sexta-feira, junho 24, 2005
Anúncio à mão-cheia de tarados que insiste em visitar este blogue
O agridoce vai parar durante duas semanas, a cause de umas férias do seu único e exclusivo dono. O estalisnismo deste blogue é absoluto e em o chefe não estando não haverá mais postas de pescada durante os próximos dias. O blogue pára e em princípio volta. A ver vamos, como diz o ceguinho, a reflexão far-se-á sob um sol inclemente e recuperador. Até jazz.
O agridoce vai parar durante duas semanas, a cause de umas férias do seu único e exclusivo dono. O estalisnismo deste blogue é absoluto e em o chefe não estando não haverá mais postas de pescada durante os próximos dias. O blogue pára e em princípio volta. A ver vamos, como diz o ceguinho, a reflexão far-se-á sob um sol inclemente e recuperador. Até jazz.
Confissões de um taxista IX [epílogo]
"Aqui ao pé da sua casa é que está a melhor casa de Lisboa. O Elefante Branco. Claro que aquilo não é para mim, não é prá minha carteira. Mas costumo transportar uma tipa de lá que ganha 3 mil contos limpos por mês. Cada foda, 100 contos. E os gajos pagam, aquilo deve ser muito bom. Acredite em mim, pachacha dá dinheiro. Muito dinheiro. Se eu fosse gaja, com o que eu gosto de foder, ficava rico num instante. Fazia tudo. Era a mulher puta de Lisboa, não tenha dúvidas".
Paguei e saí.
"Aqui ao pé da sua casa é que está a melhor casa de Lisboa. O Elefante Branco. Claro que aquilo não é para mim, não é prá minha carteira. Mas costumo transportar uma tipa de lá que ganha 3 mil contos limpos por mês. Cada foda, 100 contos. E os gajos pagam, aquilo deve ser muito bom. Acredite em mim, pachacha dá dinheiro. Muito dinheiro. Se eu fosse gaja, com o que eu gosto de foder, ficava rico num instante. Fazia tudo. Era a mulher puta de Lisboa, não tenha dúvidas".
Paguei e saí.
Confissões de um taxista VIII
"eu digo-lhe uma coisa, um gajo para andar nesta vida ou está muito bem casado ou então arruina-se todo. Eu sou divorciado, claro, tenho um puto...ando na vida do táxi há dez anos e é complicado. Agora vivo com uma brasileira, está lá por casa. Quer dizer, no fundo tenho foda à borla. Mas como ela me fode de outras maneiras, fode-me o dinheiro, é justo. É como uma troca, vá lá."
"eu digo-lhe uma coisa, um gajo para andar nesta vida ou está muito bem casado ou então arruina-se todo. Eu sou divorciado, claro, tenho um puto...ando na vida do táxi há dez anos e é complicado. Agora vivo com uma brasileira, está lá por casa. Quer dizer, no fundo tenho foda à borla. Mas como ela me fode de outras maneiras, fode-me o dinheiro, é justo. É como uma troca, vá lá."
quinta-feira, junho 23, 2005
Confissões de um taxista VII
"Lá em África, na zona em que eu vivia, havia duas putas, com uma palhota uma ao lado da outra. O mais giro era quando vinha a tropa. Chegavam ao monte, em cima das berlingas e estacionavam lá para se aviarem. Eu e um amigo meu ficávamos à coca a ver os tropas a irem lá. Uma vez esse meu amigo até se foi pôr no telhado da palhota para espreitar o magala com a preta, aquilo cedeu - era de colmo ou lá o que era quela merda - e o gajo veio parar cá abaixo. Foi demais, caiu em cima do magala quando ele estava a foder a preta!! Os gajos faziam fila cá fora, aos 20 ou 30, imagine o que era aquilo. As pretas nem se levantavam da esteira, era sempre a aviar. O primeiro ainda apanhava aquilo bonzinho, agora o último...devia lá ficar a nadar."
