Marianices
Fátima estuda afincadamente a hipótese de construír um centro de congressos, capitalizando os fluxos de visitantes que acorrem ao santuário ano após ano. A vingar esta hipótese, deixo sugestões para os primeiros encontros, a patrocinar pelo comendador Rocha de Matos, presidente da Associação Industrial Portuguesa:
- "A indústria dos milagres - que futuro?"
- "Aparições na A1 e o perigo de acidentes"
- "Alcoolismo e visões - que relação?"
- "As grades de irmã Lúcia - escolha ou imposição?"
- "Os ex-votos e a Arte Moderna"
segunda-feira, janeiro 05, 2004
sexta-feira, janeiro 02, 2004
Na Livraria
- Boa tarde. Estou à procura de um livro novo de que não me lembro o nome mas que é de uma autora portuguesa...que tem dois filhos
- E...?
- Também escreve numa revista...e é casada com um homem muito conhecido
- Ah bom...............................(....)...............será a Laurinda Alves? Ela tem um livro novo...
- É isso mesmo, deve ser giro, até vi um anúncio dentro do metro!
- Boa tarde. Estou à procura de um livro novo de que não me lembro o nome mas que é de uma autora portuguesa...que tem dois filhos
- E...?
- Também escreve numa revista...e é casada com um homem muito conhecido
- Ah bom...............................(....)...............será a Laurinda Alves? Ela tem um livro novo...
- É isso mesmo, deve ser giro, até vi um anúncio dentro do metro!
Top sons
top ainda mais difícil dada a diversidade e o constante acesso a novos e velhos sons. porém, posso adiantar que os cinco discos com mais "air play" cá por casa em 2003 foram:
"Franks wild years" de Tom Waits (já tem 16 anos mas e então?)
"100% window" dos Massive Attack
"Everyday" da Cinematic Orchestra
"Irmão do Meio" de Sérgio Godinho
"Gotham" dos Radio 4
top ainda mais difícil dada a diversidade e o constante acesso a novos e velhos sons. porém, posso adiantar que os cinco discos com mais "air play" cá por casa em 2003 foram:
"Franks wild years" de Tom Waits (já tem 16 anos mas e então?)
"100% window" dos Massive Attack
"Everyday" da Cinematic Orchestra
"Irmão do Meio" de Sérgio Godinho
"Gotham" dos Radio 4
quinta-feira, janeiro 01, 2004
Top Letras
Com o consequente acréscimo no acesso à literatura, motivado pela mudança de profissão, o consumo de letras subiu exponencialmente, o que torna a escolha difícil. aqui vão os 5 mais:
"sombras de sombras" de Ignacio Padilla
"requiem pelo leste" de Andreï Makine"
"cem anos de solidão" de García Marquéz
"o último cabalista de lisboa" de Richard Zimler
"a tábua de flandres" de Arturo Pérez-Reverte
Com o consequente acréscimo no acesso à literatura, motivado pela mudança de profissão, o consumo de letras subiu exponencialmente, o que torna a escolha difícil. aqui vão os 5 mais:
"sombras de sombras" de Ignacio Padilla
"requiem pelo leste" de Andreï Makine"
"cem anos de solidão" de García Marquéz
"o último cabalista de lisboa" de Richard Zimler
"a tábua de flandres" de Arturo Pérez-Reverte
Top
imbuído do espírito de balanço que normalmente assola esta época do ano, vou passar a enumerar alguns produtos de cultura popular que me acompanharam em 2003. começo pelos 5 filmes de que mais gostei no ano ora findo.
"Mystic River" de Clint Eastwood
"Good-bye Lenin" de Wolfgang Becker
"25th Hour" de Spike Lee
"Cidade de Deus" de Fernando Meirelles
"O Pianista" de Roman Polanski
como sempre, houve muitas filmes em que pensei "tenho de ir ver isto" e não aconteceu...é o costume, há sempre que melhorar
imbuído do espírito de balanço que normalmente assola esta época do ano, vou passar a enumerar alguns produtos de cultura popular que me acompanharam em 2003. começo pelos 5 filmes de que mais gostei no ano ora findo.
"Mystic River" de Clint Eastwood
"Good-bye Lenin" de Wolfgang Becker
"25th Hour" de Spike Lee
"Cidade de Deus" de Fernando Meirelles
"O Pianista" de Roman Polanski
como sempre, houve muitas filmes em que pensei "tenho de ir ver isto" e não aconteceu...é o costume, há sempre que melhorar
terça-feira, dezembro 23, 2003
Casa Pia
Ritto quer frente-a-frente com Bibi. Com os antecedentes destes meninos, percebo que nenhum queira estar de costas.
