sexta-feira, janeiro 21, 2005
está visto que a tónica da campanha escolhida pelo partido dos Bourbon Ribeiro e afins é pautada pelo adjectivo "útil". Depois do cartaz em que o líder alce aparece com a armação a anunciar Voto----Útil, agora anuncia-se que "A Lealdade é útil ao País". Assim, sem mais. Quem quiser descodificar que use a metalinguagem. Está lá tudo. Este partido vai singrar porque é útil, serve para muita coisa. Faz-me lembrar um sketch de 1991 do Herman José em que Teresa Guilherme ingeria Bardajix 5, um lava-tudo que também era sumo de laranja e desinfectante para a higiene íntima, entre outras valências. Leal? Sempre!!
quinta-feira, janeiro 20, 2005
quarta-feira, janeiro 19, 2005
alguém chegou ao meu pardieiro procurando no google por "vaca agridoce". Não encontrei numa receita com esse título mas para os interessados aqui fica uma de espetadas agridoces. À minha moda.
Ingredientes:
açúcar: 6 colheres de sopa
água: 5 colheres de sopa
amido de milho: 1 colher de sopa
ananás: 10 rodelas
conhaque: 3 colheres de sopa
molho inglês: 2 colheres de sopa
pimenta preta: 0,5 colher de café
pimento encarnado: 1
pimento verde: 1
polpa de tomate: 4 colheres de sopa
porco: 1 kg
sal: 3 colheres de chá
vinagre de vinho branco: 2 chávenas
Preparação:Corte a carne de porco em cubos. Tempere com sal, pimenta e junte o conhaque. Deixe descansar durante 45 minutos. Corte as fatias de ananás em quadrados. Corte os pimentos em metades, no sentido longitudinal, limpando as sementes. Depois, corte cada metade em fatias de 3 cm. Reserve. Prepare o molho agridoce. Coloque numa panela o vinagre, o tomate o molho inglês, 2 das colheres de sopa de água, o açúcar e o sal. Leve ao lume. Dissolva o amido de milho em 3 colheres de sopa de água e junte aos poucos ao molho. Quando o molho levantar fervura, é sinal que está pronto. Cozinhe apenas por mais um minuto ou dois para engrossar. Prepare as espetadas. Coloque no espeto os ingredientes: 1 pedaço de carne, 1 de ananás e 1 de pimento vermelho. Depois, repita a ordem, trocando o pimento vermelho pelo verde. Faça as espetadas nesta ordem. Leve à grelha e asse durante 15 minutos, pincelando sempre com o molho. Se sobrar um pouco de molho agridoce, sirva-o ao lado das espetadas.
terça-feira, janeiro 18, 2005
o Grupo de Amigos de Olivença continua a ser o único grupo de maduros que utiliza a caixa de correio deste blogue. E eu em jeito de reconhecimento pelo seu apoio desde a primeira hora publico tudo o me enviam. Cá vai:
"Nota de Imprensa 2005/01
O Grupo dos Amigos de Olivença, em carta hoje enviada, lembrou aos partidos concorrentes às próximas eleições legislativas a actualidade da Questão de Olivença e deixou-lhes o apelo para que assumam a relevância do litígio e a necessidade de pugnarem pela sua resolução na Assembleia da República.
Para conhecimento, pedindo-se divulgação, transcreve-se o conteúdo da carta:
=/=
«No momento em que os portugueses vão eleger a próxima Assembleia da República, a Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença toma a liberdade de colocar as seguintes considerações:
«A Questão de Olivença continua actual: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território que continua a considerar, de jure, português.
«Na legislatura agora finda, apreciado o assunto em Plenário da Assembleia, foi, por todos os grupos parlamentares, ao sublinharem o respeito pela legalidade internacional, lembrado que o direito internacional continua a indicar Olivença como território português e expressa a vontade de que o Governo analise o litígio e encontre uma solução para o mesmo, como factor de grande utilidade no futuro das relações entre Portugal e Espanha.