"Lá em África, na zona em que eu vivia, havia duas putas, com uma palhota uma ao lado da outra. O mais giro era quando vinha a tropa. Chegavam ao monte, em cima das berlingas e estacionavam lá para se aviarem. Eu e um amigo meu ficávamos à coca a ver os tropas a irem lá. Uma vez esse meu amigo até se foi pôr no telhado da palhota para espreitar o magala com a preta, aquilo cedeu - era de colmo ou lá o que era quela merda - e o gajo veio parar cá abaixo. Foi demais, caiu em cima do magala quando ele estava a foder a preta!! Os gajos faziam fila cá fora, aos 20 ou 30, imagine o que era aquilo. As pretas nem se levantavam da esteira, era sempre a aviar. O primeiro ainda apanhava aquilo bonzinho, agora o último...devia lá ficar a nadar."
quarta-feira, junho 22, 2005
Confissões de um taxista VI
"eu digo-lhe uma coisa, um gajo se não é bem casado dá cabo da vida num instante. Ando com o táxi há 10 anos e sou divorciado. As gajas atiram-se a nós pá. No outro dia apanhei uma brasileira em Queluz que foi logo direita ao assunto 'preciso que me leve a Lisboa mas não pago com dinheiro'. Logo assim, sem mais. Eu, como agora moro em Queluz levei-a lá para casa e foi demais. Uma foda como já não tinha há muito tempo, incrível a gaja, um avião, ainda por cima assim inesperado. Depois levei-a de borla a Lisboa, claro. Ficou-me a foda por 20 euros. Quer dizer...descontando os meus 7 de percentagem, ficou-me por 13. Nada mau, a gaja era espectacular. Até lhe dei o meu telemóvel, para ela ligar quando precisasse de táxi. Só que a gaja nunca ligou, uma pena...grande foda."
"eu digo-lhe uma coisa, um gajo se não é bem casado dá cabo da vida num instante. Ando com o táxi há 10 anos e sou divorciado. As gajas atiram-se a nós pá. No outro dia apanhei uma brasileira em Queluz que foi logo direita ao assunto 'preciso que me leve a Lisboa mas não pago com dinheiro'. Logo assim, sem mais. Eu, como agora moro em Queluz levei-a lá para casa e foi demais. Uma foda como já não tinha há muito tempo, incrível a gaja, um avião, ainda por cima assim inesperado. Depois levei-a de borla a Lisboa, claro. Ficou-me a foda por 20 euros. Quer dizer...descontando os meus 7 de percentagem, ficou-me por 13. Nada mau, a gaja era espectacular. Até lhe dei o meu telemóvel, para ela ligar quando precisasse de táxi. Só que a gaja nunca ligou, uma pena...grande foda."
A este ritmo não sobra nada para arrastar
"Quase 80 por cento de Portugal continental em seca extrema ou severa"
"Quase 80 por cento de Portugal continental em seca extrema ou severa"
Confissões de um taxista V
"Um gajo apanha coisas incríveis. No outro dia apanhei uma preta que queria ir de Massamá para Lisboa. Ali para a discoteca 'Mussulo', não sei se conhece. Não? Pois, é uma discoteca de pretos. Chegamos lá e a corrida era 15 euros. A gaja vira-se e diz 'escute sr. motorista, eu tenho dinheiro na carteira para pagar mas preciso do dinheiro trocado para gastar na discoteca. Podia pagar-lhe com um broche'. Eh pá eu não 'tava praí virado e disse 'a senhora tem de pagar a corrida, não quero saber de mais nada. Deve-me 15 euros'. E a gaja 'já lhe disse que lhe faço um broche'. Eu 'tava a ver aquilo mal parado e vi que estavam dois polícias à porta da discoteca. Dei uma buzinadela e os gajos vieram ao pé do carro. 'O que é que se passa?' E eu 'Sr guarda esta senhora - veja lá que eu ainda a estava a tratar por senhora - deve-me 15 euros da corrida e diz que quer pagar com um broche'. O gajo enfia a cabeça no táxi e diz 'a senhora tem de pagar o que deve, pague lá os 15 euros'. E a gaja 'Sr polícia, então fazemos assim: eu faço um broche primeiro ao Sr polícia e depois o Sr diz ao Sr motorista se eu não faço bem feitinho!!'
