, ter criado filhos e netos, ser um bom marceneiro, ou um bom professor, ou um bom servente de pedreiro. Quando não se pode ter orgulho em saber alinhar duas ideias, saber compreender uma única, ou em ter tido nenhuma.

Quando não se pode ter orgulho de nada, tem-se orgulho em "ser branco". É o que sobra ao destituído total. Também a nódoa no pano, coitada, deve ter orgulho em "ser nódoa", o buraco em "ser buraco", a bosta em "ser bosta".

No entanto, o que esse imbecil ainda não entendeu é que ele nem sequer teve responsabilidade em ser branco. É só branco por acaso.

Tem, de facto, muito pouco de que se orgulhar."

domingo, junho 19, 2005

Uma saga motorizada

Durante os próximos dias um tema dominará a folha de couve agridoce - as confissões de um taxista. Perdoe-se-me o vernáculo que aí vem mas por aqui as citações são integrais, não gosto muito de caran d'ache azuis.
Agora que o grosso dos dirigentes vê o sol aos quadradinhos...

..."ETA vai parar de atacar responsáveis políticos"

Público, 18 junho

sexta-feira, junho 17, 2005

Alegria, alegria, hoje é sexta. E feira.

quinta-feira, junho 16, 2005

Salvar a honra do convento

Há quem chegue aqui procurando no Google por "emails de putas portuguesas". Assim é difícil manter o bom nome da casa.
Get behind me Luis Delgado: Amor à primeira audição