terça-feira, junho 21, 2005

Confissões de um taxista III

"Vim para Lisboa há 30 anos, tinha 18. A primiera vez que fui às putas de cá foi com um amigo meu, mais velho, um putanheiro do caralho. Fomos jantar à Portuguália, o sítio era ali ao pé. Agora é um escritório de advogados, veja lá. Lá fomos e eu ia um bocado desprevenido, nem sequer ia para a foda. Mas o gajo lá se entreteu com uma e eu fiquei na sala, com as gajas...até que a patroa disse 'escolhe uma que o teu amigo pagou 300 paus para tu te divertires'. Lá fui com uma, de mão dada...eu até tremia. No quarto despi-me e deixei ficar as cuecas. Sentei-me na cama, cheio de medo e ela 'então não te despes todo?'. Lá me despi e a gaja fez-me um broche. Hiii, cum caneco, nunca me tinham feito aquilo, comecei com umas cócegas que só me dava vontade de rir, mas com o entusiasmo vim-me logo. Depois fiquei lá, os 300 paus eram cona-cu-e-broche por isso estive lá praí uma hora. Até que a dona veio bater à porta a dizer 'vamos lá a despachar que isto não é nenhum hotel' ".
Neighborhood # 2 (Laika)

O que fazer quando uma canção nos persegue até à exaustão?

segunda-feira, junho 20, 2005

Confissões de um taxista II

"Eu de pretas nunca gostei muito, sabe? Só fodi com duas na vida...se bem que perdi os três com uma preta lá em África, numa palhota. A gaja só me disse '20 paus na mão, pachacha na esteira'. A sério, pá. A gaja queria o dinheiro na mão porque dizia que os gajos iam lá, davam uma e depois piravam-se sem pagar. Então lá me estreei com ela mas nunca gostei muito de pretas, isso não."
Tiago Hermes Monteiro

Ainda tenho cara de miúdo, ninguém me dá grande importância na minha terra, não destrono os treinos do futebol das primeiras páginas desportivas, não faço anúncios à GALP que para dar espectáculo está lá o Gomes e não poso para revistas "pinky". Corro e sou fiável estilo relógio de zurique, e depois de um golpe de teatro quase sul-americano levei a verde-rubra ao pódio. Acelera homem, o futuro é teu.

Iniciar a semana a chalacear
Confissões de um taxista I

"Eeeh, esta música [aumenta o volume], há tantos anos que não ouvia esta música. Praí há 30 anos...tanas fodas que eu mandei a ouvir esta música".
Crónicas da Zoologia

publicidade mínima às criaturas de penteado escorreito e saudade de viriato(zinho), foi o que pensei. Não me alargo no assunto e armado em copista medieval, época do pensamento em que se situa a rapaziada da manif martim moniz-rossio, transcrevo um post do barnabé Rui Tavares. Ele diz tudo, eu não acrescentaria nada. Senão já se dá demasiada importância à coisa.

"O orgulho que resta à nódoa

Um dos imbecis que está agora no Martim Moniz a manifestar-se contra os imigrantes diz que tem "orgulho em ser branco".

Claro que sim: quando não se pode ter orgulho em ser inteligente, em ter talento, em ter aumentado a sua cultura e educação, em ser boa pessoa, em ter-se aperfeiçoado, em ter ajudado pessoas, em ter feito o mundo melhor ou em ter sido um exemplo para os outros. Quando não se pode ter orgulho em ser apreciado por pessoas de proveniências e culturas diferentes, em ter estado num país estrangeiro, ter feito amigos e ter deixado saudades. Quando não se pode ter orgulho em saber cozinhar, falar, dançar, tocar um instrumento, pintar, amar e ser amado por uma pessoa que admiramos, trabalhar no duro, ter boa caligrafia, aprender um idioma, ser autor de um invento, conhecer a história do seu país, ter criado filhos e netos, ser um bom marceneiro, ou um bom professor, ou um bom servente de pedreiro. Quando não se pode ter orgulho em saber alinhar duas ideias, saber compreender uma única, ou em ter tido nenhuma.

Quando não se pode ter orgulho de nada, tem-se orgulho em "ser branco". É o que sobra ao destituído total. Também a nódoa no pano, coitada, deve ter orgulho em "ser nódoa", o buraco em "ser buraco", a bosta em "ser bosta".