«Entretanto o Governo português, em obediência ao comando constitucional, vem assinalando publicamente que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Não há muito, a então Senhora Ministra dos Negócios Estrangeiros, Dra. Teresa Patrício Gouveia, veio explicitar que «o Governo português se mantém fiel à doutrina político-jurídica do Estado português relativa ao território de Olivença».
«Todavia, apesar destas posições públicas, o Estado português continua, parece-nos, a subestimar a actualidade e relevância da Questão de Olivença e, nesse campo, a nosso ver, fraqueja na defesa do interesse nacional.
«Para o Grupo dos Amigos de Olivença, é escusado, é inadmissível e é insustentável prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude. A existência política da Questão de Olivença e o mal-estar que, aliás, traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja colocada ? sem subterfúgios ? na agenda diplomática.
«Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações com o país vizinho e prejudica outros interesses importantes. Primeiro, porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados; depois, porque a hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença.
«As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, Portugal assuma que é chegado o momento de resolver a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
«Por tudo isto, o Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de tantos portugueses, apela para que a Questão de Olivença esteja presente entre as preocupações dos candidatos e que na próxima legislatura, face às considerações expostas, os deputados eleitos, sustentando os direitos de Portugal, dêem uma contribuição decisiva na solução do litígio.
Lisboa, 17-01-2005.
A Direcção do GAO"
segunda-feira, janeiro 17, 2005
a formiga caminha no carreiro paulatinamente, pé ante pé. E vai somando formigueiros por onde gosta de passar e saborear. Caros dois leitores, o link que se segue leva aos Arquivos Mortos. Mas não se deixem enganar pelo nome, o blogue está vivo e recomendo-o. Sem mais.
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.
Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.
A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o sovaram.
Depois de algumas sovas, o novo integrante do grupo já não subia a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da sova ao novato.
Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto.
Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a
bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...
é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, disse Albert Einstein.

A inveja não é sentimento que se sinta mas quando o talento de terceiros nos esbofeteia não há muito a fazer...imperdíveis os trabalhos do ilustrador David Rankin
Eles vieram a Lisboa no último sábado para dar mostras do habitual caleidoscópio de facas, seringas e dor. A malta agradece, mesmo que várias fábulas tenham ficado por cantar. Suponho que Charles Manson fique para a próxima, por enquanto marcha aqui no blogue
Tiannamen e o massacre de Pequim,
Pablo Escobar e o cartel de Medellin
Mais a queda do muro de Berlim
E a guerra do Saddam Hussein
Ou a disputa Gorbie - Ieltsin...
Não estava lá!
Não estava lá!
Não, não estava lá!
Na Primavera não estava em Praga.
No 25 de Abril estava em Braga,
Demasiado entretido a crescer
Para dar conta do que estava a acontecer.
Do que estava a acontecer.
Mas ouvi dizer que
Quando o Charles Manson sair da prisão
É que vai ser.
Parem o relógio!
Vamos todos para a revolução
Fazer a festa de cocktail na mão!
Parem o relógio!
Vamos todos aparecer na televisão
De Cocktail na mão!
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Enriquecer é maravilhoso terá dito a determinada altura o pequeno Deng (não confundir com doença dos trópicos e arrabaldes). O bilião de crias da Revolução levou isso a peito e começa a expandir-se em larga escala capitalista, como mostra o Le Monde de hoje. A globalização amarela vem disfarçada de perfume, dizem eles.
quinta-feira, janeiro 13, 2005
Vi no Blogue de Esquerda que anda por aí a rodar uma petição que pede à RTP a edição em DVD da séria Duarte & Companhia. Eu já assinei. Haverá causa mais justa?
