terça-feira, janeiro 25, 2005

Chicotada psicológica

Depois do último domingo estão proibidos no meu léxico os vocábulos "futebol", "pavilhão", "torneio", "goleada", "medalha", "taça", "sorteio", "táctica", "equipamento", "guarda-redes", "colectividade", "federados" e outras palavras/expressões que podem conduzir a homicídios em massa. Sei que pelo menos seis mártires estão em sintonia comigo. E seis já fazem uma brigada. Mesmo que não seja de Al Aqsa.
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Os taberneiros da cicuta à portuguesa

"Paulo Portas e Nobre Guedes acusam Sócrates de teimosia e de não ter equipa"
Da legitimação blogueira

Anuncia-se ao eleitorado, seja ele de massas ou não, que o escriba deste pasquim agit-prop inconsequente surrupiou um prémio no concurso Bordalo do líder de audiências Barnabé. Graças a este inesperado desenlace, carregado de legitimaçãom ponho as vestes de Mao Zedong e já adivinho um grande salto em frente - de dois passarei para três leitores, não haja dúvidas, ainda que o terceito seja analfabeto e da ACAPO. O que conta é a intenção, aqui estarei sempre para vos servir. A suivre.

segunda-feira, janeiro 24, 2005


"Queres debates a dois? Toma!!" Posted by Hello

Chama-se clicar no momento e lugar certos. O instante foi captado pelo meu cher ami Filipe e mostra Lisboa noutra vertente. Chamou-lhe "Tesouro" Posted by Hello
Das intolerâncias várias Posted by Hello
Há 100 anos Bordalo deixou-nos indo visitar outras paragens. Apoquentação maior para os senhores do Outro Mundo que não devem ter escapado à paródia caricatural. Gente desta faz falta, sobretudo quando o panorama é cor de burro quando foge [ não, não estou a referir-me ao comissário José Barroso ]. O assinalar do centenário da morte de Rafael Bordalo Pinheiro foi feito de forma quase envergonhada. Vingança mesquinha dos políticos de hoje pelo facto de este ter submetido os seus antecessores aos altares do ridículo? Posted by Hello

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Eh pá isto assim já é demais. Lisboa, Rotunda das Olaias, cortesia de marta keys Posted by Hello
Este fim-de-semana quando sair à rua tenha cuidado...muito cuidado [cortesia do andré] Posted by Hello
O Partido máquina fotocopiadora, fax, scanner, máquina de café e massajador facial

está visto que a tónica da campanha escolhida pelo partido dos Bourbon Ribeiro e afins é pautada pelo adjectivo "útil". Depois do cartaz em que o líder alce aparece com a armação a anunciar Voto----Útil, agora anuncia-se que "A Lealdade é útil ao País". Assim, sem mais. Quem quiser descodificar que use a metalinguagem. Está lá tudo. Este partido vai singrar porque é útil, serve para muita coisa. Faz-me lembrar um sketch de 1991 do Herman José em que Teresa Guilherme ingeria Bardajix 5, um lava-tudo que também era sumo de laranja e desinfectante para a higiene íntima, entre outras valências. Leal? Sempre!!

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Promessas, promessas, o que é bom nunca acontece Posted by Hello
Primeiro estranha-se...depois entranha-se Posted by Hello
Do elogio da criação

Muito deve a literatura ao
absinto,
Em qualidade, muito mais
Que ao tinto... Posted by Hello

[ Alexandre O'neill ]


quarta-feira, janeiro 19, 2005

Da ironia do Google, parte II

alguém chegou ao meu pardieiro procurando no google por "vaca agridoce". Não encontrei numa receita com esse título mas para os interessados aqui fica uma de espetadas agridoces. À minha moda.

