Do obscurantismo que nunca muda
"O padre Lereno, prior da paróquiade S.João de Brito, em Lisboa, resolveu politizar a a missa que celebrou, ontem e, durante a homilia fez apelo a alguns princípios éticos cristãos ao mesmo tempo que condenou o aborto e a eutanásia, a homossexualidade e o divórcio. A missa foi transmitida pela Antena 1, o que ampliou os ouvintes e acabou por suscitar as críticas do PCP e do Bloco de Esquerda."
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Como é que se chamava aquela do Carlos Paião?
"João Paulo II, internado desde terça-feira, poderá ter recorrido ao "play-back" para abençoar os crentes, especulam os "media" italianos"
"João Paulo II, internado desde terça-feira, poderá ter recorrido ao "play-back" para abençoar os crentes, especulam os "media" italianos"
domingo, fevereiro 06, 2005
A campanha arrancou oficialmente e em vez dos candidatos só me lembro de Carlo Collodi. Agora até as tias CDS falam à classe média. Tudo preocupado com a confiança, a mudança e a esperança. Os manos Pedro e Paulo em defesa dos seus fartos méritos, não contentes com o desastre colectivo. E a produtividade a baixar. Atente-se neste pasquim blogueiro em que as visitas ao fim-de-semana caem a pique. Significa que durante a semana a populaça está em frente ao computas do trabalho a consultar páginas de interesse duvidoso, enquanto o patrão vai tomar o cafezinho. Trabalhai gentios, trabalhai
sexta-feira, fevereiro 04, 2005
Uma parábola de Gonçalo M. Tavares [parece que o M. é de Manuel] n'A Capital que me faz lembrar alguém candidato a 1º ministro
"Era uma vez um pulha. Esse homem, apesar de pulha, tinha dois mandamentos éticos; mandamentos que seguia sempre, sem qualquer desvio. O primeiro princípio ético era: Só fazer pulhices, se tal lhe trouxer popularidade. O segundo princípio: Não fazer pulhices, se estas não lhe trouxerem popularidade. Assim, certas vezes ele fazia pulhices, outras vezes não fazia pulhices. Quando fazia pulhices, era porque seguia o seu primeiro princípio ético. Quando não fazia pulhices, era porque seguia o seu segundo princípio ético. Naquele dia, o pulha - mal acordou - fez logo a primeira pulhice. Passados uns minutos fez a segunda pulhice. Uma hora depois fez a terceira pulhice. A seguir: a quarta pulhice. Uma hora mais tarde: quinta pulhice. A seguir: sexta pulhice. E com meia hora de intervalo: sétima pulhice, e oitava. A nona chegou pouco passava das seis da tarde. E a décima pulhice foi feita à hora de jantar. Mal acabara de fazer esta décima pulhice, as pessoas em volta levantaram-se e protestaram: - É a décima primeira pulhice que você faz hoje. Já chega! O rosto do pulha ficou vermelho; e irritado disse: - Não é verdade! Esta não foi a décima primeira pulhice que eu fiz! Vocês estão a mentir! O pulha acabou a exigir um pedido de desculpas a todos os que o rodeavam, e foi para casa sentindo-se muito ofendido. (Ficções do Senhor Kraus) "
[dica roubada ao BDE]
"Era uma vez um pulha. Esse homem, apesar de pulha, tinha dois mandamentos éticos; mandamentos que seguia sempre, sem qualquer desvio. O primeiro princípio ético era: Só fazer pulhices, se tal lhe trouxer popularidade. O segundo princípio: Não fazer pulhices, se estas não lhe trouxerem popularidade. Assim, certas vezes ele fazia pulhices, outras vezes não fazia pulhices. Quando fazia pulhices, era porque seguia o seu primeiro princípio ético. Quando não fazia pulhices, era porque seguia o seu segundo princípio ético. Naquele dia, o pulha - mal acordou - fez logo a primeira pulhice. Passados uns minutos fez a segunda pulhice. Uma hora depois fez a terceira pulhice. A seguir: a quarta pulhice. Uma hora mais tarde: quinta pulhice. A seguir: sexta pulhice. E com meia hora de intervalo: sétima pulhice, e oitava. A nona chegou pouco passava das seis da tarde. E a décima pulhice foi feita à hora de jantar. Mal acabara de fazer esta décima pulhice, as pessoas em volta levantaram-se e protestaram: - É a décima primeira pulhice que você faz hoje. Já chega! O rosto do pulha ficou vermelho; e irritado disse: - Não é verdade! Esta não foi a décima primeira pulhice que eu fiz! Vocês estão a mentir! O pulha acabou a exigir um pedido de desculpas a todos os que o rodeavam, e foi para casa sentindo-se muito ofendido. (Ficções do Senhor Kraus) "
[dica roubada ao BDE]
Ficaram esclarecidos? eu cá não
Não há volta a dar e o formato rígido do debate de ontem ajudou a demonstrá-lo - nada diferencia no essencial estes dois candidatos a primeiro-ministro. Recuperando a alegoria recorrente de Cassete Carvalhas PS e PSD são "o Dupond e Dupont" da política à portuguesa, agora ingloriamente travestida de política à americana. Debate sem calor, sem zaragata, sem improviso, sem contraditório no momento, sem reacções que não fossem as programadas pelos homens do marketing político de ambas as campanhas. Santana precisava de um KO mas nem chegou ao OK. Sócrates lembra vagamente o homem que queria dizer não sei quê, com a cassete das ideias de campanha engolida mas sem conseguir explicar aos néscios (como eu) qual é a forma de pô-las em prática. Ontem ficámos a saber que criar 150.000 empregos em 4 anos não é uma promessa mas sim um "objectivo". Mais uma vitória para o novo léxico de campanha. Ficámos também a saber que Santana pretende dar formação profissional e estágios aos idosos abaixo do limiar de pobreza. Não deixando de ter fome sempre aumentam a auto-estima. E o saber nunca ocupou lugar.