"Um gajo apanha coisas incríveis. No outro dia apanhei uma preta que queria ir de Massamá para Lisboa. Ali para a discoteca 'Mussulo', não sei se conhece. Não? Pois, é uma discoteca de pretos. Chegamos lá e a corrida era 15 euros. A gaja vira-se e diz 'escute sr. motorista, eu tenho dinheiro na carteira para pagar mas preciso do dinheiro trocado para gastar na discoteca. Podia pagar-lhe com um broche'. Eh pá eu não 'tava praí virado e disse 'a senhora tem de pagar a corrida, não quero saber de mais nada. Deve-me 15 euros'. E a gaja 'já lhe disse que lhe faço um broche'. Eu 'tava a ver aquilo mal parado e vi que estavam dois polícias à porta da discoteca. Dei uma buzinadela e os gajos vieram ao pé do carro. 'O que é que se passa?' E eu 'Sr guarda esta senhora - veja lá que eu ainda a estava a tratar por senhora - deve-me 15 euros da corrida e diz que quer pagar com um broche'. O gajo enfia a cabeça no táxi e diz 'a senhora tem de pagar o que deve, pague lá os 15 euros'. E a gaja 'Sr polícia, então fazemos assim: eu faço um broche primeiro ao Sr polícia e depois o Sr diz ao Sr motorista se eu não faço bem feitinho!!'
terça-feira, junho 21, 2005
Confissões de um taxista IV
"esse meu amigo tinha uma gaja que queria que ele fosse chulo dela. Uma vez fomos encontrá-la e ela estava com uma amiga, também puta, que sabia da história. Assim sem mais nem menos virou-se pró meu amigo e disse 'gajo que quisesse ser meu chulo tinha de me lamber a cona quando eu estivesse menstruada'. A gaja disse mesmo isto, é verdade!! Mas o gajo não se ficou e respondeu logo 'e gaja que quisesse ser minha puta tinha de me lamber o cu quando eu estivesse de diarreia'. Já viu? O gajo tinha logo resposta."
"esse meu amigo tinha uma gaja que queria que ele fosse chulo dela. Uma vez fomos encontrá-la e ela estava com uma amiga, também puta, que sabia da história. Assim sem mais nem menos virou-se pró meu amigo e disse 'gajo que quisesse ser meu chulo tinha de me lamber a cona quando eu estivesse menstruada'. A gaja disse mesmo isto, é verdade!! Mas o gajo não se ficou e respondeu logo 'e gaja que quisesse ser minha puta tinha de me lamber o cu quando eu estivesse de diarreia'. Já viu? O gajo tinha logo resposta."
Confissões de um taxista III
"Vim para Lisboa há 30 anos, tinha 18. A primiera vez que fui às putas de cá foi com um amigo meu, mais velho, um putanheiro do caralho. Fomos jantar à Portuguália, o sítio era ali ao pé. Agora é um escritório de advogados, veja lá. Lá fomos e eu ia um bocado desprevenido, nem sequer ia para a foda. Mas o gajo lá se entreteu com uma e eu fiquei na sala, com as gajas...até que a patroa disse 'escolhe uma que o teu amigo pagou 300 paus para tu te divertires'. Lá fui com uma, de mão dada...eu até tremia. No quarto despi-me e deixei ficar as cuecas. Sentei-me na cama, cheio de medo e ela 'então não te despes todo?'. Lá me despi e a gaja fez-me um broche. Hiii, cum caneco, nunca me tinham feito aquilo, comecei com umas cócegas que só me dava vontade de rir, mas com o entusiasmo vim-me logo. Depois fiquei lá, os 300 paus eram cona-cu-e-broche por isso estive lá praí uma hora. Até que a dona veio bater à porta a dizer 'vamos lá a despachar que isto não é nenhum hotel' ".