Ingredientes:
açúcar: 6 colheres de sopa
água: 5 colheres de sopa
amido de milho: 1 colher de sopa
ananás: 10 rodelas
conhaque: 3 colheres de sopa
molho inglês: 2 colheres de sopa
pimenta preta: 0,5 colher de café
pimento encarnado: 1
pimento verde: 1
polpa de tomate: 4 colheres de sopa
porco: 1 kg
sal: 3 colheres de chá
vinagre de vinho branco: 2 chávenas

Preparação:Corte a carne de porco em cubos. Tempere com sal, pimenta e junte o conhaque. Deixe descansar durante 45 minutos. Corte as fatias de ananás em quadrados. Corte os pimentos em metades, no sentido longitudinal, limpando as sementes. Depois, corte cada metade em fatias de 3 cm. Reserve. Prepare o molho agridoce. Coloque numa panela o vinagre, o tomate o molho inglês, 2 das colheres de sopa de água, o açúcar e o sal. Leve ao lume. Dissolva o amido de milho em 3 colheres de sopa de água e junte aos poucos ao molho. Quando o molho levantar fervura, é sinal que está pronto. Cozinhe apenas por mais um minuto ou dois para engrossar. Prepare as espetadas. Coloque no espeto os ingredientes: 1 pedaço de carne, 1 de ananás e 1 de pimento vermelho. Depois, repita a ordem, trocando o pimento vermelho pelo verde. Faça as espetadas nesta ordem. Leve à grelha e asse durante 15 minutos, pincelando sempre com o molho. Se sobrar um pouco de molho agridoce, sirva-o ao lado das espetadas.
Da ironia do Google

por que diabo é que alguém chega ao meu blogue pesquisando por "Trompa de Estáquio"? Se alguém me souber explicar sou todo ouvidos.

É possível admirar até à emoção um criador e não nos sentirmos incomodados com a sua personalidade ou moralidade errática? Dúvidas, tantas dúvidas.. Posted by Hello
Se me prometes mais "roulottes" ainda acabas por ter o meu voto Posted by Hello

terça-feira, janeiro 18, 2005

Premeie-se a persistência

o Grupo de Amigos de Olivença continua a ser o único grupo de maduros que utiliza a caixa de correio deste blogue. E eu em jeito de reconhecimento pelo seu apoio desde a primeira hora publico tudo o me enviam. Cá vai:

"Nota de Imprensa 2005/01


O Grupo dos Amigos de Olivença, em carta hoje enviada, lembrou aos partidos concorrentes às próximas eleições legislativas a actualidade da Questão de Olivença e deixou-lhes o apelo para que assumam a relevância do litígio e a necessidade de pugnarem pela sua resolução na Assembleia da República.
Para conhecimento, pedindo-se divulgação, transcreve-se o conteúdo da carta:

=/=

«No momento em que os portugueses vão eleger a próxima Assembleia da República, a Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença toma a liberdade de colocar as seguintes considerações:
«A Questão de Olivença continua actual: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território que continua a considerar, de jure, português.
«Na legislatura agora finda, apreciado o assunto em Plenário da Assembleia, foi, por todos os grupos parlamentares, ao sublinharem o respeito pela legalidade internacional, lembrado que o direito internacional continua a indicar Olivença como território português e expressa a vontade de que o Governo analise o litígio e encontre uma solução para o mesmo, como factor de grande utilidade no futuro das relações entre Portugal e Espanha.
«Entretanto o Governo português, em obediência ao comando constitucional, vem assinalando publicamente que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Não há muito, a então Senhora Ministra dos Negócios Estrangeiros, Dra. Teresa Patrício Gouveia, veio explicitar que «o Governo português se mantém fiel à doutrina político-jurídica do Estado português relativa ao território de Olivença».
«Todavia, apesar destas posições públicas, o Estado português continua, parece-nos, a subestimar a actualidade e relevância da Questão de Olivença e, nesse campo, a nosso ver, fraqueja na defesa do interesse nacional.
«Para o Grupo dos Amigos de Olivença, é escusado, é inadmissível e é insustentável prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude. A existência política da Questão de Olivença e o mal-estar que, aliás, traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja colocada ? sem subterfúgios ? na agenda diplomática.
«Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações com o país vizinho e prejudica outros interesses importantes. Primeiro, porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados; depois, porque a hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença.
«As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, Portugal assuma que é chegado o momento de resolver a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
«Por tudo isto, o Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de tantos portugueses, apela para que a Questão de Olivença esteja presente entre as preocupações dos candidatos e que na próxima legislatura, face às considerações expostas, os deputados eleitos, sustentando os direitos de Portugal, dêem uma contribuição decisiva na solução do litígio.