Na zona do Chiado uma carrinha da Câmara recolhe cães sem licença, nomeadamente aqueles que costumam adornar os espectáculos de freaks malabaristas. Um velhote observa a cena e murmura entre dentes "acho muito bem que recolham os cães. Agora só falta uma carrinha para levar os pretos". Alguém falou em país real?
quarta-feira, janeiro 12, 2005
"Comunicação social ignora iniciativa de apresentação de candidatos da CDU
Nota do Gabinete de Imprensa do PCP11 de Janeiro de 2005
A inexplicável ausência da maior parte dos órgãos de comunicação social (designadamente dos canais de televisão e de alguns importantes outros órgãos de informação) na importante iniciativa realizada pela CDU no passado domingo em Setúbal (Baixa da Banheira) e onde participaram mais de 2 000 pessoas com a presença do Secretário-geral do PCP não pode deixar de ser entendida no quadro de uma deliberada omissão e desvalorização verificada na cobertura mediática das acções de pré-campanha da CDU.Esta situação é, nos casos da RTP e RDP1, tão mais significativa quanto estes meios de comunicação social estão vinculados a princípios de serviço público de informação e portanto mais obrigados a critérios de pluralidade, ignoraram por completo, sem que haja critérios ou argumentos editoriais que o justifiquem, a agenda política do Secretário-geral do PCP do passado domingo, agravados no caso da RTP1 por no seu principal jornal (Jornal da Noite) terem marcado presença todas as outras forças e organizações políticas.
Refiro-vos ainda, pensando poder ajudar à análise que, no mesmo dia, o BE fez exactamente o mesmo que a CDU exactamente no mesmo distrito: teve foi só 200 pessoas (segundo a Comunicação Social) e passou em todas as televisões, incluindo intervenções de Francisco Louçã e Fernando Rosas, cabeça de lista pelo distrito. Inocente? Aliás, basta ver quase diariamente os jornais para verificar a campanha que está a ser feita para eleger Fernando Rosas, dando-lhe um protagonismo inacreditável. Apenas um exemplo: o DN, há dias, trazia uma página inteira com os duelos escaldantes (chamavam eles) nos vários distritos. Ora estes duelos traziam fotos dos candidatos do PS, PSD e por vezes do CDS. Da CDU trazia em Lisboa o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e nada mais. Em Setúbal, onde a CDU elege quatro deputados, apenas menos um que o PSD e quatro a mais que o BE (que não elege nenhum), o duelo escaldante era retratado com fotografias dos candidatos de PS e PSD e de Fernando Rosas. Nemmais nem menos! Isenção e seriedade, para que vos quero! Sintomático é também o exemplo do Porto: o Público analisava os resultados das últimas eleições no círculo eleitoral dizendo que o PS subira e o PSD descera relativamente às eleições antes dessas. Concluía a análise dizendo que o BE elegera um deputado e que esteve à beira de eleger o segundo. Importa referir que, apesar de o Público não o dizer, a CDU ficou à frente do BE, logo elegeu também um deputado e, obviamente, esteve mais próximo de eleger o segundo que o Bloco! Nem mais nem menos! Isenção e seriedade para que vos quero!E assim se criam dinâmicas de vitória e se forjam deputados e primeiros-ministros. Não é preciso recordar os debates semanais entre Santana e Sócrates na RTP quando nenhum deles era ainda líder dos respectivos partidos, pois não? "
anda por aí a circular em cadeia de email mas mesmo assim achei por bem dar-lhe relevo. Uma nova palavra assombra o léxico português. A saber:
Santanice (de Portug Santana) - acto ou acção de alguém que acaba sempre por prejudicar outro alguém e ser também ele prejudicado com esse acto ou acção, sem ter consciência disso. Forma de agir inopinada e irresponsável que prejudica toda a gente envolvida directa ou indirectamente na acção, sem que o autor tenha uma consciência absoluta dos consequências dessa acção - "fez-lhe uma santanice" " acabou por se santanizar" "se disse isso vai ser santanizado", estupidez, parvoíce, inexperiência, irresponsabilidade de grande dimensão, efeito negativo de algo dito ou feito por um inconsciente com poder para o fazer."













