Ministério
as invasões mongóis sucessivas, o reinado de Ivan O Terrível, homicida do próprio filho, a guerra com os turcos, os massacres czaristas, a 1ª guerra mundial, os tumultos da Revolução de Outubro, seguida de guerra civil até 1922, as purgas de Estaline, os 20 milhões de mortos da 2ª guerra mundial, o KGB, o desastre do Afeganistão, Tchernobyl, o desastre das duas guerras na Tchechénia, os atentados de 1999 em Moscovo, o Kursk, o assalto ao teatro com gaseificação dos presentes, o incêndio dramático da residência de estudantes, a explosão de um comboio há uns dias atrás...com tal historial não admira que a Rússia tenha um Ministro para as Situações de Emergência, recentemente mostrado aos media. Há povos definitivamente talhados para a tragédia...Rússia = Timor??
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Correio
é verdade e oficial: recebi o meu primeiro email na caixa postal deste blogue. ao ver "you have one unread message" pensei quem é que teria tido a desfaçatez de me escrever? algum amigo, conhecido, desconhecido, algum vendedor de enciclopédias? não. trata-se de um comunicado dos Amigos de Olivença, aquela rapaziada que pugna pela devolução da mesma à pátria de Afonso Henriques, Vasco da Gama e Bibi.
Respeitando o propósito do correio do blogue, aqui reproduzo integralmente (em director's cut) a dita mensagem:
1.
No momento em que se reúnem o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-Ministro de Portugal, no âmbito da XIX Cimeira Luso-Espanhola, o Grupo dos Amigos de Olivença endereçou a cada um daqueles Governantes uma carta em que formulou as seguintes considerações e reptos:
a.
A Questão de Olivença continua por resolver: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português.
Designadamente, a Assembleia da República tem o assunto para discussão em Plenário, decisões recentes dos Tribunais portugueses lembraram que o conflito exige solução pela via diplomática e, facto inusitado entre dois Estados europeus, não é reconhecida a fronteira nem estão fixados os limites entre os dois países, na zona, ao longo de dezenas de quilómetros.
O assunto é tema na imprensa internacional e suscita a atenção das chancelarias. Em Espanha, enquanto sectores político-diplomáticos autorizados associam agora a situação de Olivença aos casos de Gibraltar, Ceuta e Melilha, outros evidenciam incomodidade e nervosismo, tudo abundantemente reflectido na comunicação social.
Inquestionavelmente, a Questão de Olivença está presente na realidade política Luso-Espanhola.
b.
O Governo português, conforme o comando constitucional, tem, repetido que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Se o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que «temos um problema mas temos de o resolver», também a actual Senhora Ministra recentemente, enquanto Deputada, manifestou a sua preocupação pela defesa dos direitos portugueses sobre Olivença...
c.
O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento.
Se o confronto se evidencia, aparentemente, em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral têm causa na natural persistência da Questão de Olivença.
d.
É escusado, é inadmissível e é insustentável, prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude.
A existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja inscrita – sem subterfúgios – na agenda diplomática Luso-Espanhola.
Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações entre Portugal e Espanha e prejudica outros interesses importantes. Uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados. A hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença.
e.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, ambos os Estados assumam finalmente que é chegado o momento de colocar a Questão de Olivença na agenda diplomática peninsular e dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
f.
O Grupo dos Amigos de Olivença tem lutado e continuará a lutar para que os dois Estados peninsulares, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de tantos portugueses, aguarda que o Estado espanhol reconheça publicamente a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas, que o Estado português sustente os seus direitos e que ambos dêem um passo adiante na resolução da Questão de Olivença.
2.
O Grupo dos Amigos de Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes que, no pleno exercício dos seus direitos, se manifestem e tornem público o seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa.
Lisboa, 6 de Novembro de 2003.
A Direcção.
Com isto tudo volta-me à cabeça o slogan que vi destes castiços no último 1º de Dezembro "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença".
Ou ainda um protesto a nível local e municipal em que os habitantes de Trofa, com desejo de elevar-se a si mesmos a concelho, gritavam "Trofa = Timor".
