Mais um "anexe"
Ali na coluna de visitas acrescentei outra divisão. Lautas memórias trazidas pelo Spectrum, máquina de sonhos com menos "K" que qualquer ficheirinho de Word. E ainda por cima estes revivalistas cheiram-me a vermelho. Sim, porque as cores também têm cheiro.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Do piloro ao duodeno
na edição desta semana da Visão Pedro Namora, o ex-casapiano que acumula com as funções de celebridade e militante do PCP, nega ter proferido as palavras "palhaço de merda" quando se dirigiu ao seu camarada do Alvito no congresso daquele partido. Pode não as ter proferido mas não admira que lhe colem tais impropérios uma vez que a sua projecção social vem de uma estória mal contada que envolvia wc, um rolo de papel higiénico e um senhor que gosta de parcas vermelhas.
na edição desta semana da Visão Pedro Namora, o ex-casapiano que acumula com as funções de celebridade e militante do PCP, nega ter proferido as palavras "palhaço de merda" quando se dirigiu ao seu camarada do Alvito no congresso daquele partido. Pode não as ter proferido mas não admira que lhe colem tais impropérios uma vez que a sua projecção social vem de uma estória mal contada que envolvia wc, um rolo de papel higiénico e um senhor que gosta de parcas vermelhas.
terça-feira, dezembro 21, 2004
Estoicismo da fé
todas as manhãs quando desembarco na Portela de Sintra um grupo de quase-anciãos testemunhas de Jeová aguenta estoicamente frio e chuva para tentar passar a boa nova do "Despertai". Olhamos aquele ar obstinado e percebemos que eles estão dispostos a dar tudo pela sua fé. Menos uma transfusão de sangue.
todas as manhãs quando desembarco na Portela de Sintra um grupo de quase-anciãos testemunhas de Jeová aguenta estoicamente frio e chuva para tentar passar a boa nova do "Despertai". Olhamos aquele ar obstinado e percebemos que eles estão dispostos a dar tudo pela sua fé. Menos uma transfusão de sangue.
Mazelas
Este domingo o meu ilustre companheiro de esférico De Nunes fracturou um osso na peladinha habitual do Grupo Desportivo Operário. Ainda dizem que o desporto faz bem à saúde...está bem está, já todos tínhamos ouvido da desgraça que assola os jogos de "solteiros e casados". Eu acho que foi mais grave porque ele é unido de facto e as Parcas não gostam dessas modernices.
Este domingo o meu ilustre companheiro de esférico De Nunes fracturou um osso na peladinha habitual do Grupo Desportivo Operário. Ainda dizem que o desporto faz bem à saúde...está bem está, já todos tínhamos ouvido da desgraça que assola os jogos de "solteiros e casados". Eu acho que foi mais grave porque ele é unido de facto e as Parcas não gostam dessas modernices.
segunda-feira, dezembro 20, 2004
O segredo está na fruta
vejo de forma bovina uma reportagem sobre a festa de natal dos alunos de apolo, ali a campo dórique, festa essa que todos os anos procura ajudar velhos e crianças necessitados. O porta-voz da colectividade é um castiço, vulgo "mitra", do bairro, com crucifixo de ouro na peitaça e tiques de cigano dos balcãs com sotaque marialva. Tal aparição tira-me os olhos do prato. Em boa hora porque logo de seguida, a fechar a reportagem, surge uma das "carenciadas", afiambrada a um grande ananás. Discursa em favor da solidariedade nesta época de boa-vontade. Mas a fruta ninguém lha tira, pois que já a agarrou pelo cachaço.
Um santo Natal lisboeta, é o que todos desejamos. E sempre sem largar a fruta.
vejo de forma bovina uma reportagem sobre a festa de natal dos alunos de apolo, ali a campo dórique, festa essa que todos os anos procura ajudar velhos e crianças necessitados. O porta-voz da colectividade é um castiço, vulgo "mitra", do bairro, com crucifixo de ouro na peitaça e tiques de cigano dos balcãs com sotaque marialva. Tal aparição tira-me os olhos do prato. Em boa hora porque logo de seguida, a fechar a reportagem, surge uma das "carenciadas", afiambrada a um grande ananás. Discursa em favor da solidariedade nesta época de boa-vontade. Mas a fruta ninguém lha tira, pois que já a agarrou pelo cachaço.
Um santo Natal lisboeta, é o que todos desejamos. E sempre sem largar a fruta.
sexta-feira, dezembro 17, 2004
Manhã torcida
Hoje pelas 8:30, hora a que costumo comprar a folha de couve, sofri um rude golpe. Pago o euro respectivo, lambo as beiças a pensar no suplemento e já dentro do metro a caminho de sete rios concluo "merda, não traz o inimigo público". Em vez de galhofa, azedume. É justo começar assim o dia? Não se admirem se amanhã o 24 Horas tiver a seguinte parangona "Jovem a rondar os 30 anos executa banho de sangue em tabacaria de Lisboa. Populares desconfiam que o mau humor vinha do dia anterior - uma questão de caracteres, afiançam".
Hoje pelas 8:30, hora a que costumo comprar a folha de couve, sofri um rude golpe. Pago o euro respectivo, lambo as beiças a pensar no suplemento e já dentro do metro a caminho de sete rios concluo "merda, não traz o inimigo público". Em vez de galhofa, azedume. É justo começar assim o dia? Não se admirem se amanhã o 24 Horas tiver a seguinte parangona "Jovem a rondar os 30 anos executa banho de sangue em tabacaria de Lisboa. Populares desconfiam que o mau humor vinha do dia anterior - uma questão de caracteres, afiançam".
quinta-feira, dezembro 16, 2004
New born
Por estes dias um amigalhaço do peito acaba de dar à luz mais uma janela de desabafos na blogosfera. A visitar com frequência que aquilo é gente de talento.
Por estes dias um amigalhaço do peito acaba de dar à luz mais uma janela de desabafos na blogosfera. A visitar com frequência que aquilo é gente de talento.
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Momentos de comédia a concelho
No clima que atravessamos poucos têm sido os motivos para esboçar sorrisos e muito menos gargalhar alarvemente (com excepção da demissão da incubadora imposta pelo caudilho); porém, o relato dos protestos em Canas de Senhorim feito pelo jornal Público atinge níveis de comicidade que hoje me fizeram passar por tontinho na carruagem do comboio. A sucessão de gags é imparável e destaca-se sobremaneira a intervenção histriónica e delirante do presidente da junta de freguesia de Canas, verdadeiro rolo compressor da utopia do poder local como forma de cidadania ideal e profícua. O relato completo está aqui.
No clima que atravessamos poucos têm sido os motivos para esboçar sorrisos e muito menos gargalhar alarvemente (com excepção da demissão da incubadora imposta pelo caudilho); porém, o relato dos protestos em Canas de Senhorim feito pelo jornal Público atinge níveis de comicidade que hoje me fizeram passar por tontinho na carruagem do comboio. A sucessão de gags é imparável e destaca-se sobremaneira a intervenção histriónica e delirante do presidente da junta de freguesia de Canas, verdadeiro rolo compressor da utopia do poder local como forma de cidadania ideal e profícua. O relato completo está aqui.
terça-feira, dezembro 14, 2004
David e Golias à moda das Caraíbas, ou como fracturar um joelho pode irritar um gajo
"Milhões" de cubanos mobilizados para manobras militares de aviso aos EUA
"Milhões" de cubanos mobilizados para manobras militares de aviso aos EUA
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