Anedota palestiniana
estão três membros de serviços secretos a conversar à entrada de uma floresta - um da CIA, um do KGB e um da MOSSAD. De repente, um coelho atravessa-se na sua frente e dispara para dentro da dita floresta. Diz o do KGB "aposto convosco em como sou o mais rápido a caçar o coelho". "Apostado", dizem os outros. O russo entra pela floresta e dez minutos depois volta com o bicho preso pelas orelhas. "Nada mau" dizem os outros dois. Largam o coelho e eis que o agente da CIA se embrenha pela mesma floresta. Cinco minutos volvidos e aí está ele com o coelho pelas orelhas. "espantoso" reconhecem os adversários. O coelho volta a ser solta e eis que o israelita corre atrás do dito. Passam 15, 20, 30 minutos e nada. O americano e o russo ficam intrigados e resolvem entrar na floresta em busca do parceiro. Chegados a uma clareira encontram o moço da MOSSAD a esbofetear violentamente um burro e a gritar "CONFESSA QUE ÉS UM COELHO, CONFESSA QUE ÉS UM COELHO!!"
quarta-feira, março 31, 2004
quinta-feira, março 25, 2004
Na livraria
- tem daqueles cursos simples para aprender inglês?
- sim, temos várias coisas...guias de conversação, cursos para computador...
- não eu queria daqueles com cassete, para ouvir
- sim, temos este "Aprenda inglês em 30 horas"
- é isso mesmo, eu quero aprender também a pronúncia das palavras e assim escutando é mais fácil...assim dá para um gajo exercitar mesmo a língua. É como com os minetes (sic), se um gajo não pratica a língua está tramado.
- Ahh....
- tem daqueles cursos simples para aprender inglês?
- sim, temos várias coisas...guias de conversação, cursos para computador...
- não eu queria daqueles com cassete, para ouvir
- sim, temos este "Aprenda inglês em 30 horas"
- é isso mesmo, eu quero aprender também a pronúncia das palavras e assim escutando é mais fácil...assim dá para um gajo exercitar mesmo a língua. É como com os minetes (sic), se um gajo não pratica a língua está tramado.
- Ahh....
quinta-feira, março 18, 2004
Na livraria
- desculpe, tem aquele livro novo da edite estrela?
- sim, temos. é este, "saber escrever, saber falar"
- posso dar uma vista de olhos?
- claro, esteja à vontade
(meia hora depois)
- amigo, desculpe lá, estive aqui a folhear o livro e só há duas páginas que me interessam. não haveria hipótese de me tirar umas fotocópias?
- (??!!!)
- desculpe, tem aquele livro novo da edite estrela?
- sim, temos. é este, "saber escrever, saber falar"
- posso dar uma vista de olhos?
- claro, esteja à vontade
(meia hora depois)
- amigo, desculpe lá, estive aqui a folhear o livro e só há duas páginas que me interessam. não haveria hipótese de me tirar umas fotocópias?
- (??!!!)
A trote
depois de uma reunião com ambientalistas, Santana afirmou que o hipódromo em monsanto permitirá servir a generalidade da população de Lisboa, logo desfrutar de um cavalo não será elitista daí em diante. Não vejo qual é a novidade - desde tenra idade todos percebemos que o cavalo está aí à mão de semear para qualquer um, seja no velho Casal, seja no eixo Martim Moniz-Anjos.
depois de uma reunião com ambientalistas, Santana afirmou que o hipódromo em monsanto permitirá servir a generalidade da população de Lisboa, logo desfrutar de um cavalo não será elitista daí em diante. Não vejo qual é a novidade - desde tenra idade todos percebemos que o cavalo está aí à mão de semear para qualquer um, seja no velho Casal, seja no eixo Martim Moniz-Anjos.
segunda-feira, março 15, 2004
sexta-feira, março 05, 2004
McDef
a malta dos hamburgueres e pepinos de conserva quis dar provas de caridade e, com a parceria da câmara municipal de Lisboa, resolveu oferecer às crianças de poucas posses algumas entradas para o Euro 2004. Gesto altruísta, parceria de grata memória que ficaria para a posteridade se não se desse o cado de mais um gesto de "clube do bolinha" - menino deficiente não entra. A vereadora com a área da educação assinou de cruz em carta para as escolas segundo o princípio "pobrezinhos sim, atrasadinhos não". Deu raia. E caldeirada, que é o melhor que se pode fazer com raia mas não se pode fazer com o McChicken. Pelos vistos, os McLads e a senhora Lopes da Costa estão com o mandatário eleitoral de Ferreira Torres, que há pouco tempo afirmava a certeza de que o desporto "serve para apurar a raça"...