é verdade e oficial: recebi o meu primeiro email na caixa postal deste blogue. ao ver "you have one unread message" pensei quem é que teria tido a desfaçatez de me escrever? algum amigo, conhecido, desconhecido, algum vendedor de enciclopédias? não. trata-se de um comunicado dos Amigos de Olivença, aquela rapaziada que pugna pela devolução da mesma à pátria de Afonso Henriques, Vasco da Gama e Bibi.
Respeitando o propósito do correio do blogue, aqui reproduzo integralmente (em director's cut) a dita mensagem:
1.
No momento em que se reúnem o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-Ministro de Portugal, no âmbito da XIX Cimeira Luso-Espanhola, o Grupo dos Amigos de Olivença endereçou a cada um daqueles Governantes uma carta em que formulou as seguintes considerações e reptos:
a.
A Questão de Olivença continua por resolver: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português.
Designadamente, a Assembleia da República tem o assunto para discussão em Plenário, decisões recentes dos Tribunais portugueses lembraram que o conflito exige solução pela via diplomática e, facto inusitado entre dois Estados europeus, não é reconhecida a fronteira nem estão fixados os limites entre os dois países, na zona, ao longo de dezenas de quilómetros.
O assunto é tema na imprensa internacional e suscita a atenção das chancelarias. Em Espanha, enquanto sectores político-diplomáticos autorizados associam agora a situação de Olivença aos casos de Gibraltar, Ceuta e Melilha, outros evidenciam incomodidade e nervosismo, tudo abundantemente reflectido na comunicação social.
Inquestionavelmente, a Questão de Olivença está presente na realidade política Luso-Espanhola.
b.
O Governo português, conforme o comando constitucional, tem, repetido que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Se o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que «temos um problema mas temos de o resolver», também a actual Senhora Ministra recentemente, enquanto Deputada, manifestou a sua preocupação pela defesa dos direitos portugueses sobre Olivença...
c.
O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento.
Se o confronto se evidencia, aparentemente, em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral têm causa na natural persistência da Questão de Olivença.
d.
É escusado, é inadmissível e é insustentável, prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude.
A existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja inscrita – sem subterfúgios – na agenda diplomática Luso-Espanhola.
Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações entre Portugal e Espanha e prejudica outros interesses importantes. Uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados. A hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença.
e.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, ambos os Estados assumam finalmente que é chegado o momento de colocar a Questão de Olivença na agenda diplomática peninsular e dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
f.
O Grupo dos Amigos de Olivença tem lutado e continuará a lutar para que os dois Estados peninsulares, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 65 anos de esforços pela retrocessão do território e interpretando os anseios de tantos portugueses, aguarda que o Estado espanhol reconheça publicamente a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas, que o Estado português sustente os seus direitos e que ambos dêem um passo adiante na resolução da Questão de Olivença.
2.
O Grupo dos Amigos de Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes que, no pleno exercício dos seus direitos, se manifestem e tornem público o seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa.
Lisboa, 6 de Novembro de 2003.
A Direcção.
Com isto tudo volta-me à cabeça o slogan que vi destes castiços no último 1º de Dezembro "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença".
Ou ainda um protesto a nível local e municipal em que os habitantes de Trofa, com desejo de elevar-se a si mesmos a concelho, gritavam "Trofa = Timor".
sábado, dezembro 06, 2003
Romani
depois do manifesto das suas mães, Bragança avança agora com profundidade na questão do purismo das suas gentes. primeiro o ataque às strippers e prestadoras de serviços brasileiras; agora a revolta contra a inclusão de alunos ciganos numa escola lá do burgo. com este nível de especialização, até já estou a ver uma campanha do ICEP por alturas do euro 2004: "faça uma pausa no futebol e aproveite os prazeres do bem comer, os parques naturais deslumbrantes, os planaltos verdejantes, os séculos de história à mercê de um olhar...Bragança, o seu cantinho xenófobo."
depois do manifesto das suas mães, Bragança avança agora com profundidade na questão do purismo das suas gentes. primeiro o ataque às strippers e prestadoras de serviços brasileiras; agora a revolta contra a inclusão de alunos ciganos numa escola lá do burgo. com este nível de especialização, até já estou a ver uma campanha do ICEP por alturas do euro 2004: "faça uma pausa no futebol e aproveite os prazeres do bem comer, os parques naturais deslumbrantes, os planaltos verdejantes, os séculos de história à mercê de um olhar...Bragança, o seu cantinho xenófobo."
