terça-feira, maio 10, 2005

Os moços são jovens mas fazem-se. Montreal não é só terra de jogos olímpicos.
Dreamer londrino

O sonho do camarada Louçã era ganhar a moção e celebrar com o seu Bloc Party.

Queres degredo? Toma.

segunda-feira, maio 09, 2005

Imagens apócrifas III

Bárbara Guimarães, amparada no cotovelo pela palma heideggeriana do candidato Carrilho, cumprimenta um senhor que gosta, mas gosta mesmo muito de livros. Estilo Prado Coelho, ou assim.

domingo, maio 08, 2005

Faz hoje 60 anos. O que é muito pouco tempo, tão pouco que ainda temos testemunhos vivos de quem viveu o pesadelo europeu. Os russos treparam ao Reichstag com uma triste legitimidade. 22 milhões dela.

sábado, maio 07, 2005

Pior é [quase] impossível
Acabou-se a ripa na rapaqueca

O coração do homem não terá resistido a tanta Sporting-emoção e desligou-se. Ficámos um bocadinho mais pobres.
O blogue feito pelos seus leitores

Bizarro e musical..............uma sugestão da indefectível Rita Amado

sexta-feira, maio 06, 2005

Imagens apócrifas II

Momento em que Telmo Correia toma conhecimento da vitória de Ribeiro e Castro no congresso do CD-SS

Um carrascão com melhor qualidade do que muitos de região demarcada
Livros em cadeia

o Tiago lançou o desafio e portanto cá vai mais um elo da cadeia livros-blogues, que não tem a ver com doações de orgãos, contas na Nigéria ou transplantes de medula.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

"A Espuma dos Dias" do Boris Vian, porque tem amores, surrealismo e jogos de palavras à minha medida.

Já alguma vez ficaste apanhadinh@ por um@ personagem de ficção?

Sim. Pelo xadrezista d'A Tábua de Flandres. E pela mulher que vê no "Ensaio sobre a cegueira".

Qual foi o último livro que compraste?

O do José Gil, porque quero ser um pequeno Eduardo Prado Coelho quando crescer.

Qual o último livro que leste?

"A Praça do Diamante" de Mercè Rodoreda. As mulheres são quem mais ordena, têm mais fibra do que os homens com os seus canhões.

Que livros estás a ler?

"O mistério do bilhete de identidade e outras histórias", de Jorge Buescu, a ver se resolvo um bocadinho da minha relação mal-sã com a Ciência;

"Teatro de Sabbath" do Philip Roth, porque quero ser um pequeno Eduardo Prado Coelho quando crescer. E ele desbunda o Roth.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

O Manual de Sobrevivência (por razões óbvias), "A Lei de Murphy" (para realizar que não sou o único com problemas), "Como fazer amigos e influenciar pessoas" (não vá aparecer alguém de surpresa), "Guerra e Paz" (para conhecer muitos personagens e deixar de me sentir só) e "A era do vazio" (porque tem tudo a ver com a minha condição e porque quero ser um pequeno Eduardo Prado Coelho quando crescer. E ele desbunda o Lipovetsky).

A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?

Ao Mousezinger do Contradictorium, a ver se ele reanima o blogue
Ao Rui Tavares do Barnabé porque o gajo deve gostar de livros (pelo menos mandou-me um pelo correio)
Ao José Mário Silva do BdE porque de livros percebe ele. E porque cheguei ao mundo dos blogues com uma dica sua. Dele. Claro.
Verdade de La Palisse

Se o Estado papal se chamasse Vaticânus cantaríamos loas à Teologia da Libertação de Ventre.
Karl Fluorescente



Anda um espectro pela Europa - o espectro do colete no banco do pendura.

quinta-feira, maio 05, 2005

O Medo cresce

Na livraria

(...)

- Sim, vou comprar-lhe um livro
- A tua mãe gosta de ler?
- A minha mãe ADORA. Devora livros.
- Oh, a minha não liga nenhuma.
- Queria mesmo oferecer-lhe este mas já viste o título?
[memória das minhas putas tristes]
- Pois...
- Se pudesse tapar este bocadinho...
- Isso não dá lá muito jeito
- Pois não. Mas queria tanto oferecer este livro. Tem um capa tão bonita. Já viste esta flor linda? Han?
(...)
E eu que pensava que só os coitados da PSP é que corriam riscos graves no desempenho das suas funções de trabalho

"Nos primeiros três meses de 2005 morreram pelo menos 31 pessoas em acidentes de trabalho (incluindo os dois que perderam a vida hoje), 17 das quais no sector da construção civil, sector que habitualmente lidera esta lista negra, segundo dados da Inspecção-Geral do Trabalho.

Durante o ano passado, estes acidentes causaram a morte a 193 trabalhadores, 98 dos quais na construção."