a malta dos hamburgueres e pepinos de conserva quis dar provas de caridade e, com a parceria da câmara municipal de Lisboa, resolveu oferecer às crianças de poucas posses algumas entradas para o Euro 2004. Gesto altruísta, parceria de grata memória que ficaria para a posteridade se não se desse o cado de mais um gesto de "clube do bolinha" - menino deficiente não entra. A vereadora com a área da educação assinou de cruz em carta para as escolas segundo o princípio "pobrezinhos sim, atrasadinhos não". Deu raia. E caldeirada, que é o melhor que se pode fazer com raia mas não se pode fazer com o McChicken. Pelos vistos, os McLads e a senhora Lopes da Costa estão com o mandatário eleitoral de Ferreira Torres, que há pouco tempo afirmava a certeza de que o desporto "serve para apurar a raça"...
quarta-feira, março 03, 2004
Rock n' roll 2
Arautos da pista de dança encolham-se e tenham muito medo. O rock não pára de atacar e desta vez a carga de cavalaria vem das Highlands, mais propriamente Glasgow. Franz Ferdinand, rapaziada literata e de espírito rockeiro revivalista que vem adoçar os ouvidos da Europa continental. Thank you lads.
Arautos da pista de dança encolham-se e tenham muito medo. O rock não pára de atacar e desta vez a carga de cavalaria vem das Highlands, mais propriamente Glasgow. Franz Ferdinand, rapaziada literata e de espírito rockeiro revivalista que vem adoçar os ouvidos da Europa continental. Thank you lads.
terça-feira, março 02, 2004
Rock n'roll
Dia 11 aquela loja de artigos de cultura cujo nome começa por F e acaba em C, com as letras N e A pelo meio, vai albergar um concerto de rock n'roll. Vai ser na loja do Chiado e o som vai ser espalhado pelos Baradudu. Um terço da formação da banda (ou seja uma pessoa) trabalha comigo na livraria pelo que já tive acesso à maquete. É de ouvir, se há etiquetas do estilo pós-rock, p-funk e afins esqueçam...ouçam mas é os Baradudu.
Dia 11 aquela loja de artigos de cultura cujo nome começa por F e acaba em C, com as letras N e A pelo meio, vai albergar um concerto de rock n'roll. Vai ser na loja do Chiado e o som vai ser espalhado pelos Baradudu. Um terço da formação da banda (ou seja uma pessoa) trabalha comigo na livraria pelo que já tive acesso à maquete. É de ouvir, se há etiquetas do estilo pós-rock, p-funk e afins esqueçam...ouçam mas é os Baradudu.
Mordomias
o incontornável 24 horas revela que josé castelo branco - também conhecido como o michael jackson português - apresentou queixa contra o seu mordomo por este lhe ter atirado com o ferro de engomar. Duas notas:
- que falta de originalidade, apontar como culpado o mordomo
- que pena não lhe ter acertado
o incontornável 24 horas revela que josé castelo branco - também conhecido como o michael jackson português - apresentou queixa contra o seu mordomo por este lhe ter atirado com o ferro de engomar. Duas notas:
- que falta de originalidade, apontar como culpado o mordomo
- que pena não lhe ter acertado
quinta-feira, fevereiro 26, 2004
Coelhices
O grandiloquente Eduardo Prado Coelho, intelectual da nossa praça com direito a sigla reconhecível pelo(s) público(s) - EPC - escreve hoje a sua habitual coluna no jornal também ele público mas com letra Grande. A sua leitura despertou-me um certo sentido matemático que vai não volta me desperta e eis que já contei as linhas da dita coluna. São 83. Dessas, 43 saíram da pena de EPC (não sei se estão a ver quem é) e 40 saíram das páginas da Grande Reportagem, revista que foi sujeita a tratamento de endocrinologia e que actualmente é distribuída com o Diário de Notícias.
Perante o sucedido raciocino "EPC (não sei se estão a ver quem é) estará a escrever em regime de trabalho temporário, folgazão e sem direitos? Existirá o regime de cronista a meio tempo ou a 50%? Como é que ele fará os descontos para a (in)segurança social?"
O grandiloquente Eduardo Prado Coelho, intelectual da nossa praça com direito a sigla reconhecível pelo(s) público(s) - EPC - escreve hoje a sua habitual coluna no jornal também ele público mas com letra Grande. A sua leitura despertou-me um certo sentido matemático que vai não volta me desperta e eis que já contei as linhas da dita coluna. São 83. Dessas, 43 saíram da pena de EPC (não sei se estão a ver quem é) e 40 saíram das páginas da Grande Reportagem, revista que foi sujeita a tratamento de endocrinologia e que actualmente é distribuída com o Diário de Notícias.
Perante o sucedido raciocino "EPC (não sei se estão a ver quem é) estará a escrever em regime de trabalho temporário, folgazão e sem direitos? Existirá o regime de cronista a meio tempo ou a 50%? Como é que ele fará os descontos para a (in)segurança social?"