quarta-feira, dezembro 03, 2003
11 de setembro
alguém reparou que há duas semanas estreou o filme 11"09'01-11 perspectivas? alguém reparou que a distribuição deste filme documento se cingiu a uma sala no Corte Ingles, e mesmo assim limitada ao horário da tarde (14H e 17h15)?. alguém reparou que o filme já nem se encontra em cartaz? não haveria público interessado em assistir a este filme, apresentado no festival de Veneza? alguém reparou na falta de diversidade que nos assola, nomeadamente no audiovisual? alguém reparou que a zero em comportamento acabou sem apelo nem agravo, sob o olhar inerte dos organismos oficiais de cultura, câmara de Lisboa incluída? temos o cinema que merecemos? somos todos americanos? eu cá não leio o le monde.
alguém reparou que há duas semanas estreou o filme 11"09'01-11 perspectivas? alguém reparou que a distribuição deste filme documento se cingiu a uma sala no Corte Ingles, e mesmo assim limitada ao horário da tarde (14H e 17h15)?. alguém reparou que o filme já nem se encontra em cartaz? não haveria público interessado em assistir a este filme, apresentado no festival de Veneza? alguém reparou na falta de diversidade que nos assola, nomeadamente no audiovisual? alguém reparou que a zero em comportamento acabou sem apelo nem agravo, sob o olhar inerte dos organismos oficiais de cultura, câmara de Lisboa incluída? temos o cinema que merecemos? somos todos americanos? eu cá não leio o le monde.
Larachas
Ontem pensei ter encontrado o momento hilariante do dia quando avistei um cartaz presente nas comemorações dos skinhea...perdão, do 1º de dezembro. Dizia "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença". Porém o melhor momento estava guardado para a noite, altura em que o comentador RTP ao jogo Sporting x Braga se referiu a Paulo Sérgio como o "David Beckham dos arcebispos". Não há limites para o delírio, sobretudo em dia da independência
Ontem pensei ter encontrado o momento hilariante do dia quando avistei um cartaz presente nas comemorações dos skinhea...perdão, do 1º de dezembro. Dizia "A Indonésia deixou Timor, a Espanha deixará Olivença". Porém o melhor momento estava guardado para a noite, altura em que o comentador RTP ao jogo Sporting x Braga se referiu a Paulo Sérgio como o "David Beckham dos arcebispos". Não há limites para o delírio, sobretudo em dia da independência
sexta-feira, novembro 28, 2003
Tribal
a propósito das lides futebolísticas da Lusitânia, ficámos a saber que o nosso primeiro-ministro mantém uma costela terra-a-terra e colectivista, com retoques de realismo mágico. Em visita ao estádio do dragão, enalteceu o carácter guerreiro e nómada dos masai, gentios da fronteira entre a Tanzânia e o Quénia que estão organizados em tribo. Vincou o facto de as suas indumentárias serem vermelhas (remember me Arnaldo Matos?) e embrulhou a associação Portugal-FCPorto-Selva num registo semi-cabalístico. Efabulou como um Calvino. Reinventou o conceito de desporto-rei, aprofundando o seu carácter universal, sem fronteiras.
O registo em jeito de quimera faz todo o sentido; na linguagem simbólica a quimera era um ser híbrido, que possuia cauda de dragão e vomitava chamas. A quimera não podia ser enfrentada de frente. O Mourinho e seus rapazes também não. Nem sequer o défice público, não é Zé Manel?
a propósito das lides futebolísticas da Lusitânia, ficámos a saber que o nosso primeiro-ministro mantém uma costela terra-a-terra e colectivista, com retoques de realismo mágico. Em visita ao estádio do dragão, enalteceu o carácter guerreiro e nómada dos masai, gentios da fronteira entre a Tanzânia e o Quénia que estão organizados em tribo. Vincou o facto de as suas indumentárias serem vermelhas (remember me Arnaldo Matos?) e embrulhou a associação Portugal-FCPorto-Selva num registo semi-cabalístico. Efabulou como um Calvino. Reinventou o conceito de desporto-rei, aprofundando o seu carácter universal, sem fronteiras.