No tema dos boatos houve um progresso - Sócrates deu um esgar à máscara facial que levava para o debate e mostrou-se realmente nervoso e irritado. Santana conseguiu dar ênfase à expressão "cada cavadela uma minhoca". Ao invés de distanciar-se do caudal de boataria de temática homossexual escudou-se na opinião de pulido valente e até afirmou, com bonomia, que tem "amigos homossexuais". Santana está portanto à vontade nesta matéria, tão à vontade como o dumbo na loja da vista alegre.
Trouxe-se à liça de forma recorrente Guterres e Barroso, com acusações trocadas. Santana decorou números como eu decorava a tabuada, ansiando sempre que me saísse a dos "5". Sócrates falou 3 ou 4 vezes em "bom governo", "mudança" e "voltar a acreditar". Como? Ninguém sabe. Não se falou de Educação, Justiça, Saúde, Europa, Cultura, Política Internacional, entre outras. Armámo-nos em holandeses super-modernos e agora os temas quentes da campanha são aborto, clonagem, eutánásia, fertilização in-vitro e por aí fora. Só faltou a bandeira das drogas para que pudessem afirmar como Clinton "eu fumei mas não inalei". Que haja dezenas de milhares de pessoas em lista de espera para operações (o que para Durão impedia a construção do novo aeroporto), que um processo em tribunal dure em média 10 anos ou que sejamos os piores alunos da OCDE nada disso importa. O pior é se a bonomia dos europeus ricos acaba em 2007 e ficamos com o elevador do desenvolvimento encravado na subcave, como diz Luis Afonso no seu cartoon de hoje.
A tecnocracia do debate tolheu o demagogo Santana mas Sócrates não conseguiu ser tão afirmativo como seria de esperar de um homem que, efectivamente, vai liderar o país durante os próximos anos. Findo o debate mudei para a SIC Notícias, com o seu painel de comentadores. Oportunidade para rir a bandeiras despregadas com Luís Delgado, que devia ganhar o título de Ricardo Araújo Pereira da social-democracia jornalística. Teorias fedorentas da superioridade santanista em registo de alta comicidade. Haja saúde meu deus.
Não há volta a dar e o formato rígido do debate de ontem ajudou a demonstrá-lo - nada diferencia no essencial estes dois candidatos a primeiro-ministro. Recuperando a alegoria recorrente de Cassete Carvalhas PS e PSD são "o Dupond e Dupont" da política à portuguesa, agora ingloriamente travestida de política à americana. Debate sem calor, sem zaragata, sem improviso, sem contraditório no momento, sem reacções que não fossem as programadas pelos homens do marketing político de ambas as campanhas. Santana precisava de um KO mas nem chegou ao OK. Sócrates lembra vagamente o homem que queria dizer não sei quê, com a cassete das ideias de campanha engolida mas sem conseguir explicar aos néscios (como eu) qual é a forma de pô-las em prática. Ontem ficámos a saber que criar 150.000 empregos em 4 anos não é uma promessa mas sim um "objectivo". Mais uma vitória para o novo léxico de campanha. Ficámos também a saber que Santana pretende dar formação profissional e estágios aos idosos abaixo do limiar de pobreza. Não deixando de ter fome sempre aumentam a auto-estima. E o saber nunca ocupou lugar.
No tema dos boatos houve um progresso - Sócrates deu um esgar à máscara facial que levava para o debate e mostrou-se realmente nervoso e irritado. Santana conseguiu dar ênfase à expressão "cada cavadela uma minhoca". Ao invés de distanciar-se do caudal de boataria de temática homossexual escudou-se na opinião de pulido valente e até afirmou, com bonomia, que tem "amigos homossexuais". Santana está portanto à vontade nesta matéria, tão à vontade como o dumbo na loja da vista alegre.
