Casa Pia
Ritto quer frente-a-frente com Bibi. Com os antecedentes destes meninos, percebo que nenhum queira estar de costas.
terça-feira, dezembro 23, 2003
quinta-feira, dezembro 18, 2003
Crise
No mesmo dia da semana passada assinei o abaixo-assinado dos trabalhadores da Carris e o abaixo-assinado dos trabalhadores do Pingo Doce/Fórum Tivoli. Passado uns dias chega-me o flyer da Sorefame à porta do metro. "Se permitisse o encerramento da Sorefame Portugal ficaria mais pobre! Só a luta pode obrigar Governo e Patronato a cederem". Oh meus senhores, que alarmismo. Então e o potencial dos novos estádios de futebol?
No mesmo dia da semana passada assinei o abaixo-assinado dos trabalhadores da Carris e o abaixo-assinado dos trabalhadores do Pingo Doce/Fórum Tivoli. Passado uns dias chega-me o flyer da Sorefame à porta do metro. "Se permitisse o encerramento da Sorefame Portugal ficaria mais pobre! Só a luta pode obrigar Governo e Patronato a cederem". Oh meus senhores, que alarmismo. Então e o potencial dos novos estádios de futebol?
Música à portuguesa
é verdadeiro e irreversível. Gimba abandonou os Irmãos Catita. O património musical empobrece. Quem vai agora cantar "nem vem que não tem"?
é verdadeiro e irreversível. Gimba abandonou os Irmãos Catita. O património musical empobrece. Quem vai agora cantar "nem vem que não tem"?
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Na livraria
- desculpe, chefe, posso ver aquele livro do Beckham que está na montra?
- sim, claro. é a autobiografia.
- não sabia que já tinha saído...
- sim, em Portugal ainda só saiu a edição em inglês, que é esta que temos aqui.
- oh pá atão deixe estar! se em português já é difícil, quanto mais em inglês! obrigadinho
- desculpe, chefe, posso ver aquele livro do Beckham que está na montra?
- sim, claro. é a autobiografia.
- não sabia que já tinha saído...
- sim, em Portugal ainda só saiu a edição em inglês, que é esta que temos aqui.
- oh pá atão deixe estar! se em português já é difícil, quanto mais em inglês! obrigadinho
Camarada
Alarme! Saddam não passaria apenas por vendedor da Cais! Saddam e Karl Marx são a mesma pessoa. Nunca os vi juntos.
Alarme! Saddam não passaria apenas por vendedor da Cais! Saddam e Karl Marx são a mesma pessoa. Nunca os vi juntos.
Pódio
A oferta aumenta, há mais e melhores autores e títulos publicados, assim como se franquearam as portas da edição a muito "junk book", algo semelhante à "junk food" mas com um cheiro menos intenso.
No meio destas cogitações olho para o top de dezembro da modesta casa livreira onde trabalho e constato:
1º "Guerra em Directo" de Carlos Fino
2º "Nunca ninguém sabe - a luta contra o cancro" de Simone de Oliveira
3º "Equador" de Miguel Sousa Tavares
Pergunto: o que é feito dos escritores?
A oferta aumenta, há mais e melhores autores e títulos publicados, assim como se franquearam as portas da edição a muito "junk book", algo semelhante à "junk food" mas com um cheiro menos intenso.
No meio destas cogitações olho para o top de dezembro da modesta casa livreira onde trabalho e constato:
1º "Guerra em Directo" de Carlos Fino
2º "Nunca ninguém sabe - a luta contra o cancro" de Simone de Oliveira
3º "Equador" de Miguel Sousa Tavares
Pergunto: o que é feito dos escritores?
domingo, dezembro 14, 2003
Na livraria
- Olhe vou levar esse filme aí do Chaplin!
- O Tempos Modernos?
- Sim, esse, o filme é demais. O Chaplin é o maior homem de sempre, a seguir ao meu pai
- (...)
- E isto aqui, o que é?
- É o almanaque do Benfica, lançado a propósito do centenário...
- Se eu tivesse muito dinheiro sabe o que é que eu fazia? Comprava-os todos e queimava-os!!
- Ah sim?
- Sim era isto do Benfica e o jornal do PCP. o Avante. No dia em que aquilo sai, se tivesse muito dinheiro, comprava-os e queimava-os todos para ninguém ler aquilo!!!
- (??! medo)
- Olhe vou levar esse filme aí do Chaplin!
- O Tempos Modernos?
- Sim, esse, o filme é demais. O Chaplin é o maior homem de sempre, a seguir ao meu pai
- (...)
- E isto aqui, o que é?
- É o almanaque do Benfica, lançado a propósito do centenário...