O registo em jeito de quimera faz todo o sentido; na linguagem simbólica a quimera era um ser híbrido, que possuia cauda de dragão e vomitava chamas. A quimera não podia ser enfrentada de frente. O Mourinho e seus rapazes também não. Nem sequer o défice público, não é Zé Manel?
quinta-feira, novembro 27, 2003
quarta-feira, novembro 26, 2003
Pérolas
cá no burgo nem tudo são más notícias. num mercado editorial saturado de livros de auto-ajuda ao estilo "acredite em si com força e ânimo porque senão ninguém mais o fará" ou de perfeito anónimos que, com os amigos certos, conseguem publicar o que muitos autores médios deitariam para o lixo, há uma pérola que vai mostrando o brilho. a cavalo de ferro vai dando cartas, pé ante pé. fui agraciado com a leitura da colectânea de contos Planície em Chamas de Juan Rulfo. aconselho-a vivamente, afinal de contas o México não é só vôos charter para Cancun e enchiladas fast-food.
cá no burgo nem tudo são más notícias. num mercado editorial saturado de livros de auto-ajuda ao estilo "acredite em si com força e ânimo porque senão ninguém mais o fará" ou de perfeito anónimos que, com os amigos certos, conseguem publicar o que muitos autores médios deitariam para o lixo, há uma pérola que vai mostrando o brilho. a cavalo de ferro vai dando cartas, pé ante pé. fui agraciado com a leitura da colectânea de contos Planície em Chamas de Juan Rulfo. aconselho-a vivamente, afinal de contas o México não é só vôos charter para Cancun e enchiladas fast-food.
Candidatura
Valência ganhou, Lisboa perdeu. Pois é, a próxima edição da taça américa vai afinal realizar-se num país civilizado. Entrevejo um factor preponderante na escolha espanhola dos homens do mar, intrépidos por natureza. Afinal de contas, naquela zona há o parque temático Terra Mitica, recheado de emoções e aventura enquanto que em Lisboa a oferta assenta na Feira Popular. Diga-se aliás que a Feira Popular deverá ser o único local de diversões (?) do mundo que poderia ser definido pelo nome de uma das estruturas que alberga - a Passagem do Terror.
Valência ganhou, Lisboa perdeu. Pois é, a próxima edição da taça américa vai afinal realizar-se num país civilizado. Entrevejo um factor preponderante na escolha espanhola dos homens do mar, intrépidos por natureza. Afinal de contas, naquela zona há o parque temático Terra Mitica, recheado de emoções e aventura enquanto que em Lisboa a oferta assenta na Feira Popular. Diga-se aliás que a Feira Popular deverá ser o único local de diversões (?) do mundo que poderia ser definido pelo nome de uma das estruturas que alberga - a Passagem do Terror.
Efeméride?
de forma deliberada não postei nada no dia 25 de Novembro. assinalo-o votando-o ao esquecimento. além disso, quem é que suporta os óculos do Ramalho Eanes?
de forma deliberada não postei nada no dia 25 de Novembro. assinalo-o votando-o ao esquecimento. além disso, quem é que suporta os óculos do Ramalho Eanes?
Publicação
já foi lançado o número 7 da revista Periférica. sim, é a tal da rapaziada que vive em Trás-os-Montes e até sabe falar de cultura. a regionalização, tal como a revolução, não vai ser transmitida na televisão.
já foi lançado o número 7 da revista Periférica. sim, é a tal da rapaziada que vive em Trás-os-Montes e até sabe falar de cultura. a regionalização, tal como a revolução, não vai ser transmitida na televisão.
segunda-feira, novembro 24, 2003
formação espontânea
acabou-se o domínio do hemisfério sul no rugby mundial. contra um adversário bicampeão, a jogar em casa com uma assistência de 83 mil espectadores, e enfrentando um fuso horário desconcertante, um puto de 24 anos chamado Johnny Wilkinson atirou um pontapé de ressaca (condição sobejamente conhecida dos súbditos de sua majestade) e ofereceu a taça à Velha Albion. Glória máxima para um moço que ainda nem era nascido quando johnny rotten e seus pares partiam a loiça da rainha. God save the queen my son!
acabou-se o domínio do hemisfério sul no rugby mundial. contra um adversário bicampeão, a jogar em casa com uma assistência de 83 mil espectadores, e enfrentando um fuso horário desconcertante, um puto de 24 anos chamado Johnny Wilkinson atirou um pontapé de ressaca (condição sobejamente conhecida dos súbditos de sua majestade) e ofereceu a taça à Velha Albion. Glória máxima para um moço que ainda nem era nascido quando johnny rotten e seus pares partiam a loiça da rainha. God save the queen my son!