Ritto quer frente-a-frente com Bibi. Com os antecedentes destes meninos, percebo que nenhum queira estar de costas.
quinta-feira, dezembro 18, 2003
Crise
No mesmo dia da semana passada assinei o abaixo-assinado dos trabalhadores da Carris e o abaixo-assinado dos trabalhadores do Pingo Doce/Fórum Tivoli. Passado uns dias chega-me o flyer da Sorefame à porta do metro. "Se permitisse o encerramento da Sorefame Portugal ficaria mais pobre! Só a luta pode obrigar Governo e Patronato a cederem". Oh meus senhores, que alarmismo. Então e o potencial dos novos estádios de futebol?
No mesmo dia da semana passada assinei o abaixo-assinado dos trabalhadores da Carris e o abaixo-assinado dos trabalhadores do Pingo Doce/Fórum Tivoli. Passado uns dias chega-me o flyer da Sorefame à porta do metro. "Se permitisse o encerramento da Sorefame Portugal ficaria mais pobre! Só a luta pode obrigar Governo e Patronato a cederem". Oh meus senhores, que alarmismo. Então e o potencial dos novos estádios de futebol?
Música à portuguesa
é verdadeiro e irreversível. Gimba abandonou os Irmãos Catita. O património musical empobrece. Quem vai agora cantar "nem vem que não tem"?
é verdadeiro e irreversível. Gimba abandonou os Irmãos Catita. O património musical empobrece. Quem vai agora cantar "nem vem que não tem"?
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Na livraria
- desculpe, chefe, posso ver aquele livro do Beckham que está na montra?
- sim, claro. é a autobiografia.
- não sabia que já tinha saído...
- sim, em Portugal ainda só saiu a edição em inglês, que é esta que temos aqui.
- oh pá atão deixe estar! se em português já é difícil, quanto mais em inglês! obrigadinho
- desculpe, chefe, posso ver aquele livro do Beckham que está na montra?
- sim, claro. é a autobiografia.
- não sabia que já tinha saído...
- sim, em Portugal ainda só saiu a edição em inglês, que é esta que temos aqui.
- oh pá atão deixe estar! se em português já é difícil, quanto mais em inglês! obrigadinho
Camarada
Alarme! Saddam não passaria apenas por vendedor da Cais! Saddam e Karl Marx são a mesma pessoa. Nunca os vi juntos.
Alarme! Saddam não passaria apenas por vendedor da Cais! Saddam e Karl Marx são a mesma pessoa. Nunca os vi juntos.
Pódio
A oferta aumenta, há mais e melhores autores e títulos publicados, assim como se franquearam as portas da edição a muito "junk book", algo semelhante à "junk food" mas com um cheiro menos intenso.
No meio destas cogitações olho para o top de dezembro da modesta casa livreira onde trabalho e constato:
1º "Guerra em Directo" de Carlos Fino
2º "Nunca ninguém sabe - a luta contra o cancro" de Simone de Oliveira
3º "Equador" de Miguel Sousa Tavares
Pergunto: o que é feito dos escritores?
A oferta aumenta, há mais e melhores autores e títulos publicados, assim como se franquearam as portas da edição a muito "junk book", algo semelhante à "junk food" mas com um cheiro menos intenso.
No meio destas cogitações olho para o top de dezembro da modesta casa livreira onde trabalho e constato:
1º "Guerra em Directo" de Carlos Fino
2º "Nunca ninguém sabe - a luta contra o cancro" de Simone de Oliveira
3º "Equador" de Miguel Sousa Tavares
Pergunto: o que é feito dos escritores?
domingo, dezembro 14, 2003
Na livraria
- Olhe vou levar esse filme aí do Chaplin!
- O Tempos Modernos?
- Sim, esse, o filme é demais. O Chaplin é o maior homem de sempre, a seguir ao meu pai
- (...)
- E isto aqui, o que é?
- É o almanaque do Benfica, lançado a propósito do centenário...
- Se eu tivesse muito dinheiro sabe o que é que eu fazia? Comprava-os todos e queimava-os!!
- Ah sim?
- Sim era isto do Benfica e o jornal do PCP. o Avante. No dia em que aquilo sai, se tivesse muito dinheiro, comprava-os e queimava-os todos para ninguém ler aquilo!!!