- Se eu tivesse muito dinheiro sabe o que é que eu fazia? Comprava-os todos e queimava-os!!
- Ah sim?
- Sim era isto do Benfica e o jornal do PCP. o Avante. No dia em que aquilo sai, se tivesse muito dinheiro, comprava-os e queimava-os todos para ninguém ler aquilo!!!
- (??! medo)
quarta-feira, dezembro 10, 2003
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Ministério
as invasões mongóis sucessivas, o reinado de Ivan O Terrível, homicida do próprio filho, a guerra com os turcos, os massacres czaristas, a 1ª guerra mundial, os tumultos da Revolução de Outubro, seguida de guerra civil até 1922, as purgas de Estaline, os 20 milhões de mortos da 2ª guerra mundial, o KGB, o desastre do Afeganistão, Tchernobyl, o desastre das duas guerras na Tchechénia, os atentados de 1999 em Moscovo, o Kursk, o assalto ao teatro com gaseificação dos presentes, o incêndio dramático da residência de estudantes, a explosão de um comboio há uns dias atrás...com tal historial não admira que a Rússia tenha um Ministro para as Situações de Emergência, recentemente mostrado aos media. Há povos definitivamente talhados para a tragédia...Rússia = Timor??
as invasões mongóis sucessivas, o reinado de Ivan O Terrível, homicida do próprio filho, a guerra com os turcos, os massacres czaristas, a 1ª guerra mundial, os tumultos da Revolução de Outubro, seguida de guerra civil até 1922, as purgas de Estaline, os 20 milhões de mortos da 2ª guerra mundial, o KGB, o desastre do Afeganistão, Tchernobyl, o desastre das duas guerras na Tchechénia, os atentados de 1999 em Moscovo, o Kursk, o assalto ao teatro com gaseificação dos presentes, o incêndio dramático da residência de estudantes, a explosão de um comboio há uns dias atrás...com tal historial não admira que a Rússia tenha um Ministro para as Situações de Emergência, recentemente mostrado aos media. Há povos definitivamente talhados para a tragédia...Rússia = Timor??
Correio
é verdade e oficial: recebi o meu primeiro email na caixa postal deste blogue. ao ver "you have one unread message" pensei quem é que teria tido a desfaçatez de me escrever? algum amigo, conhecido, desconhecido, algum vendedor de enciclopédias? não. trata-se de um comunicado dos Amigos de Olivença, aquela rapaziada que pugna pela devolução da mesma à pátria de Afonso Henriques, Vasco da Gama e Bibi.
Respeitando o propósito do correio do blogue, aqui reproduzo integralmente (em director's cut) a dita mensagem:
1.
No momento em que se reúnem o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-Ministro de Portugal, no âmbito da XIX Cimeira Luso-Espanhola, o Grupo dos Amigos de Olivença endereçou a cada um daqueles Governantes uma carta em que formulou as seguintes considerações e reptos:
a.
A Questão de Olivença continua por resolver: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português.
Designadamente, a Assembleia da República tem o assunto para discussão em Plenário, decisões recentes dos Tribunais portugueses lembraram que o conflito exige solução pela via diplomática e, facto inusitado entre dois Estados europeus, não é reconhecida a fronteira nem estão fixados os limites entre os dois países, na zona, ao longo de dezenas de quilómetros.
O assunto é tema na imprensa internacional e suscita a atenção das chancelarias. Em Espanha, enquanto sectores político-diplomáticos autorizados associam agora a situação de Olivença aos casos de Gibraltar, Ceuta e Melilha, outros evidenciam incomodidade e nervosismo, tudo abundantemente reflectido na comunicação social.
Inquestionavelmente, a Questão de Olivença está presente na realidade política Luso-Espanhola.
b.
O Governo português, conforme o comando constitucional, tem, repetido que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Se o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que «temos um problema mas temos de o resolver», também a actual Senhora Ministra recentemente, enquanto Deputada, manifestou a sua preocupação pela defesa dos direitos portugueses sobre Olivença...
c.
O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento.
Se o confronto se evidencia, aparentemente, em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral têm causa na natural persistência da Questão de Olivença.
d.
É escusado, é inadmissível e é insustentável, prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude.
A existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja inscrita – sem subterfúgios – na agenda diplomática Luso-Espanhola.
Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações entre Portugal e Espanha e prejudica outros interesses importantes. Uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados. A hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença.
e.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, ambos os Estados assumam finalmente que é chegado o momento de colocar a Questão de Olivença na agenda diplomática peninsular e dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
f.
O Grupo dos Amigos de Olivença tem lutado e continuará a lutar para que os dois Estados peninsulares, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de tantos portugueses, aguarda que o Estado espanhol reconheça publicamente a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas, que o Estado português sustente os seus direitos e que ambos dêem um passo adiante na resolução da Questão de Olivença.