"Vim para Lisboa há 30 anos, tinha 18. A primiera vez que fui às putas de cá foi com um amigo meu, mais velho, um putanheiro do caralho. Fomos jantar à Portuguália, o sítio era ali ao pé. Agora é um escritório de advogados, veja lá. Lá fomos e eu ia um bocado desprevenido, nem sequer ia para a foda. Mas o gajo lá se entreteu com uma e eu fiquei na sala, com as gajas...até que a patroa disse 'escolhe uma que o teu amigo pagou 300 paus para tu te divertires'. Lá fui com uma, de mão dada...eu até tremia. No quarto despi-me e deixei ficar as cuecas. Sentei-me na cama, cheio de medo e ela 'então não te despes todo?'. Lá me despi e a gaja fez-me um broche. Hiii, cum caneco, nunca me tinham feito aquilo, comecei com umas cócegas que só me dava vontade de rir, mas com o entusiasmo vim-me logo. Depois fiquei lá, os 300 paus eram cona-cu-e-broche por isso estive lá praí uma hora. Até que a dona veio bater à porta a dizer 'vamos lá a despachar que isto não é nenhum hotel' ".
segunda-feira, junho 20, 2005
Confissões de um taxista II
"Eu de pretas nunca gostei muito, sabe? Só fodi com duas na vida...se bem que perdi os três com uma preta lá em África, numa palhota. A gaja só me disse '20 paus na mão, pachacha na esteira'. A sério, pá. A gaja queria o dinheiro na mão porque dizia que os gajos iam lá, davam uma e depois piravam-se sem pagar. Então lá me estreei com ela mas nunca gostei muito de pretas, isso não."
"Eu de pretas nunca gostei muito, sabe? Só fodi com duas na vida...se bem que perdi os três com uma preta lá em África, numa palhota. A gaja só me disse '20 paus na mão, pachacha na esteira'. A sério, pá. A gaja queria o dinheiro na mão porque dizia que os gajos iam lá, davam uma e depois piravam-se sem pagar. Então lá me estreei com ela mas nunca gostei muito de pretas, isso não."
Tiago Hermes Monteiro
Ainda tenho cara de miúdo, ninguém me dá grande importância na minha terra, não destrono os treinos do futebol das primeiras páginas desportivas, não faço anúncios à GALP que para dar espectáculo está lá o Gomes e não poso para revistas "pinky". Corro e sou fiável estilo relógio de zurique, e depois de um golpe de teatro quase sul-americano levei a verde-rubra ao pódio. Acelera homem, o futuro é teu.
Ainda tenho cara de miúdo, ninguém me dá grande importância na minha terra, não destrono os treinos do futebol das primeiras páginas desportivas, não faço anúncios à GALP que para dar espectáculo está lá o Gomes e não poso para revistas "pinky". Corro e sou fiável estilo relógio de zurique, e depois de um golpe de teatro quase sul-americano levei a verde-rubra ao pódio. Acelera homem, o futuro é teu.
Crónicas da Zoologia
publicidade mínima às criaturas de penteado escorreito e saudade de viriato(zinho), foi o que pensei. Não me alargo no assunto e armado em copista medieval, época do pensamento em que se situa a rapaziada da manif martim moniz-rossio, transcrevo um post do barnabé Rui Tavares. Ele diz tudo, eu não acrescentaria nada. Senão já se dá demasiada importância à coisa.
publicidade mínima às criaturas de penteado escorreito e saudade de viriato(zinho), foi o que pensei. Não me alargo no assunto e armado em copista medieval, época do pensamento em que se situa a rapaziada da manif martim moniz-rossio, transcrevo um post do barnabé Rui Tavares. Ele diz tudo, eu não acrescentaria nada. Senão já se dá demasiada importância à coisa.