- (??! medo)
- Olhe vou levar esse filme aí do Chaplin!
- O Tempos Modernos?
- Sim, esse, o filme é demais. O Chaplin é o maior homem de sempre, a seguir ao meu pai
- (...)
- E isto aqui, o que é?
- É o almanaque do Benfica, lançado a propósito do centenário...
- Se eu tivesse muito dinheiro sabe o que é que eu fazia? Comprava-os todos e queimava-os!!
- Ah sim?
- Sim era isto do Benfica e o jornal do PCP. o Avante. No dia em que aquilo sai, se tivesse muito dinheiro, comprava-os e queimava-os todos para ninguém ler aquilo!!!
- (??! medo)
quarta-feira, dezembro 10, 2003
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Ministério
as invasões mongóis sucessivas, o reinado de Ivan O Terrível, homicida do próprio filho, a guerra com os turcos, os massacres czaristas, a 1ª guerra mundial, os tumultos da Revolução de Outubro, seguida de guerra civil até 1922, as purgas de Estaline, os 20 milhões de mortos da 2ª guerra mundial, o KGB, o desastre do Afeganistão, Tchernobyl, o desastre das duas guerras na Tchechénia, os atentados de 1999 em Moscovo, o Kursk, o assalto ao teatro com gaseificação dos presentes, o incêndio dramático da residência de estudantes, a explosão de um comboio há uns dias atrás...com tal historial não admira que a Rússia tenha um Ministro para as Situações de Emergência, recentemente mostrado aos media. Há povos definitivamente talhados para a tragédia...Rússia = Timor??
as invasões mongóis sucessivas, o reinado de Ivan O Terrível, homicida do próprio filho, a guerra com os turcos, os massacres czaristas, a 1ª guerra mundial, os tumultos da Revolução de Outubro, seguida de guerra civil até 1922, as purgas de Estaline, os 20 milhões de mortos da 2ª guerra mundial, o KGB, o desastre do Afeganistão, Tchernobyl, o desastre das duas guerras na Tchechénia, os atentados de 1999 em Moscovo, o Kursk, o assalto ao teatro com gaseificação dos presentes, o incêndio dramático da residência de estudantes, a explosão de um comboio há uns dias atrás...com tal historial não admira que a Rússia tenha um Ministro para as Situações de Emergência, recentemente mostrado aos media. Há povos definitivamente talhados para a tragédia...Rússia = Timor??
Correio
é verdade e oficial: recebi o meu primeiro email na caixa postal deste blogue. ao ver "you have one unread message" pensei quem é que teria tido a desfaçatez de me escrever? algum amigo, conhecido, desconhecido, algum vendedor de enciclopédias? não. trata-se de um comunicado dos Amigos de Olivença, aquela rapaziada que pugna pela devolução da mesma à pátria de Afonso Henriques, Vasco da Gama e Bibi.
Respeitando o propósito do correio do blogue, aqui reproduzo integralmente (em director's cut) a dita mensagem:
1.
No momento em que se reúnem o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-Ministro de Portugal, no âmbito da XIX Cimeira Luso-Espanhola, o Grupo dos Amigos de Olivença endereçou a cada um daqueles Governantes uma carta em que formulou as seguintes considerações e reptos:
a.
A Questão de Olivença continua por resolver: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português.
Designadamente, a Assembleia da República tem o assunto para discussão em Plenário, decisões recentes dos Tribunais portugueses lembraram que o conflito exige solução pela via diplomática e, facto inusitado entre dois Estados europeus, não é reconhecida a fronteira nem estão fixados os limites entre os dois países, na zona, ao longo de dezenas de quilómetros.
O assunto é tema na imprensa internacional e suscita a atenção das chancelarias. Em Espanha, enquanto sectores político-diplomáticos autorizados associam agora a situação de Olivença aos casos de Gibraltar, Ceuta e Melilha, outros evidenciam incomodidade e nervosismo, tudo abundantemente reflectido na comunicação social.
Inquestionavelmente, a Questão de Olivença está presente na realidade política Luso-Espanhola.
b.
O Governo português, conforme o comando constitucional, tem, repetido que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Se o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que «temos um problema mas temos de o resolver», também a actual Senhora Ministra recentemente, enquanto Deputada, manifestou a sua preocupação pela defesa dos direitos portugueses sobre Olivença...
c.
O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento.
Se o confronto se evidencia, aparentemente, em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral têm causa na natural persistência da Questão de Olivença.
d.