Público, 5 de Maio, sem link a sete chaves
Música, Design e Cegueira, trilogia imbatível

quarta-feira, maio 04, 2005

Uma situação em duas palavras

Falta-me tempo.

terça-feira, maio 03, 2005

O milagreiro Mourinho raciocina como Jesus

"Senhor por que me abandonaste?"

Some kind of evening distress by David Lynch, Laura Helena Harring and Naomi Watts


Animação musical em registo Capitão Gancho

As Sete Colinas num molho de brócolos

A Lisboa popular e das gentes de bairro vai desaparecendo a toda a brida, para só surgir em esplendor em inenarráveis arraiais de sardinha congelada e música de pacote. Por um lado a velha guarda desmorona-se com o peso da idade e das artroses, acompanhando a ruína do edificado. Em contrapartida, as camadas mais novas são empurradas para as rinchoas deste país, em busca de um éden feito de lareiras em país de clima temperado e de salas com 120m² com linda vista para o betão. Temos excepções de planeamento urbano com gente lá dentro, adornadas de portões com guaritas e fardas "securita" na soleira da porta, que isso de mistura com a populaça e a rua para todos já foi chão que deu uvas. Ou mesmo couratos e torresmos. Na terra das pistas de gelo, que simulam uma capital nórdica só que sem segurança social, o urbanismo faz-se túnel adentro com gente para fora. À ilharga de rampas debaixo do marquês com inclinação ao nível da montanha-russa - talvez aí esteja a solução da nova feira popular - Lisboa avança moderna sem luz ao fundo do Rúben, da Jessica ou da Verónica, todos condenados ao pára-arranca ou ao convívio de horas e horas com os inimigos do desodorizante que ocupam os (escassos) transportes ditos públicos, assim o queiram os aumentos dos passes. Também eles ditos sociais.

Serve o intróito para dar conta de uma iniciativa que tem por pano de fundo a luta contra a demolição do Cinema Europa, exemplo sintomático desta cidade em que o património é tratado com os joelhos. Dizer que é tratado com os pés era demasiado positivo, pois com eles trabalhava Maradona e era um mimo de se ver.

Segue a prosa pela pena da Sara do Beco das Imagens:

"Car@s bloggers,

venho por este meio solicitar a divulgação da tertúlia
?Lugares de partilha da cultura em Lisboa e o cinema
Europa?.

Os participantes já confirmados são: Eduardo Nery
(artista plástico), Henrique Cayatte (designer),
Guilherme Valente (editor), Rui Pereira (Ass. Zero em
Comportamento), José Mário Silva (jornalista),
Alves de Souza (arquitecto), Sérgio Azevedo
(empresário / produtor de teatro) e representantes do
poder local, entre outros.

4ª feira, 4 de Maio, 21:00
PADARIA DO POVO
Rua Luís Derouet, 20
ENTRADA LIVRE

Para mais informações, passem pelo
http://soscinemaeuropa.blogspot.com".

A ver se pelo menos uma vez a Cultura da Cidade não se fica pelo "fadista alentejano" contratado pela câmara para cantar à porta d'A Brasileira em tempo estival. E já nem falo na aeróbica ao findo da Rua Garrett em registo decibel-camião. Quer dizer...falo, mas fico agoniado.
Música para uma vida inteira

Das justificações guerreiras

Do Josesismo-Mourinhismo (com hífen)

"Mourinho faz lembrar o Álvaro Cunhal. É sólido e impenetrável".

João Magueijo, professor universitário, à Visão

segunda-feira, maio 02, 2005

Design musical em ressaca de 2 de Maio
Literatura aos Pedaços II

"O respeitinho é muito lindo
e nós somos um povo de respeito,
não é filho?
nós somos um povo de respeitinho,
muito lindo
saímos à rua de cravo na mão
sem dar conta de que saímos para a rua de cravo na mão
a horas certas,
não é filho?
consolida, filho, consolida
enfia-te horas certas no Casarão da Grabriela
que o Malmequer vai-te tratando do Serviço Nacional de Saúde
consolida, filho, consolida
que o trabalhinho é muito lindo
o teu trabalhinho é muito lindo,
é o mais lindo de todos, como o Astro
não é filho?"

José Mário Branco, FMI

domingo, maio 01, 2005

1º de MAIO II

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, que esperam a redenção - se esta é a vossa opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e à vossa frente, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Declaração final em tribunal de August Spies, um dos dirigentes da Revolta de 1 de Maio de 1886 em Chicago, condenado à morte pela justiça americana.

1º de MAIO

Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos

Há 30 anos deu-se a retirada definitiva dos americanos, com a entrada em Saigão dos tanques do Vietcong. Guerra de traumas, imagens e palavras, alimentadas pela tenacidade da guerrilha comunista e pela contestação dentro dos próprios EUA. Imagens como esta, que mostra a execução de um guerrilheiro feito prisioneiro, ajudaram muito à desmoralização da opinião pública. A era das imagens irrompia pelos lares indiferenciados.