Girabola
sim, é verdade, levantei-me às 08 da manhã para rumar ao Porto com mais quatro personagens. Sim, fomos almoçar alarvemente à boa nortenha e ao final do dia bola com fartura. Sim, conheci o novo estádio do dragão e surpreendeu-me a sobriedade e o bem-fazer. Sim, os ingleses fazem arrepiar o pelo com o entusiasmo que demonstram pelos seus artistas do cautchu. Sim, vibrei ao ver o meu clube a bater-se com galhardia perante um dos grandes da Europa. E ganhar. Foi um dia cheio com direito a esplanadas em Gaia, chuva de auto-estrada e regresso tardio. Cheguei a casa, bastante confortado. A bola também dá dias assim.
sim, é verdade, levantei-me às 08 da manhã para rumar ao Porto com mais quatro personagens. Sim, fomos almoçar alarvemente à boa nortenha e ao final do dia bola com fartura. Sim, conheci o novo estádio do dragão e surpreendeu-me a sobriedade e o bem-fazer. Sim, os ingleses fazem arrepiar o pelo com o entusiasmo que demonstram pelos seus artistas do cautchu. Sim, vibrei ao ver o meu clube a bater-se com galhardia perante um dos grandes da Europa. E ganhar. Foi um dia cheio com direito a esplanadas em Gaia, chuva de auto-estrada e regresso tardio. Cheguei a casa, bastante confortado. A bola também dá dias assim.
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
Justiça no porta-moedas
Finalmente abriu a primeira loja de Comércio Justo em Lisboa, depois da experiência com um quiosque no Campo Grande. O conceito e a forma do comércio justo é sustentado entre nós pela Cores do Globo, associação que luta pela diginidade económuica dos produtores de países em vias de desenvolvimento (sempre estrangulados pelas margens absurdas dos intermediários).
A loja é na Rua de São José, cerca de um quarteirão acima do Coliseu de Lisboa, e funciona de segunda a sábado. Caros leitores, toca a fazer uma visita de consumo responsável.
Já agora, o caril que lá se vende é do filet-mignon
Finalmente abriu a primeira loja de Comércio Justo em Lisboa, depois da experiência com um quiosque no Campo Grande. O conceito e a forma do comércio justo é sustentado entre nós pela Cores do Globo, associação que luta pela diginidade económuica dos produtores de países em vias de desenvolvimento (sempre estrangulados pelas margens absurdas dos intermediários).
A loja é na Rua de São José, cerca de um quarteirão acima do Coliseu de Lisboa, e funciona de segunda a sábado. Caros leitores, toca a fazer uma visita de consumo responsável.
Já agora, o caril que lá se vende é do filet-mignon
Litera dura
Sim, já faço parte das dezenas de milhar de portugueses que leram o Equador do Sousa Tavares. Acabei por ler num ápice algo que demorei meses a encarar, num processo que classifico de "ervilhas e ovos escalfados". As páginas foram sendo engolidas sem dificuldade mas também sem grande sabor, excepção feita a pequenos resquícios de refogado. Ervilha atrás de ervilha, página atrás de página até encontrar um final escalfado. O aproximar do ovo prendeu-me, é verdade, as ervilhas derraparam e aproximaram-se em vertigem de todas as direcções do prato.
O desenlace de gema e clara é interessante, não há lamechices de pinto frustrado. Se não pode comer pão de mafra e fumeiro de barrancos e não gosta de bimbo ou panrico opte pelo meio termo - consuma o Equador. Palavra de ervilha.
Sim, já faço parte das dezenas de milhar de portugueses que leram o Equador do Sousa Tavares. Acabei por ler num ápice algo que demorei meses a encarar, num processo que classifico de "ervilhas e ovos escalfados". As páginas foram sendo engolidas sem dificuldade mas também sem grande sabor, excepção feita a pequenos resquícios de refogado. Ervilha atrás de ervilha, página atrás de página até encontrar um final escalfado. O aproximar do ovo prendeu-me, é verdade, as ervilhas derraparam e aproximaram-se em vertigem de todas as direcções do prato.
O desenlace de gema e clara é interessante, não há lamechices de pinto frustrado. Se não pode comer pão de mafra e fumeiro de barrancos e não gosta de bimbo ou panrico opte pelo meio termo - consuma o Equador. Palavra de ervilha.
domingo, fevereiro 22, 2004
quinta-feira, fevereiro 19, 2004
Caribe
Perante mais um festival gastronómico de catana & matança que actualmente decorre no Haiti, Colin Powell criticou a actuação do presidente Jean Bertrand Aristide (por acaso também ele um golpista), salvaguardando porém que um regime não deve ser deposto pela força. Ficámos assim a saber que a entrada no Iraque se fez por convite expresso de Saddam e não por uma revoltante acção militar.
Perante mais um festival gastronómico de catana & matança que actualmente decorre no Haiti, Colin Powell criticou a actuação do presidente Jean Bertrand Aristide (por acaso também ele um golpista), salvaguardando porém que um regime não deve ser deposto pela força. Ficámos assim a saber que a entrada no Iraque se fez por convite expresso de Saddam e não por uma revoltante acção militar.
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