Efeméride
faz hoje um ano que o pasquim do arquitecto saraiva acendeu o rastilho da casa pia (aliás consta que felícia cabrita é viciada em rastilhos, mas não necessariamente noticiosos). passado um ano o que mudou? de substancial nada, a não ser a descoberta de que os juízes também usam t-shirts e a revelação dos horrendos pullovers cor-de-rosa de adelino granja. Portugal continua a ser um tremendo erro de passerelle.
faz hoje um ano que o pasquim do arquitecto saraiva acendeu o rastilho da casa pia (aliás consta que felícia cabrita é viciada em rastilhos, mas não necessariamente noticiosos). passado um ano o que mudou? de substancial nada, a não ser a descoberta de que os juízes também usam t-shirts e a revelação dos horrendos pullovers cor-de-rosa de adelino granja. Portugal continua a ser um tremendo erro de passerelle.
sábado, novembro 22, 2003
Tirania
nestes tempos de violência extrema mediatizada (alguma vez o planeta esteve sem conflitos?) lanço um concurso de ideias despóticas e suficientemente sanguinárias que um dia possam constar de um coleccionável de Domingo. Ideias que façam os khmers vermelhos corar de inveja. Ideias que façam do exército indonésio uns meninos do coro de santo amaro de Oeiras. Ideias que façam do Pinochet uma figura mais simpática do que Carlos Vidal/Avô Cantigas.
Começo eu:
1. fuzilamento com pioneses e tomatada de joão braga, camilo de oliveira, jaime nogueira pinto, rosa casaco, josé castelo branco, santana lopes e luís delgado.
2. proibição formal do uso de t-shirt e calças de ganga por parte de juízes que vão ao ginásio.
3. ampliação para o formato outdoor (8 x 3 metros) do álbum de família do MRPP, edição 1975, com os guedelhudos durão barroso, saldanha sanches, pacheco pereira, josé lamego e arnaldo matos.
4. (aberto a sugestões)
nestes tempos de violência extrema mediatizada (alguma vez o planeta esteve sem conflitos?) lanço um concurso de ideias despóticas e suficientemente sanguinárias que um dia possam constar de um coleccionável de Domingo. Ideias que façam os khmers vermelhos corar de inveja. Ideias que façam do exército indonésio uns meninos do coro de santo amaro de Oeiras. Ideias que façam do Pinochet uma figura mais simpática do que Carlos Vidal/Avô Cantigas.
Começo eu:
1. fuzilamento com pioneses e tomatada de joão braga, camilo de oliveira, jaime nogueira pinto, rosa casaco, josé castelo branco, santana lopes e luís delgado.
2. proibição formal do uso de t-shirt e calças de ganga por parte de juízes que vão ao ginásio.
3. ampliação para o formato outdoor (8 x 3 metros) do álbum de família do MRPP, edição 1975, com os guedelhudos durão barroso, saldanha sanches, pacheco pereira, josé lamego e arnaldo matos.
4. (aberto a sugestões)
quarta-feira, novembro 19, 2003
Partir a loiça
os sub-21 portugueses venceram com garbo a congénere francesa. após o jogo desfizeram o balneário gerando um coro de críticas. quanto a mim foi uma inteligente manobra destinada a dar trabalho aos esforçados emigrantes lusitanos que pululam em França, nomeadamente nas áreas da construção civil e das limpezas.
os sub-21 portugueses venceram com garbo a congénere francesa. após o jogo desfizeram o balneário gerando um coro de críticas. quanto a mim foi uma inteligente manobra destinada a dar trabalho aos esforçados emigrantes lusitanos que pululam em França, nomeadamente nas áreas da construção civil e das limpezas.
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