"O orgulho que resta à nódoa
domingo, junho 19, 2005
Agora que o grosso dos dirigentes vê o sol aos quadradinhos...
..."ETA vai parar de atacar responsáveis políticos"
Público, 18 junho
..."ETA vai parar de atacar responsáveis políticos"
Público, 18 junho
quinta-feira, junho 16, 2005
Amor e têxteis chineses
Ela pediu-lhe que usasse cláusula de salvaguarda. Ele recusou, dizendo que usar a cláusula era como comer um rebuçado com plástico. Da imprecaução surgiu um dumping indesejado. Ele limpou-se de responsabilidades e exportou-se para parte incerta. Ela é acusada de ter abandonado a deslocalização num contentor do lixo.
Ela pediu-lhe que usasse cláusula de salvaguarda. Ele recusou, dizendo que usar a cláusula era como comer um rebuçado com plástico. Da imprecaução surgiu um dumping indesejado. Ele limpou-se de responsabilidades e exportou-se para parte incerta. Ela é acusada de ter abandonado a deslocalização num contentor do lixo.
quarta-feira, junho 15, 2005
Epílogo

[imagem roubada ao Filipe Moura do BdE]
Uma despedida emocional à medida do homem. Agora, olhar em frente.
[imagem roubada ao Filipe Moura do BdE]
Uma despedida emocional à medida do homem. Agora, olhar em frente.
Moscovo de papel

em dia de despedida formal de Álvaro Cunhal, um link para uma Moscovo que não passou do papel, uma Moscovo utopizada nos anos 30 que não foi para a frente, mesmo na época em que tudo parecia possível e em que Cunhal terá por lá passado inúmeras vezes. O sistema desabou mas as utopias são isso mesmo - lugares que se idelaizam mas que não se constroem. Ficaram as ilustrações de génio, para consultar.

em dia de despedida formal de Álvaro Cunhal, um link para uma Moscovo que não passou do papel, uma Moscovo utopizada nos anos 30 que não foi para a frente, mesmo na época em que tudo parecia possível e em que Cunhal terá por lá passado inúmeras vezes. O sistema desabou mas as utopias são isso mesmo - lugares que se idelaizam mas que não se constroem. Ficaram as ilustrações de génio, para consultar.
terça-feira, junho 14, 2005
Do regresso às lides
desgosta-me voltar a bloggar para comentar política mesquinha, de "p" pequenino. Acontece que ontem vi a reportagem do funeral do ex-primeiro-ministro Vasco Gonçalves ao qual não se deslocou qualquer representação do Estado ou do Governo. Ignorado pelas "altas instâncias" filhas da subvenção vitalícia, o homem que mais caminhou sobre brasas no período mais difícl a seguir à morte do estado novo foi acompanhado no final pela populaça anónima, o que não é necessariamente mau. É apenas má educação de Estado. Crítico.
desgosta-me voltar a bloggar para comentar política mesquinha, de "p" pequenino. Acontece que ontem vi a reportagem do funeral do ex-primeiro-ministro Vasco Gonçalves ao qual não se deslocou qualquer representação do Estado ou do Governo. Ignorado pelas "altas instâncias" filhas da subvenção vitalícia, o homem que mais caminhou sobre brasas no período mais difícl a seguir à morte do estado novo foi acompanhado no final pela populaça anónima, o que não é necessariamente mau. É apenas má educação de Estado. Crítico.
segunda-feira, junho 13, 2005
até breve Eugénio, ficam-te as palavras a meio
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
domingo, junho 12, 2005
sábado, junho 11, 2005
sexta-feira, junho 10, 2005
quinta-feira, junho 09, 2005
Tempo de antena
Foram os primeiros a usar a caixa de correio aqui do pardieiro. E continuam a ser quase os únicos a fazê-lo. Cá vai.