Trouxe-se à liça de forma recorrente Guterres e Barroso, com acusações trocadas. Santana decorou números como eu decorava a tabuada, ansiando sempre que me saísse a dos "5". Sócrates falou 3 ou 4 vezes em "bom governo", "mudança" e "voltar a acreditar". Como? Ninguém sabe. Não se falou de Educação, Justiça, Saúde, Europa, Cultura, Política Internacional, entre outras. Armámo-nos em holandeses super-modernos e agora os temas quentes da campanha são aborto, clonagem, eutánásia, fertilização in-vitro e por aí fora. Só faltou a bandeira das drogas para que pudessem afirmar como Clinton "eu fumei mas não inalei". Que haja dezenas de milhares de pessoas em lista de espera para operações (o que para Durão impedia a construção do novo aeroporto), que um processo em tribunal dure em média 10 anos ou que sejamos os piores alunos da OCDE nada disso importa. O pior é se a bonomia dos europeus ricos acaba em 2007 e ficamos com o elevador do desenvolvimento encravado na subcave, como diz Luis Afonso no seu cartoon de hoje.
A tecnocracia do debate tolheu o demagogo Santana mas Sócrates não conseguiu ser tão afirmativo como seria de esperar de um homem que, efectivamente, vai liderar o país durante os próximos anos. Findo o debate mudei para a SIC Notícias, com o seu painel de comentadores. Oportunidade para rir a bandeiras despregadas com Luís Delgado, que devia ganhar o título de Ricardo Araújo Pereira da social-democracia jornalística. Teorias fedorentas da superioridade santanista em registo de alta comicidade. Haja saúde meu deus.
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Eeeeeeeeeeeeeeeehhhhh, força santana alé, força santana alé, força santana alééééééééééééééééé
"PS receia confrontos físicos entre "claques" partidárias "
"PS receia confrontos físicos entre "claques" partidárias "
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Este homem recusa-se a crescer. E no fundo ele é que a leva certa. Assinale-se a estreia do meu muito guloso King Kard
Linkando paulatinamente, com segurança, para domingo a domingo merecer a confiança do "mister"
Chegou a vez do Afixe, um sucesso de vendas na prateleira dos blogues
Chegou a vez do Afixe, um sucesso de vendas na prateleira dos blogues
Cacau CDU é Kinder. E Kinder é bueno.
"Um Chocolate em Troca do Nome de Três Deputados Eleitos de Viseu "
"Um Chocolate em Troca do Nome de Três Deputados Eleitos de Viseu "
Se Gutenberg pressentisse isto nunca tinha inventado a Imprensa
"O PSD não poupa esforços na campanha eleitoral. O mais recente produto de marketing é um pequeno livro, intitulado "O fantástico mundo da mentira"
"O PSD não poupa esforços na campanha eleitoral. O mais recente produto de marketing é um pequeno livro, intitulado "O fantástico mundo da mentira"
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Lembrando o ministro da informação iraquiano
Ler os textos de Luis Delgado provoca-me um misto de irritação e hilariedade. O homem nunca desarma, anuncia retomas que nunca chegam mas ele continua a vislumbrá-las no horizonte. Defende de forma canina o Sr Lopes, contra o mais elementar bom-senso.
O artigo de opinião que ele hoje escreve no DN trouxe-me à memória um personagem delirante que ocupou as televisões há cerca de dois anos. Muhammed Saeef al-Sahaf não ligava ao avanço americano e continuava a afirmar que os invasaores estavam a ser esmagados. Na mesma linha de pensamento, Luis Delgado afirma sem se rir que "esta campanha está mais motivadora (...) porque está tudo em aberto". Ele acredita na retoma dos votos pelo PSD, embora os tanques de Sócrates já rondem S. Bento. Louvado seja pela sua Fé, catano!
Ler os textos de Luis Delgado provoca-me um misto de irritação e hilariedade. O homem nunca desarma, anuncia retomas que nunca chegam mas ele continua a vislumbrá-las no horizonte. Defende de forma canina o Sr Lopes, contra o mais elementar bom-senso.
O artigo de opinião que ele hoje escreve no DN trouxe-me à memória um personagem delirante que ocupou as televisões há cerca de dois anos. Muhammed Saeef al-Sahaf não ligava ao avanço americano e continuava a afirmar que os invasaores estavam a ser esmagados. Na mesma linha de pensamento, Luis Delgado afirma sem se rir que "esta campanha está mais motivadora (...) porque está tudo em aberto". Ele acredita na retoma dos votos pelo PSD, embora os tanques de Sócrates já rondem S. Bento. Louvado seja pela sua Fé, catano!
Cheira-me que estes não vão precisar de coligações para chegar à maioria
"Voto em branco já tem campanha"
"Voto em branco já tem campanha"
Ninguém lhe dá a mão, não vá ela desmembrar-se do corpo
"Michael Jackson enfrenta sozinho o início do seu julgamento"
"Michael Jackson enfrenta sozinho o início do seu julgamento"
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