2.
O Grupo dos Amigos de Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes que, no pleno exercício dos seus direitos, se manifestem e tornem público o seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa.
Lisboa, 6 de Novembro de 2003.
A Direcção.
Com isto tudo volta-me à cabeça o slogan que vi destes castiços no último 1º de Dezembro "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença".
Ou ainda um protesto a nível local e municipal em que os habitantes de Trofa, com desejo de elevar-se a si mesmos a concelho, gritavam "Trofa = Timor".
é verdade e oficial: recebi o meu primeiro email na caixa postal deste blogue. ao ver "you have one unread message" pensei quem é que teria tido a desfaçatez de me escrever? algum amigo, conhecido, desconhecido, algum vendedor de enciclopédias? não. trata-se de um comunicado dos Amigos de Olivença, aquela rapaziada que pugna pela devolução da mesma à pátria de Afonso Henriques, Vasco da Gama e Bibi.
Respeitando o propósito do correio do blogue, aqui reproduzo integralmente (em director's cut) a dita mensagem:
1.
No momento em que se reúnem o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-Ministro de Portugal, no âmbito da XIX Cimeira Luso-Espanhola, o Grupo dos Amigos de Olivença endereçou a cada um daqueles Governantes uma carta em que formulou as seguintes considerações e reptos:
a.
A Questão de Olivença continua por resolver: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português.
Designadamente, a Assembleia da República tem o assunto para discussão em Plenário, decisões recentes dos Tribunais portugueses lembraram que o conflito exige solução pela via diplomática e, facto inusitado entre dois Estados europeus, não é reconhecida a fronteira nem estão fixados os limites entre os dois países, na zona, ao longo de dezenas de quilómetros.
O assunto é tema na imprensa internacional e suscita a atenção das chancelarias. Em Espanha, enquanto sectores político-diplomáticos autorizados associam agora a situação de Olivença aos casos de Gibraltar, Ceuta e Melilha, outros evidenciam incomodidade e nervosismo, tudo abundantemente reflectido na comunicação social.
Inquestionavelmente, a Questão de Olivença está presente na realidade política Luso-Espanhola.
b.
O Governo português, conforme o comando constitucional, tem, repetido que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Se o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que «temos um problema mas temos de o resolver», também a actual Senhora Ministra recentemente, enquanto Deputada, manifestou a sua preocupação pela defesa dos direitos portugueses sobre Olivença...
c.
O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento.
Se o confronto se evidencia, aparentemente, em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral têm causa na natural persistência da Questão de Olivença.
d.
É escusado, é inadmissível e é insustentável, prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude.
A existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja inscrita – sem subterfúgios – na agenda diplomática Luso-Espanhola.
Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações entre Portugal e Espanha e prejudica outros interesses importantes. Uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados. A hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença.
e.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, ambos os Estados assumam finalmente que é chegado o momento de colocar a Questão de Olivença na agenda diplomática peninsular e dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
f.
O Grupo dos Amigos de Olivença tem lutado e continuará a lutar para que os dois Estados peninsulares, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de tantos portugueses, aguarda que o Estado espanhol reconheça publicamente a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas, que o Estado português sustente os seus direitos e que ambos dêem um passo adiante na resolução da Questão de Olivença.
2.
O Grupo dos Amigos de Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes que, no pleno exercício dos seus direitos, se manifestem e tornem público o seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa.
Lisboa, 6 de Novembro de 2003.
A Direcção.
Com isto tudo volta-me à cabeça o slogan que vi destes castiços no último 1º de Dezembro "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença".
Ou ainda um protesto a nível local e municipal em que os habitantes de Trofa, com desejo de elevar-se a si mesmos a concelho, gritavam "Trofa = Timor".
sábado, dezembro 06, 2003
Romani
depois do manifesto das suas mães, Bragança avança agora com profundidade na questão do purismo das suas gentes. primeiro o ataque às strippers e prestadoras de serviços brasileiras; agora a revolta contra a inclusão de alunos ciganos numa escola lá do burgo. com este nível de especialização, até já estou a ver uma campanha do ICEP por alturas do euro 2004: "faça uma pausa no futebol e aproveite os prazeres do bem comer, os parques naturais deslumbrantes, os planaltos verdejantes, os séculos de história à mercê de um olhar...Bragança, o seu cantinho xenófobo."