"Grupo dos Amigos de Olivença www.olivenca.org Divulgação 08-2005
Saiu o Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2005, disponível para consulta
em:http://www.olivenca.org/boletins/Bol_GAO_200505.pdfLx., 31-05-2005"
Foram os primeiros a usar a caixa de correio aqui do pardieiro. E continuam a ser quase os únicos a fazê-lo. Cá vai.
"Grupo dos Amigos de Olivença www.olivenca.org Divulgação 08-2005
Saiu o Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2005, disponível para consulta
em:http://www.olivenca.org/boletins/Bol_GAO_200505.pdfLx., 31-05-2005"
quarta-feira, junho 08, 2005
Quioto, surrealismo e caminhos de ferro
"Senhores passageiros, a circulação está interrompida devido a um problema técnico que, provavelmente, terá a ver com o aquecimento global. Assim que houver condições retomaremos o nosso trajecto. Obrigado pela compreensão".
Maquinista da CP ao altifalante no trajecto Sintra-Lisboa
"Senhores passageiros, a circulação está interrompida devido a um problema técnico que, provavelmente, terá a ver com o aquecimento global. Assim que houver condições retomaremos o nosso trajecto. Obrigado pela compreensão".
Maquinista da CP ao altifalante no trajecto Sintra-Lisboa
terça-feira, junho 07, 2005
segunda-feira, junho 06, 2005
Orgulhosamente sós, Reloaded
" Constituição europeia: Portugal mantém referendo apesar da suspensão no Reino Unido "
" Constituição europeia: Portugal mantém referendo apesar da suspensão no Reino Unido "
domingo, junho 05, 2005
sexta-feira, junho 03, 2005
quinta-feira, junho 02, 2005
quarta-feira, junho 01, 2005
Literatura aos pedaços V
"No dia em que iam matá-lo Santiago Nasar levantou-se às 5:30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo. Tinha sonhado que atravessava uma mata de figueiras-bravas, onde caía uma chuva miuda e branda, e por uns instantes foi feliz no sono, mas ao acordar sentiu-se borrado de caca de pássaros."
Gabriel García Márquez, Crónica de Uma Morte Anunciada
"No dia em que iam matá-lo Santiago Nasar levantou-se às 5:30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo. Tinha sonhado que atravessava uma mata de figueiras-bravas, onde caía uma chuva miuda e branda, e por uns instantes foi feliz no sono, mas ao acordar sentiu-se borrado de caca de pássaros."
Gabriel García Márquez, Crónica de Uma Morte Anunciada
Da Constituição
Não conheço o projecto de Constituição Europeia que se vai referendando lá por fora e que por cá continua a ser uma mera ficção de encher jornais. Do pouco que já li inclino-me para o não. Mas estas palavras do professor Villaverde Cabral dão que pensar:
"Mesmo no plano social, a regressão dos direitos sociais, especialmente para os portugueses, é apenas aparente, pois em breve teremos menos direitos sociais em Portugal do que o mínimo garantido pelo Tratado, que infelizmente morreu ontem de morte macaca. Por outras palavras, como europeu vivendo em Portugal, preferiria o mínimo europeu do que os direitos garantidos por um Estado como o nosso, que nos rouba no dia seguinte a ter ganho as eleições!"
Informação precisa-se, é o que é.
Não conheço o projecto de Constituição Europeia que se vai referendando lá por fora e que por cá continua a ser uma mera ficção de encher jornais. Do pouco que já li inclino-me para o não. Mas estas palavras do professor Villaverde Cabral dão que pensar:
"Mesmo no plano social, a regressão dos direitos sociais, especialmente para os portugueses, é apenas aparente, pois em breve teremos menos direitos sociais em Portugal do que o mínimo garantido pelo Tratado, que infelizmente morreu ontem de morte macaca. Por outras palavras, como europeu vivendo em Portugal, preferiria o mínimo europeu do que os direitos garantidos por um Estado como o nosso, que nos rouba no dia seguinte a ter ganho as eleições!"
Informação precisa-se, é o que é.
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