segunda-feira, janeiro 03, 2005

Feliz Ano Novo em jeito de piada profissional Posted by Hello



Mais e mais links

começo o ano a acrescentar links. Nas casas que visito já está o Queimado no Momento, cuja situação de visita encoberta não lhe fazia justiça. A espreitar, assim possam ou queiram.
Regrrresssso às lides no novo ano

Algumas decisões de ano novo que espero fazer vingar. Quanto ao ano velho ficou lá atrás afogado em alcoól. A suivre.
É de 2004 mas marca o início do meu ano musical em 2005. Dead Kennedys em mood bossanova é de antologia. Obrigado Marta Keys Posted by Hello

sexta-feira, dezembro 31, 2004



Balanço, parte IIIPosted by Hello

Para encerrar os posts de 2004, o balanço musical, sem dúvida o mais difícil dado o consumo compulsivo a que me sujeito diariamente. Sei da existência de candidatos a melónamos muito mais obcecados, que os há, mas eu já tenho a minha quota parte. O último post do ano, e por se tratar de música, é naturalmente encabeçado pelos Pixies, cujo regresso a Portugal marcou o meu 2004. Exceptuando os discos do quarteto de Boston, os que mais rodaram cá em casa foram os seguintes:

Mão Morta - "Nus"

Clã - "Rosa Carne"

Tom Waits - "Real Gone"

Da Weasel - "Re-definições"

Beastie Boys - "To the 5 Boroughs"

Franz Ferdinand - "Franz Ferdinand"

Blasted Mechanism - "Namaste"

Yeah Yeah Yeahs - "Fever to Tell"

NERD - "Fly or Die"

Klezmatics - "Jews With Horns"

Na música não foi possível restringir-me a 5 discos...paciência. Um bom ano aos meus dois leitores e até já.
Segundo tópico do dito balanço - a literatura, essa carraça que não me larga os olhos. A shortlist era grande mas depois de muito trabalho de edição fiquei-me pelos 5 títulos da praxe, sem grandes pretensões...a saber:

"Meia-Noite ou o Princípio do Mundo" de Richard Zimler [Gótica] - um épico de amizade e amor fraterno em registo de romance de época, com os vícios e tibiezas humanas à vista de todos. Do mesmo autor d'O Último Cabalista de Lisboa, outra pérola que consumi nos últimos anos.

"Budapeste" de Chico Buarque [Dom Quixote] - Literatura em estado puro, quer na construção da trama, quer nas encruzilhadas vividas pelo personagem principal. De uma beleza extrema, condensada em meia dúzia de páginas. Há mesmo que ter inveja deste homem. Como se já não lhe bastasse a carreira musical, o charme, o jeito para o futebol, etc etc...

"O Cego de Sevilha" de Robert Wilson [Dom Quixote] - thriller psicológico com um investigador atormentado pela sombra paterna, revelada através de um diário. O serial killer que ciranda pelo livro é apenas um pretexto.

"O Cemitério dos Barcos Sem Nome" de Arturo Pérez-Reverte [ASA] - a arte de contar estórias de uma forma sublime e desassombrada. Ao dispor de quem o lê a fórmula mágica de Reverte, em que o vírus da aventura com reminiscências históricas se infiltra em personagens plausíveis do quotidiano.

"Sala de Montagem", de Louise Welsh [Teorema] - estreia auspiciosa de uma autora escocesa que povoa este livro com personagens no fio da navalha moral, sem fazer quaisquer juízos de valor. O registo de thriller serve como pretexto a uma narrativa que explora uma certa vivência urbana e subterrânea , conduzida por um personagem convenientemente humano. Logo, imperfeito.

quinta-feira, dezembro 30, 2004

"Noite Escura" de João Canijo Posted by Hello
"The Motorcycle Diaries" de Walter Salles Posted by Hello
"O Regresso" de Andrei Zviaguintsev Posted by Hello
"Les Triplettes de Belleville", de Sylvain Chomet Posted by Hello
"Lost in Translation" de Sofia Coppola Posted by Hello
Últimos cartuchos de 2004

os meus próximos posts serão os últimos deste ano e dizem respeito aos costumeiros "balanços" que se fazem nos mais variados suportes escritos, blogosfera incluída. Os próximos posts podiam chamar-se 5 posts 5 filmes e dizem respeito às 5 películas que mais me agradaram neste ano. Cá vai.
Natal em Washington Posted by Hello


Progressão na carreira segundo Scott Adams Posted by Hello


Ainda o Espírito de Natal, século XXI Posted by Hello


Boca a boca

Se há secção do jonral que me diverte à série é aquela dos inquéritos-relâmpago efectuados a saudáveis anónimos das nossas ruas. No Público de hoje pedia-se aos transeuntes que elegessem a Figura do Ano. Genilda Lima mostrou que vive na "twilight zone" e escolheu um tipo de cabelo impossível, que passou meio ano paralisado e que faz parte de uma equipa em permanente relação com o abismo. Não, caro leitor, ela não escolheu Santana Lopes. Escolheu Nuno Gomes.
Tios e mal-agradecidos