depois do manifesto das suas mães, Bragança avança agora com profundidade na questão do purismo das suas gentes. primeiro o ataque às strippers e prestadoras de serviços brasileiras; agora a revolta contra a inclusão de alunos ciganos numa escola lá do burgo. com este nível de especialização, até já estou a ver uma campanha do ICEP por alturas do euro 2004: "faça uma pausa no futebol e aproveite os prazeres do bem comer, os parques naturais deslumbrantes, os planaltos verdejantes, os séculos de história à mercê de um olhar...Bragança, o seu cantinho xenófobo."
quarta-feira, dezembro 03, 2003
11 de setembro
alguém reparou que há duas semanas estreou o filme 11"09'01-11 perspectivas? alguém reparou que a distribuição deste filme documento se cingiu a uma sala no Corte Ingles, e mesmo assim limitada ao horário da tarde (14H e 17h15)?. alguém reparou que o filme já nem se encontra em cartaz? não haveria público interessado em assistir a este filme, apresentado no festival de Veneza? alguém reparou na falta de diversidade que nos assola, nomeadamente no audiovisual? alguém reparou que a zero em comportamento acabou sem apelo nem agravo, sob o olhar inerte dos organismos oficiais de cultura, câmara de Lisboa incluída? temos o cinema que merecemos? somos todos americanos? eu cá não leio o le monde.
alguém reparou que há duas semanas estreou o filme 11"09'01-11 perspectivas? alguém reparou que a distribuição deste filme documento se cingiu a uma sala no Corte Ingles, e mesmo assim limitada ao horário da tarde (14H e 17h15)?. alguém reparou que o filme já nem se encontra em cartaz? não haveria público interessado em assistir a este filme, apresentado no festival de Veneza? alguém reparou na falta de diversidade que nos assola, nomeadamente no audiovisual? alguém reparou que a zero em comportamento acabou sem apelo nem agravo, sob o olhar inerte dos organismos oficiais de cultura, câmara de Lisboa incluída? temos o cinema que merecemos? somos todos americanos? eu cá não leio o le monde.
Larachas
Ontem pensei ter encontrado o momento hilariante do dia quando avistei um cartaz presente nas comemorações dos skinhea...perdão, do 1º de dezembro. Dizia "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença". Porém o melhor momento estava guardado para a noite, altura em que o comentador RTP ao jogo Sporting x Braga se referiu a Paulo Sérgio como o "David Beckham dos arcebispos". Não há limites para o delírio, sobretudo em dia da independência
Ontem pensei ter encontrado o momento hilariante do dia quando avistei um cartaz presente nas comemorações dos skinhea...perdão, do 1º de dezembro. Dizia "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença". Porém o melhor momento estava guardado para a noite, altura em que o comentador RTP ao jogo Sporting x Braga se referiu a Paulo Sérgio como o "David Beckham dos arcebispos". Não há limites para o delírio, sobretudo em dia da independência
sexta-feira, novembro 28, 2003
Tribal
a propósito das lides futebolísticas da Lusitânia, ficámos a saber que o nosso primeiro-ministro mantém uma costela terra-a-terra e colectivista, com retoques de realismo mágico. Em visita ao estádio do dragão, enalteceu o carácter guerreiro e nómada dos masai, gentios da fronteira entre a Tanzânia e o Quénia que estão organizados em tribo. Vincou o facto de as suas indumentárias serem vermelhas (remember me Arnaldo Matos?) e embrulhou a associação Portugal-FCPorto-Selva num registo semi-cabalístico. Efabulou como um Calvino. Reinventou o conceito de desporto-rei, aprofundando o seu carácter universal, sem fronteiras.
O registo em jeito de quimera faz todo o sentido; na linguagem simbólica a quimera era um ser híbrido, que possuia cauda de dragão e vomitava chamas. A quimera não podia ser enfrentada de frente. O Mourinho e seus rapazes também não. Nem sequer o défice público, não é Zé Manel?
a propósito das lides futebolísticas da Lusitânia, ficámos a saber que o nosso primeiro-ministro mantém uma costela terra-a-terra e colectivista, com retoques de realismo mágico. Em visita ao estádio do dragão, enalteceu o carácter guerreiro e nómada dos masai, gentios da fronteira entre a Tanzânia e o Quénia que estão organizados em tribo. Vincou o facto de as suas indumentárias serem vermelhas (remember me Arnaldo Matos?) e embrulhou a associação Portugal-FCPorto-Selva num registo semi-cabalístico. Efabulou como um Calvino. Reinventou o conceito de desporto-rei, aprofundando o seu carácter universal, sem fronteiras.
O registo em jeito de quimera faz todo o sentido; na linguagem simbólica a quimera era um ser híbrido, que possuia cauda de dragão e vomitava chamas. A quimera não podia ser enfrentada de frente. O Mourinho e seus rapazes também não. Nem sequer o défice público, não é Zé Manel?
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