No entanto, o que esse imbecil ainda não entendeu é que ele nem sequer teve responsabilidade em ser branco. É só branco por acaso.

Tem, de facto, muito pouco de que se orgulhar."

domingo, junho 19, 2005

Uma saga motorizada

Durante os próximos dias um tema dominará a folha de couve agridoce - as confissões de um taxista. Perdoe-se-me o vernáculo que aí vem mas por aqui as citações são integrais, não gosto muito de caran d'ache azuis.
Agora que o grosso dos dirigentes vê o sol aos quadradinhos...

..."ETA vai parar de atacar responsáveis políticos"

Público, 18 junho

sexta-feira, junho 17, 2005

Alegria, alegria, hoje é sexta. E feira.

quinta-feira, junho 16, 2005

Salvar a honra do convento

Há quem chegue aqui procurando no Google por "emails de putas portuguesas". Assim é difícil manter o bom nome da casa.
Get behind me Luis Delgado: Amor à primeira audição

Genéricos já apresentaram queixa na esquadra e estão a ser acompanhados por psicólogos

"Maioria dos médicos e dos farmacêuticos viola lei dos genéricos"

Público, 16 junho
Alegria para as criancinhas
Amor e têxteis chineses

Ela pediu-lhe que usasse cláusula de salvaguarda. Ele recusou, dizendo que usar a cláusula era como comer um rebuçado com plástico. Da imprecaução surgiu um dumping indesejado. Ele limpou-se de responsabilidades e exportou-se para parte incerta. Ela é acusada de ter abandonado a deslocalização num contentor do lixo.
Verdade de La Palisse

Se o Zezé Camarinha fosse comunista mostrava às meninas a dita dura do proletariado.

quarta-feira, junho 15, 2005

Epílogo



[imagem roubada ao Filipe Moura do BdE]

Uma despedida emocional à medida do homem. Agora, olhar em frente.
Moscovo de papel



em dia de despedida formal de Álvaro Cunhal, um link para uma Moscovo que não passou do papel, uma Moscovo utopizada nos anos 30 que não foi para a frente, mesmo na época em que tudo parecia possível e em que Cunhal terá por lá passado inúmeras vezes. O sistema desabou mas as utopias são isso mesmo - lugares que se idelaizam mas que não se constroem. Ficaram as ilustrações de génio, para consultar.
Pela preservação das espécies...



...NOT GUILTY

terça-feira, junho 14, 2005

Descontrair e relaxar é preciso

Do regresso às lides

desgosta-me voltar a bloggar para comentar política mesquinha, de "p" pequenino. Acontece que ontem vi a reportagem do funeral do ex-primeiro-ministro Vasco Gonçalves ao qual não se deslocou qualquer representação do Estado ou do Governo. Ignorado pelas "altas instâncias" filhas da subvenção vitalícia, o homem que mais caminhou sobre brasas no período mais difícl a seguir à morte do estado novo foi acompanhado no final pela populaça anónima, o que não é necessariamente mau. É apenas má educação de Estado. Crítico.

segunda-feira, junho 13, 2005

Semana de miséria

depois do triplo anúncio de lutos vários, o agridoce faz uma pequena pausa. Hoje não se posta aqui mais nada, não há alma para chalacear.
até breve Eugénio, ficam-te as palavras a meio

Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.

E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Até amanhã camarada

domingo, junho 12, 2005

Já murcharam tua festa, pá.

sábado, junho 11, 2005

Dreamer da faina

O sonho dos pescadores de Sesimbra era ter um arrastão como o de Carcavelos.

sexta-feira, junho 10, 2005

Bizarro? Não, é apenas Jackie Davis

Dinis, filho...só mesmo o seu papá podia transformar uma sombra amorfa num grande candidato. E não falamos do papá. Falamos do Carmona, que com a campanha do papá, depois da fractura de esquerda, ainda vai papar as eleições com uma perna às costas. Oh papá, e se você fosse pró carrilho?

quinta-feira, junho 09, 2005

Tempo de antena

Foram os primeiros a usar a caixa de correio aqui do pardieiro. E continuam a ser quase os únicos a fazê-lo. Cá vai.

"Grupo dos Amigos de Olivença www.olivenca.org Divulgação 08-2005

Saiu o Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2005, disponível para consulta
em:http://www.olivenca.org/boletins/Bol_GAO_200505.pdfLx., 31-05-2005"
Cantigas para um sonho de ver?o