Lisboa, 17-01-2005.

A Direcção do GAO"
Tenho esta idiossincracia...quando começo a ouvi-los vai tudo de empreitada. Mesmo com a pior capa de sempre Posted by Hello
Uma desgraça nunca vem só

"Bryan Adams faz segundo concerto em Lisboa"

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Dos links

a formiga caminha no carreiro paulatinamente, pé ante pé. E vai somando formigueiros por onde gosta de passar e saborear. Caros dois leitores, o link que se segue leva aos Arquivos Mortos. Mas não se deixem enganar pelo nome, o blogue está vivo e recomendo-o. Sem mais.
Da construção de um preconceito

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.

A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o sovaram.
Depois de algumas sovas, o novo integrante do grupo já não subia a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da sova ao novato.
Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto.
Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a
bater naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...


é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, disse Albert Einstein.
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Pecadilho mortal

A inveja não é sentimento que se sinta mas quando o talento de terceiros nos esbofeteia não há muito a fazer...imperdíveis os trabalhos do ilustrador David Rankin Posted by Hello


Recordar é viver Posted by Hello


Carrocel dos esquisitos

Eles vieram a Lisboa no último sábado para dar mostras do habitual caleidoscópio de facas, seringas e dor. A malta agradece, mesmo que várias fábulas tenham ficado por cantar. Suponho que Charles Manson fique para a próxima, por enquanto marcha aqui no blogue

Tiannamen e o massacre de Pequim,
Pablo Escobar e o cartel de Medellin
Mais a queda do muro de Berlim
E a guerra do Saddam Hussein
Ou a disputa Gorbie - Ieltsin...

Não estava lá!
Não estava lá!
Não, não estava lá!

Na Primavera não estava em Praga.
No 25 de Abril estava em Braga,
Demasiado entretido a crescer
Para dar conta do que estava a acontecer.
Do que estava a acontecer.
Mas ouvi dizer que
Quando o Charles Manson sair da prisão
É que vai ser.
Parem o relógio!
Vamos todos para a revolução
Fazer a festa de cocktail na mão!
Parem o relógio!
Vamos todos aparecer na televisão
De Cocktail na mão!
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Mais uma vez senti que o fim-de-semana passou a voar. Que desconsolo, a 2ª feira já está aí aos murros à porta Posted by Hello
Teia de aranha

ver os dados estatísticos tem mesmo a sua piada, sobretudo quando se descobre que vieram parar ao nosso blogue com uma pesquisa no google intitulada "Pedro Namora". Para que conste eu nunca estive numa casa em Elvas nem chamei palhaço de merda a um autarca do Alvito.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Façam o que vos digo, camaladas

Enriquecer é maravilhoso terá dito a determinada altura o pequeno Deng (não confundir com doença dos trópicos e arrabaldes). O bilião de crias da Revolução levou isso a peito e começa a expandir-se em larga escala capitalista, como mostra o Le Monde de hoje. A globalização amarela vem disfarçada de perfume, dizem eles.
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A partir de 30 de Janeiro inicia-se mais um ciclo de música e dança para bebés aqui no Olga. Tragam os vossos pirralhos que a gente trata-lhes da saúde Posted by Hello
Lanzeira

Hoje estou tomado de uma imensa modorra que não me deixa postar. Diga-se que o cozido à portuguesa regado a vinho da casa também não ajuda. Maldita farinheira.