"Moradores e comerciantes querem ser indemnizados por José Sá Fernandes"

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Natal, século XXI Posted by Hello
Cartoon de Plantu no Le Monde Posted by Hello
Do absurdo

O britânico Guardian antecipa hoje uma série de lançamentos literários que irão decorrer em 2005, pondo a tónica numa tendência que faz lembrar a pergunta recusada para o "nosso" referendo europeu - a escolha de títulos absurdamente longos, quase em jeito de parágrafo. Eis um exemplo: "Sun Rising: Blood, Greed and Intrigue - How the King of Scots Won the Throne of England in 1603". Imagine-se o tamanho dos capítulos, se estes forem à proporção.
Esta semana no posto de escuta "The Dresden Dolls"



Uma descoberta na recta final do ano. Uma caldeirada de pop, música de cabaret à Kurt Weill e momentos de burlesco feminino tenso, muito tenso. Apesar do nome este duo vem de Boston, que fica já ali. E têm urgência em dar-nos música.

terça-feira, dezembro 28, 2004

O homem que queria dizer não sei quê

"Assim como assim, e depois de tudo o que se passou em 2004, que venha o novo ano e tudo o que nele vai acontecer. E que venha rápido, para se acabar com as incertezas.

Só os ingénuos é que acreditam que os anos seguintes são sempre melhores, ou piores que os anteriores. Na verdade, são apenas imprevisíveis. Tudo pode acontecer, de bom e mau.

E este 2005 está repleto de incógnitas. Para todos. Para cada um. Uns acreditam. Outros pedem coragem. E os demais mudanças. No final, feitas as contas, vai dar tudo ao mesmo. Mais coisa, menos coisa."

Luís Delgado no Diário Digital
Assim também eu controlava o défice

Por dificuldades de tesouraria, segundo a Segurança Social

"Pagamento dos subsídios de desemprego e de doença adiados para Janeiro"
Poesia Underground

Pois se se vive em terra de poetas também os moços do metropolitano têm direito à verve. E eis o que eles magicaram para esta quadra de Espiritualidade e Compras:

"Não vou de trenó
O Metro apanhei
Sou o Pai Natal
na Baixa comprei"

queimem os manucristos, atirem Cesário, Pessoa, Cesariny, Florbela, Sophia e Sá Carneiro à sarjeta. A vanguarda chegou em 2004 D.C. pela pena dos senhores dos túneis.
Hoje nas notícias

"Asteróide pode colidir com a Terra em 2029". Asteróide já se queixou da pouca sorte pois com tanto planeta a dar sopa logo havia de colidir com um calhau que tem o Alberto João Jardim, o João Braga e o George W.Bush a viver em simultâneo.
E temos de esperar até 20 de Fevereiro para nos livrarmos de ti?

Segundo titula o Público hoje na primeira página "Santana Lopes quer fazer campanha diferente". Propõe-se visitar aldeias recônditas e passar uma noite numa república coimbrã. Suponho que também andará pela Alfredo da Costa a fazer campanha pelas incubadoras. E por Guimarães a dar explicações sobre cabos de facas, que continuamente lhe enfiam nas costas. Ou quem sabe por Camarate a ver se tem direito ao martírio como aquele senhor que o assombra, e que não vou mencionar por respeito aos gentios com sobrenomes de ovinos.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Da Jugoslávia ainda em desagregação

Em 1999 só havia bons e maus. Do lado dos bons a NATO, liderada pelo economy-not-stupid Clinton e o UCK, exército de "libertação" albanês. Do lado dos maus Milosevic e o seu exército de genocidas. Palco de novelas infindáveis o Kosovo, como outras províncias jugoslavas, ainda surpreende os menos avisados. Segundo o Le Monde de hoje, o homem que hoje tem as rédeas do poder terá cometido um ou outro crime de guerra...mas pode não ser detido para não haver riscar de desestabilizar a região. Em vez de justiça cega temos no máximo uma justiça míope, está visto.
Recordar é viver mais uma e outra vez Posted by Hello
Natal é família

natal como sinónimo de amor, fraternidade, de encontro da família para uma espiritualidade maior. Mas note-se que o conceito de família válida não é muito largo para os moços que guardam o templo da herança de Cristo e da sua Igreja. Aqui ao lado os nossos vizinhos preparam legislação em relação aos casamentos homossexuais. Os sucessores de Pedro e os Apóstolos (sem conotação pop chunga) não vão na cantiga. Uma dica do Diário Ateísta.
Natal é gadanho

Dia 26, pela tarde. Espero para pagar o jornal na tabacaria dos armazéns do chiado. A voz da empregada altera-se e interpela uma senhora. "Não pode levar o suplemento sem comprar o jornal!!". A senhora, discreta e muda, volta a enfiar o suplemento no saco do expresso e desaparece num ápice. Até a entendo...quando se quer beber o leite para quê comprar a vaca toda?