É escusado, é inadmissível e é insustentável, prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude.
A existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja inscrita – sem subterfúgios – na agenda diplomática Luso-Espanhola.
Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações entre Portugal e Espanha e prejudica outros interesses importantes. Uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados. A hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença.
e.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, ambos os Estados assumam finalmente que é chegado o momento de colocar a Questão de Olivença na agenda diplomática peninsular e dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
f.
O Grupo dos Amigos de Olivença tem lutado e continuará a lutar para que os dois Estados peninsulares, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de tantos portugueses, aguarda que o Estado espanhol reconheça publicamente a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas, que o Estado português sustente os seus direitos e que ambos dêem um passo adiante na resolução da Questão de Olivença.
2.
O Grupo dos Amigos de Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes que, no pleno exercício dos seus direitos, se manifestem e tornem público o seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa.
Lisboa, 6 de Novembro de 2003.
A Direcção.
Com isto tudo volta-me à cabeça o slogan que vi destes castiços no último 1º de Dezembro "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença".
Ou ainda um protesto a nível local e municipal em que os habitantes de Trofa, com desejo de elevar-se a si mesmos a concelho, gritavam "Trofa = Timor".
é verdade e oficial: recebi o meu primeiro email na caixa postal deste blogue. ao ver "you have one unread message" pensei quem é que teria tido a desfaçatez de me escrever? algum amigo, conhecido, desconhecido, algum vendedor de enciclopédias? não. trata-se de um comunicado dos Amigos de Olivença, aquela rapaziada que pugna pela devolução da mesma à pátria de Afonso Henriques, Vasco da Gama e Bibi.
Respeitando o propósito do correio do blogue, aqui reproduzo integralmente (em director's cut) a dita mensagem:
1.
No momento em que se reúnem o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-Ministro de Portugal, no âmbito da XIX Cimeira Luso-Espanhola, o Grupo dos Amigos de Olivença endereçou a cada um daqueles Governantes uma carta em que formulou as seguintes considerações e reptos:
a.
A Questão de Olivença continua por resolver: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português.
Designadamente, a Assembleia da República tem o assunto para discussão em Plenário, decisões recentes dos Tribunais portugueses lembraram que o conflito exige solução pela via diplomática e, facto inusitado entre dois Estados europeus, não é reconhecida a fronteira nem estão fixados os limites entre os dois países, na zona, ao longo de dezenas de quilómetros.
O assunto é tema na imprensa internacional e suscita a atenção das chancelarias. Em Espanha, enquanto sectores político-diplomáticos autorizados associam agora a situação de Olivença aos casos de Gibraltar, Ceuta e Melilha, outros evidenciam incomodidade e nervosismo, tudo abundantemente reflectido na comunicação social.
Inquestionavelmente, a Questão de Olivença está presente na realidade política Luso-Espanhola.
b.
O Governo português, conforme o comando constitucional, tem, repetido que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Se o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que «temos um problema mas temos de o resolver», também a actual Senhora Ministra recentemente, enquanto Deputada, manifestou a sua preocupação pela defesa dos direitos portugueses sobre Olivença...
c.
O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento.
Se o confronto se evidencia, aparentemente, em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral têm causa na natural persistência da Questão de Olivença.
d.
É escusado, é inadmissível e é insustentável, prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude.
A existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja inscrita – sem subterfúgios – na agenda diplomática Luso-Espanhola.
Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações entre Portugal e Espanha e prejudica outros interesses importantes. Uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados. A hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença.
e.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, ambos os Estados assumam finalmente que é chegado o momento de colocar a Questão de Olivença na agenda diplomática peninsular e dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
f.
O Grupo dos Amigos de Olivença tem lutado e continuará a lutar para que os dois Estados peninsulares, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de tantos portugueses, aguarda que o Estado espanhol reconheça publicamente a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas, que o Estado português sustente os seus direitos e que ambos dêem um passo adiante na resolução da Questão de Olivença.
2.
O Grupo dos Amigos de Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes que, no pleno exercício dos seus direitos, se manifestem e tornem público o seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa.
Lisboa, 6 de Novembro de 2003.
A Direcção.
Com isto tudo volta-me à cabeça o slogan que vi destes castiços no último 1º de Dezembro "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença".
Ou ainda um protesto a nível local e municipal em que os habitantes de Trofa, com desejo de elevar-se a si mesmos a concelho, gritavam "Trofa = Timor".
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